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	<title>Arquivos Giácomo Diniz - TradeMap</title>
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	<description>Torne-se um investidor completo com o TradeMap! Acompanhe sua carteira e ativos do Brasil e dos EUA em tempo real, notícias, compare fundos e mais! Confira!</description>
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		<title>É a hora? Veja cinco erros a serem evitados ao investir em ações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Equipe TradeMap]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Jul 2022 15:32:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O fato de o mercado americano ter entrado em “bear market” (mercado em baixa) em meados do no mês passado fortaleceu o cenário negativo das negociações de títulos de renda variável, principalmente de ações. O marco se deu com o recuo acumulado superior a 20% do S&#38;P 500 no dia 13 de junho em relação [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O fato de o mercado americano ter entrado em “<em>bear market</em>” (mercado em baixa) em meados do no mês passado fortaleceu o cenário negativo das negociações de títulos de renda variável, principalmente de ações.</p>
<p>O marco se deu com o recuo acumulado superior a 20% do S&amp;P 500 no dia 13 de junho em relação a 4 de janeiro, quando ocorreu o pico diário mais recente de fechamento do indicador de ações da Bolsa de Nova York.</p>
<p>Passado menos de 30 dias, o receio dos investidores continua em alta (seria cedo demais para que fosse embora). O desempenho do mercado brasileiro deixa isso claro. O Ibovespa, principal índice de ações da B3, enfrenta o desafio de voltar ao patamar (ou se sustentar) acima dos cem mil pontos desde então.</p>
<p>A base para o desequilíbrio dos mercados está na inflação. O aumento de preços se mantém no radar não só aqui, mas nos Estados Unidos, na Europa, nas principais economias do mundo. Para controlá-la, o remédio é o de sempre, a alta da taxa de juros, com o intuito de frear o consumo.</p>
<p>Junto com esses aumentos, o risco de recessão chega, como bem alerta Jerome Powell, presidente do banco central americano, o Federal Reserve. Da mesma forma, a possibilidade de estagflação não é descartada &#8211; quando o PIB (Produto Interno Bruto) fica estável e a inflação permanece em curso.</p>
<p>Diante desse cenário, as perspectivas para os próximos meses são pessimistas, ainda que o ciclo de alta da Selic, no Brasil, deva ser encerrado neste ano.</p>
<p>Como contraponto a tudo isso, trago uma frase inesquecível de um dos maiores gestores de recursos do século passado: Sir John Templeton. Nascido nos Estados Unidos, o filantropo e banqueiro criou o fundo &#8220;Templeton Growth Fund&#8221; na década de 1950.</p>
<blockquote><p><strong>“Os mercados de alta nascem no pessimismo, amadurecem no otimismo e morrem por euforia”.</strong></p></blockquote>
<p>O contexto atual indica que, em algum momento nos próximos meses, quando o pessimismo estiver generalizado, se dará início ao embrião de um novo &#8220;b<em>ull market</em>&#8221; (mercado em alta).</p>
<p>E, enquanto você eventualmente se prepara para essa hora, é importante que saiba de cinco erros cometidos por milhares de investidores que hoje estão amargando os piores prejuízos.</p>
<h2>Erro 1: Comprar ações sob o holofote em momentos de euforia</h2>
<p>Como Sir Templeton disse, a euforia é a marca da última etapa do mercado de alta. Nesse momento os influenciadores estão inflamados e defendem de forma religiosa uma determinada ação que entrou nos holofotes por algum motivo específico.</p>
<p>É claro que, no final do ciclo, uma ação que foi exaltada pode ter o seu valor reduzido em mais de 80%. Mas, por outro lado, esse mesmo ativo pode ter se valorizado mais de 1.000% (dez vezes) antes de atingir o topo.</p>
<p>Neste caso, a mensagem fundamental é tomar cuidado para não se apaixonar por uma ação comprada na euforia e mantê-la durante a queda acreditando que ela irá certamente se recuperar. O fato é que isso pode não acontecer!</p>
<p>Caso o investidor reconheça que não tem estomago para essa montanha russa vale a dica. Fique de fora dessas ações que estão sob destaque nesses momentos eufóricos.</p>
