Poupança x Renda fixa: o que vale mais a pena?

Você sabe quais as diferenças entres essas modalidades de investimento? Chegou a hora de descobrir qual se enquadra melhor nos seus objetivos.

Equipe TradeMap

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Durante muito tempo, a poupança foi a principal escolha dos brasileiros para guardar seu dinheiro. Criada em 1861, a caderneta era uma opção fácil, segura e de simples resgate, num tempo em que o mercado financeiro nem sonhava em ser acessível à população como é nos dias de hoje. 

Acontece que o mundo dos investimentos não é mais um bicho de sete cabeças, e a queridinha caderneta de poupança ficou para trás ante outras possibilidades também fáceis, seguras e líquidas: as aplicações em renda fixa





Quer entender quais os problemas com a poupança e porquê os investimentos em renda fixa são uma melhor opção para o seu dinheiro? Segue com a gente até o final deste artigo em que você lerá sobre os seguintes pontos: 

  • O que é a poupança?
  • Qual o rendimento da poupança? 
  • Por que eu perco dinheiro na poupança? 
  • O que é renda fixa? 
  • Por que a renda fixa vale a pena? 
  • Principais investimentos em renda fixa. 

O que é poupança? 

A poupança é uma modalidade de conta bancária que permite ao cliente do banco investir diretamente na caderneta de poupança, essa sim, um investimento financeiro. 

A caderneta de poupança é controlada pelo governo federal para captação de recursos e não cobra Imposto de Renda. Logo, um investimento aplicado nela tem risco praticamente zero, rentabilidade mensal com base no valor guardado na conta poupança e liquidez imediata (ou seja, resgate do dinheiro em qualquer momento). 

Diferentemente da conta corrente, que é voltada para uso e controle diário do dinheiro e pode ter taxas diferentes de banco para banco, a conta poupança não pode ter nenhuma cobrança, seja de abertura ou de manutenção, de acordo com lei federal. 

Ela serve unicamente para poupar dinheiro, como o nome sugere. Dessa forma, em todas as instituições financeiras (bancos digitais e tradicionais), sua rentabilidade e forma de aplicação será a mesma. 





Qual o rendimento da poupança?

Por muito tempo, fatores como facilidade, risco nulo e liquidez imediata fizeram da caderneta de poupança um investimento vantajoso. Mas isso mudou quando a rentabilidade deixou a desejar. 

Para entender essa parte você precisa saber que os juros pagos na poupança estão atrelados à taxa Selic, taxa mãe de todas as taxas brasileiras. Também incide no investimento a Taxa Referencial (TR), calculada diariamente pelo Banco Central. 

A conta de rentabilidade da caderneta é a seguinte:

❖ Se a Selic estiver acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% mensal sobre o valor investido + TR; 

❖ Se a Selic estiver igual ou abaixo de 8,5% ao ano, a poupança renderá 70% da Selic mensalmente + TR. 

A cada 45 dias, a Selic é revista pelo Comitê de Política Monetária (Copom), que pode aumentar, diminuir ou manter o valor da taxa. Em setembro de 2017, eles revisaram seu valor para baixo, em 8,25%. Ou seja, o rendimentou da poupança entrou na regra dos 70% da Taxa Selic + TR. 

Desde então, os valores seguem dentro dessa regra. Em abril de 2021, a Selic ficou em 2,75%, com isso, a caderneta rende 0,16% ao mês, ou 1,93% ao ano. 

Por que eu perco dinheiro na poupança? 

Com valores tão pequenos, o retorno da poupança fica abaixo da inflação em muitos momentos. Isso quer dizer que os produtos que você consome diariamente encarecem, mas o seu dinheiro não valoriza na mesma proporção. 





Vamos de exemplo. O rendimento da poupança foi 2,11% no acumulado de 2020. Enquanto isso, a inflação no mesmo período fechou em 4,52%.

No final das contas, quem deixou dinheiro aplicado na poupança perdeu seu valor de compra, porque a inflação encareceu os produtos mais do que o dinheiro rendeu para comprá-los. 