<p>Muitas ações são esquentadas pela multidão e depois esquecidas. Não caia nessa cilada.</p>
<h2>Erro 2: Comprar uma ação com base em uma dica!</h2>
<p>Na minha vida particular, tento ao máximo dizer que sou um especialista em investimentos, principalmente bolsa de valores. Desenvolvi esse hábito porque todo mundo me perguntava e ainda pergunta qual é a dica da vez.</p>
<p>Infelizmente investir em ações é o tipo de rotina que demanda um certo tempo de desenvolvimento. O investidor demora para se destacar do cardume de sardinhas ou nunca consegue se libertar, porque isso envolve pensar com a própria cabeça e para tal estudar.</p>
<p>Sabendo disso, em mercados de alta ou <em>bull market</em>, quando a probabilidade de sucesso aumenta bastante, é criado um verdadeiro exército repetidor de dicas. As dicas são por definição informações truncadas, infundadas e desestruturadas que acabam com a frase: vai bombar!</p>
<p>À medida que a ação sobe, especialistas aparecem validando uma tese fraca e desestruturada de investimentos. Tudo funciona até o fluxo de dinheiro virar e os investidores profissionais começarem a sacar dinheiro.</p>
<p>A ação começa a despencar e os “especialistas” desaparecem ou são desqualificados devido à própria queda do papel. Nesse momento, o investidor se sente sozinho e imponente.</p>
<p>Por isso eu friso: invista com base nas próprias ideias e estabeleça controles de risco para o acompanhamento dos investimentos, pois quando a dica dá errado você não sabe o que fazer com a ação. Afinal de contas, você comprou um ativo sem compreender os devidos motivos.</p>
<h2>Erro 3: Investir sem uma tese de investimento estruturada</h2>
<p>Esse é um erro menos grave do que o anterior, mas também responsável por muitos prejuízos. Nesse caso, o investidor já não entra mais em dicas furadas, porém ainda acredita que o sucesso está em uma análise simplificada.</p>
<p>Fazer isso é conveniente no <em>bull market</em>, quando “você compra pedra e pedra sobe” como dizia um antigo colega de corretora. Mas, em momentos de queda, viver de achismo e não ter uma visão clara de potencial e riscos da empresa na qual investirá levam a um estado de estresse.</p>
<blockquote><p><strong>Leia mais: </strong><br />
<a href="https://trademap.com.br/agencia/colunistas/giacomo-diniz/quem-ficou-na-bolsa-nos-ultimos-12-meses-necessariamente-perdeu-dinheiro">Quem ficou na Bolsa nos últimos 12 meses necessariamente perdeu dinheiro?</a></p></blockquote>
<p>Essa posição pode ter um efeito de paralisia, e o investidor ficar apegado a um ativo que comprou caro e já perdeu grande arte do valor.</p>
<p>Aqui reside o principal desafio para se tornar um investidor bem-sucedido: desenvolver uma abordagem robusta para analisar os ativos e realizar operações com razão e serenidade.</p>
<h2>Erro 4: Criar teses de investimentos fantasiosas e apaixonadas</h2>
<p>Qualquer conteúdo sobre especulação (<em>trading</em>) na bolsa de valores afirma com convicção que o seu maior inimigo é o seu estado psicológico. Os vieses, gatilhos mentais e emoções poluem sempre as nossas teses de investimento.</p>
<p>Já vi, em várias situações, alunos meus incorporarem verdadeiros advogados de defesa de uma empresa que não para de entregar resultados medíocres. A narrativa de uma supervirada pode tomar corpo e se transformar em verdadeiros cultos.</p>
<p>Predisposições afetam qualquer tipo de mente investidora, e as melhores são aquelas que conseguem identificá-las e direcioná-las para a racionalidade. Nesse sentido, o perfil racional do megainvestidor Warren Buffet é notável.</p>
<p>Comprar ações de empresas desgastadas contando com uma reviravolta pode se tornar um problema sério. Por se tratar de uma visão subjetiva, o investidor pode criar na cabeça um verdadeiro “mundo a parte”, imputando expectativas infundadas em suas análises.</p>
<h2>Erro 5: Não ter noção do valor justo do ativo</h2>
<p>No <strong>TradeMap</strong>, é possível consultar o consenso de mercado, o que na prática é um valor médio projetado pelos analistas para o preço justo de uma ação. Digo isso porque fazer <em>valuation</em> é uma tarefa complexa, e esse instrumento pode evitar que você caia no risco de comprar uma ação que já está cara.</p>
<p>Nesse aspecto é preciso salientar que o próprio consenso se altera ao longo do tempo, e essa mudança de opinião pode ser uma percepção relevante para o investidor se a empresa está melhorando ou piorando na ótica dos analistas profissionais.</p>
<p>Convido cada leitor a refletir sobre os pontos aqui discutidos. Já treinei milhares de investidores em mais de uma década de atuação na B3 Educação e digo que seguir esses conselhos pode fazer uma diferença incrível na sua vida como investidor.</p>
<h2>Mas como aprendo a estruturar uma tese de investimento?</h2>
<p>O primeiro passo é se inscrever no projeto investidor raiz no Educamap e cursar o curso gratuito de introdução à análise fundamentalista clássica. Nesse curso, são abordados os sete pilares que fundamentam uma tese de investimento.</p>
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  if (typeof window._form_callback !== 'undefined') window._form_callback(id);
};
window._show_error = function(id, message, html) {
  var form = document.getElementById('_form_' + id + '_'), err = document.createElement('div'), button = form.querySelector('button'), old_error = form.querySelector('._form_error');
  if (old_error) old_error.parentNode.removeChild(old_error);
  err.innerHTML = message;
  err.className = '_error-inner _form_error _no_arrow';
  var wrapper = document.createElement('div');
  wrapper.className = '_form-inner';
  wrapper.appendChild(err);
  button.parentNode.insertBefore(wrapper, button);
  document.querySelector('[id^="_form"][id$="_submit"]').disabled = false;
  if (html) {
    var div = document.createElement('div');
    div.className = '_error-html';
    div.innerHTML = html;
    err.appendChild(div);
  }
};
window._load_script = function(url, callback) {
  var head = document.querySelector('head'), script = document.createElement('script'), r = false;
  script.type = 'text/javascript';
  script.charset = 'utf-8';
  script.src = url;
  if (callback) {
    script.onload = script.onreadystatechange = function() {
      if (!r && (!this.readyState || this.readyState == 'complete')) {
        r = true;
        callback();
      }
    };
  }
  head.appendChild(script);
};
(function() {
  if (window.location.search.search("excludeform") !== -1) return false;
  var getCookie = function(name) {
    var match = document.cookie.match(new RegExp('(^|; )' + name + '=([^;]+)'));
    return match ? match[2] : null;
  }
  var setCookie = function(name, value) {
    var now = new Date();
    var time = now.getTime();
    var expireTime = time + 1000 * 60 * 60 * 24 * 365;
    now.setTime(expireTime);
    document.cookie = name + '=' + value + '; expires=' + now + ';path=/';
  }
      var addEvent = function(element, event, func) {
    if (element.addEventListener) {
      element.addEventListener(event, func);
    } else {
      var oldFunc = element['on' + event];
      element['on' + event] = function() {
        oldFunc.apply(this, arguments);
        func.apply(this, arguments);
      };
    }
  }
  var _removed = false;
  var form_to_submit = document.getElementById('_form_29_');
  var allInputs = form_to_submit.querySelectorAll('input, select, textarea'), tooltips = [], submitted = false;

  var getUrlParam = function(name) {
    var params = new URLSearchParams(window.location.search);
    return params.get(name) || false;
  };

  for (var i = 0; i < allInputs.length; i++) {
    var regexStr = "field\\[(\\d+)\\]";
    var results = new RegExp(regexStr).exec(allInputs[i].name);
    if (results != undefined) {
      allInputs[i].dataset.name = window.cfields[results[1]];
    } else {
      allInputs[i].dataset.name = allInputs[i].name;
    }
    var fieldVal = getUrlParam(allInputs[i].dataset.name);

    if (fieldVal) {
      if (allInputs[i].dataset.autofill === "false") {
        continue;
      }
      if (allInputs[i].type == "radio" || allInputs[i].type == "checkbox") {
        if (allInputs[i].value == fieldVal) {
          allInputs[i].checked = true;
        }
      } else {
        allInputs[i].value = fieldVal;
      }
    }
  }

  var remove_tooltips = function() {
    for (var i = 0; i < tooltips.length; i++) {
      tooltips[i].tip.parentNode.removeChild(tooltips[i].tip);
    }
    tooltips = [];
  };
  var remove_tooltip = function(elem) {