Essa é a maior crítica dos investidores experientes à poupança. Mas não é a única: 

Aniversário: o rendimento da caderneta é diário, mas o resgate é mensal. Sendo assim, só vai incidir juros sobre o valor aplicado 30 dias depois da data de depósito. Ainda há o detalhe de que o dinheiro que entrou nos dias 29, 30 e 31 comemoram aniversário apenas no dia 1º. 

Em outras palavras: se você coloca 100 reais no dia 5 de maio na poupança e resgata o dinheiro no dia 4 de maio do ano seguinte, você fica sem os juros dos 29 dias de abril e terá 11 meses de rendimento apenas, não um ano. (fail

A boa notícia é: se você investe na poupança pelo baixo risco e pela liquidez diária, há outras opções de ativos tão seguros quanto e com rentabilidade muito maior. 

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O que é renda fixa? 

CDBs, LCIs, Tesouro Direto, Debêntures Incentivadas, e outros. Lhes apresento a turminha da renda fixa. Essas siglas e nomes próprios são de investimentos considerados conservadores e seguros, assim como a caderneta de poupança. 





Bancos, empresas e até mesmo o governo, precisam captar recursos constantemente para financiar projetos. Para isso, eles emitem títulos que são vendidos como investimentos. O Tesouro Direto é um papel do governo. As debêntures são de empresas e os CDBs, de bancos. 

Ao captar o dinheiro da compra dos títulos, todas essas instituições se comprometem em devolver o valor completo que foi aplicado + juros

A diferença entre investir nesses papéis e investir na poupança, está na clareza em relação às informações de investimento, como quanto juros renderá sobre o valor aplicado. Daí vem o nome “renda fixa”. 

Por que a renda fixa vale a pena? 

Os juros que incidem na aplicação podem ser prefixados ou pós-fixados. 

Prefixados: são os investimentos que anunciam de cara quanto o dinheiro renderá. Por exemplo, um CDB do banco X promete 5% ao ano. Isso quer dizer que, ao comprar esse título, o valor aplicado renderá 5% após doze meses. (exemplo bem genérico e simples, pela clareza da explicação)





Pós-fixados: esse é o caso de títulos em que o juros é atrelado a algum índice econômico. Novamente, o banco X emite um CDB pós-fixado com variação do IPCA + 3,75%. Isso quer dizer que o dinheiro renderá conforme a variação dessa taxa e será acrescido 3,75% ao valor final, mas não é possível indicar quanto antecipadamente. 

Independente de ser pós-fixado ou prefixado, no geral, os juros da renda fixa são superiores aos da poupança. Outra vantagem em relação a caderneta está na variedade de opções de títulos que existem no mercado. 

Isso, a Bea Aguilar, do Papo de Bolsa, pode te ajudar a entender: 

Os investimentos em renda fixa têm liquidez variada, ou seja, o resgate do dinheiro depende da aplicação escolhida. Pode ser diário, em dois meses ou em quatro anos. Fica a critério das qualificações do papel e do que você optar. 

Por fim, um último ponto a se esclarecer é em relação às taxas. A caderneta de poupança é famosa por não cobrar Imposto de Renda, certo? Acontece que aplicações em LCIs e debêntures incentivadas também não cobram. Mas há os abocanhados pelo leão, claro, como os CDBs e o Tesouro Direto.  

Como investir em renda fixa? 

Se você quer saber o quanto vale a pena, em reais, trocar a poupança pela renda fixa, há simuladores para isso. Nossos parceiros Me Poupe! e Toro Investimentos têm calculadoras próprias de renda fixa. 

Já em relação a investir na prática, pelo TradeMap App ou Web é possível ver uma prateleira recheada de títulos de renda fixa. Há filtros para o que te interessar mais: rentabilidade, liquidez e até mesmo nota por investimento (sim, há avaliação dos investimentos). 

O TM tem todas essas informações sobre cada produto, além de muitos outros dados. Tudo isso para que os novos investidores saibam escolher o investimento que mais tem a ver com seus objetivos e, claro, para facilitar a vida de quem acabou de entrar no mercado financeiro. 

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