    for (var i = 0; i < tooltips.length; i++) {
      if (tooltips[i].elem === elem) {
        tooltips[i].tip.parentNode.removeChild(tooltips[i].tip);
        tooltips.splice(i, 1);
        return;
      }
    }
  };
  var create_tooltip = function(elem, text) {
    var tooltip = document.createElement('div'), arrow = document.createElement('div'), inner = document.createElement('div'), new_tooltip = {};
    if (elem.type != 'radio' && elem.type != 'checkbox') {
      tooltip.className = '_error';
      arrow.className = '_error-arrow';
      inner.className = '_error-inner';
      inner.innerHTML = text;
      tooltip.appendChild(arrow);
      tooltip.appendChild(inner);
      elem.parentNode.appendChild(tooltip);
    } else {
      tooltip.className = '_error-inner _no_arrow';
      tooltip.innerHTML = text;
      elem.parentNode.insertBefore(tooltip, elem);
      new_tooltip.no_arrow = true;
    }
    new_tooltip.tip = tooltip;
    new_tooltip.elem = elem;
    tooltips.push(new_tooltip);
    return new_tooltip;
  };
  var resize_tooltip = function(tooltip) {
    var rect = tooltip.elem.getBoundingClientRect();
    var doc = document.documentElement, scrollPosition = rect.top - ((window.pageYOffset || doc.scrollTop)  - (doc.clientTop || 0));
    if (scrollPosition < 40) {
      tooltip.tip.className = tooltip.tip.className.replace(/ ?(_above|_below) ?/g, '') + ' _below';
    } else {
      tooltip.tip.className = tooltip.tip.className.replace(/ ?(_above|_below) ?/g, '') + ' _above';
    }
  };
  var resize_tooltips = function() {
    if (_removed) return;
    for (var i = 0; i < tooltips.length; i++) {
      if (!tooltips[i].no_arrow) resize_tooltip(tooltips[i]);
    }
  };
  var validate_field = function(elem, remove) {
    var tooltip = null, value = elem.value, no_error = true;
    remove ? remove_tooltip(elem) : false;
    if (elem.type != 'checkbox') elem.className = elem.className.replace(/ ?_has_error ?/g, '');
    if (elem.getAttribute('required') !== null) {
      if (elem.type == 'radio' || (elem.type == 'checkbox' && /any/.test(elem.className))) {
        var elems = form_to_submit.elements[elem.name];
        if (!(elems instanceof NodeList || elems instanceof HTMLCollection) || elems.length <= 1) {
          no_error = elem.checked;
        }
        else {
          no_error = false;
          for (var i = 0; i < elems.length; i++) {
            if (elems[i].checked) no_error = true;
          }
        }
        if (!no_error) {
          tooltip = create_tooltip(elem, "Por favor, selecione uma opção.");
        }
      } else if (elem.type =='checkbox') {
        var elems = form_to_submit.elements[elem.name], found = false, err = [];
        no_error = true;
        for (var i = 0; i < elems.length; i++) {
          if (elems[i].getAttribute('required') === null) continue;
          if (!found && elems[i] !== elem) return true;
          found = true;
          elems[i].className = elems[i].className.replace(/ ?_has_error ?/g, '');
          if (!elems[i].checked) {
            no_error = false;
            elems[i].className = elems[i].className + ' _has_error';
            err.push("Marcar %s é necessário".replace("%s", elems[i].value));
          }
        }
        if (!no_error) {
          tooltip = create_tooltip(elem, err.join('<br/>'));
        }
      } else if (elem.tagName == 'SELECT') {
        var selected = true;
        if (elem.multiple) {
          selected = false;
          for (var i = 0; i < elem.options.length; i++) {
            if (elem.options[i].selected) {
              selected = true;
              break;
            }
          }
        } else {
          for (var i = 0; i < elem.options.length; i++) {
            if (elem.options[i].selected && !elem.options[i].value) {
              selected = false;
            }
          }
        }
        if (!selected) {
          elem.className = elem.className + ' _has_error';
          no_error = false;
          tooltip = create_tooltip(elem, "Por favor, selecione uma opção.");
        }
      } else if (value === undefined || value === null || value === '') {
        elem.className = elem.className + ' _has_error';
        no_error = false;
        tooltip = create_tooltip(elem, "Este campo é necessário.");
      }
    }
    if (no_error && elem.name == 'email') {
      if (!value.match(/^[\+_a-z0-9-'&=]+(\.[\+_a-z0-9-']+)*@[a-z0-9-]+(\.[a-z0-9-]+)*(\.[a-z]{2,})$/i)) {
        elem.className = elem.className + ' _has_error';
        no_error = false;
        tooltip = create_tooltip(elem, "Digite um e-mail válido");
      }
    }
    if (no_error && /date_field/.test(elem.className)) {
      if (!value.match(/^\d\d\d\d-\d\d-\d\d$/)) {
        elem.className = elem.className + ' _has_error';
        no_error = false;
        tooltip = create_tooltip(elem, "Digite uma data válida.");
      }
    }
    tooltip ? resize_tooltip(tooltip) : false;
    return no_error;
  };
  var needs_validate = function(el) {
        if(el.getAttribute('required') !== null){
            return true
        }
        if(el.name === 'email' && el.value !== ""){
            return true
        }
        return false
  };
  var validate_form = function(e) {
    var err = form_to_submit.querySelector('._form_error'), no_error = true;
    if (!submitted) {
      submitted = true;
      for (var i = 0, len = allInputs.length; i < len; i++) {
        var input = allInputs[i];
        if (needs_validate(input)) {
          if (input.type == 'text' || input.type == 'number' || input.type == 'time') {
            addEvent(input, 'blur', function() {
              this.value = this.value.trim();
              validate_field(this, true);
            });
            addEvent(input, 'input', function() {
              validate_field(this, true);
            });
          } else if (input.type == 'radio' || input.type == 'checkbox') {
            (function(el) {
              var radios = form_to_submit.elements[el.name];
              for (var i = 0; i < radios.length; i++) {
                addEvent(radios[i], 'click', function() {
                  validate_field(el, true);
                });
              }
            })(input);
          } else if (input.tagName == 'SELECT') {
            addEvent(input, 'change', function() {
              validate_field(this, true);
            });
          } else if (input.type == 'textarea'){
            addEvent(input, 'input', function() {
              validate_field(this, true);
            });
          }
        }
      }
    }
    remove_tooltips();
    for (var i = 0, len = allInputs.length; i < len; i++) {
      var elem = allInputs[i];
      if (needs_validate(elem)) {
        if (elem.tagName.toLowerCase() !== "select") {
          elem.value = elem.value.trim();
        }
        validate_field(elem) ? true : no_error = false;
      }
    }
    if (!no_error && e) {
      e.preventDefault();
    }
    resize_tooltips();
    return no_error;
  };
  addEvent(window, 'resize', resize_tooltips);
  addEvent(window, 'scroll', resize_tooltips);
    var _form_serialize = function(form){if(!form||form.nodeName!=="FORM"){return }var i,j,q=[];for(i=0;i<form.elements.length;i++){if(form.elements[i].name===""){continue}switch(form.elements[i].nodeName){case"INPUT":switch(form.elements[i].type){case"text":case"number":case"date":case"time":case"hidden":case"password":case"button":case"reset":case"submit":q.push(form.elements[i].name+"="+encodeURIComponent(form.elements[i].value));break;case"checkbox":case"radio":if(form.elements[i].checked){q.push(form.elements[i].name+"="+encodeURIComponent(form.elements[i].value))}break;case"file":break}break;case"TEXTAREA":q.push(form.elements[i].name+"="+encodeURIComponent(form.elements[i].value));break;case"SELECT":switch(form.elements[i].type){case"select-one":q.push(form.elements[i].name+"="+encodeURIComponent(form.elements[i].value));break;case"select-multiple":for(j=0;j<form.elements[i].options.length;j++){if(form.elements[i].options[j].selected){q.push(form.elements[i].name+"="+encodeURIComponent(form.elements[i].options[j].value))}}break}break;case"BUTTON":switch(form.elements[i].type){case"reset":case"submit":case"button":q.push(form.elements[i].name+"="+encodeURIComponent(form.elements[i].value));break}break}}return q.join("&")};
  var form_submit = function(e) {
    e.preventDefault();
    if (validate_form()) {
      // use this trick to get the submit button & disable it using plain javascript
      document.querySelector('#_form_29_submit').disabled = true;
            var serialized = _form_serialize(document.getElementById('_form_29_')).replace(/%0A/g, '\\n');
      var err = form_to_submit.querySelector('._form_error');
      err ? err.parentNode.removeChild(err) : false;
      _load_script('https://trademap.activehosted.com/proc.php?' + serialized + '&jsonp=true');
    }
    return false;
  };
  addEvent(form_to_submit, 'submit', form_submit);
})();

</script>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>*As opiniões, informações e eventuais recomendações que constem dos artigos publicados pela <strong>Agência TradeMap</strong> são de inteira responsabilidade de cada um dos articulistas. Os textos não refletem necessariamente as posições do<strong> TradeMap</strong> ou de seus controladores.</em></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">168096</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Quem ficou na Bolsa nos últimos 12 meses necessariamente perdeu dinheiro?</title>
		<link>https://trademap.com.br/agencia/colunistas/giacomo-diniz/quem-ficou-na-bolsa-nos-ultimos-12-meses-necessariamente-perdeu-dinheiro</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe TradeMap]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jun 2022 15:19:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Giácomo Diniz]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa]]></category>
		<category><![CDATA[Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Renda Variável]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www4.trademap.com.br/?p=157566</guid>

					<description><![CDATA[<p>Até o ano passado, a Bolsa de Valores era um dos assuntos preferidos dos investidores. O tema também ganhava cada vez mais relevância nas redes sociais. O pano de fundo para esse humor era a taxa básica de juros situada em níveis historicamente baixos, o que levava a uma busca de ganhos maiores no mercado [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Até o ano passado, a Bolsa de Valores era um dos assuntos preferidos dos investidores. O tema também ganhava cada vez mais relevância nas redes sociais. O pano de fundo para esse humor era a taxa básica de juros situada em níveis historicamente baixos, o que levava a uma busca de ganhos maiores no mercado de renda variável, como é o de ações.</p>
<p>Além disso, a esperada retomada da economia após os <em>lockdowns</em> de 2020 e 2021 &#8211; em função da pandemia do coronavírus &#8211; criava uma expectativa positiva para o desempenho de empresas e a possibilidade de a taxa básica de juros não passar por muitas altas.</p>
<p>No último trimestre de 2020, analistas acreditavam que as companhias de capital aberto voltariam para a trajetória pré-pandemia em 2021. Na ocasião, muitas ações ainda estavam “supostamente” a preço de banana (quando a fruta era barata&#8230;), e os investidores continuaram indo às compras até a Bolsa atingir a sua máxima histórica mesmo após incidências de novas ondas da Covid-19, 130 mil pontos, em junho de 2021.</p>
<p>Aqui cabe lembrar que, no primeiro trimestre de 2020, ainda sem vacina disponível contra o coronavírus, tivemos um colapso das bolsas, refletindo o grande nível de incerteza associada ao futuro da economia. Após o pânico o Ibovespa chegou a se recuperar completamente até dezembro daquele ano.</p>
<p>Para que a Bolsa tivesse essa rápida recuperação, após o pânico, foi necessário a entrada de um grande fluxo de capital. Na época, a renda fixa não estava rentabilizando os investimentos, devido à Selic baixa.</p>
<p>Do ponto de vista econômico a decisão da autoridade monetária fazia sentido. O risco de recessão causado pelas interrupções na atividade econômica ainda assombrava a autoridade monetária.</p>
<h2>Inflação entra em jogo</h2>
<p>Mas, ao fim de 2012, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulou alta de 4,5% levando a economia Brasileira para um juro real negativo. Veja bem! Em resposta, o Copom (Comitê de Política Monetária), do BC, elevou a taxa de 2% para 9,25% no prazo de 12 meses.</p>
<p>No fim de 2020, portanto, o aumento da inflação e manutenção da Selic em patamares baixos estimulou os investidores a assumir mais risco. Até mesmo porque a rentabilidade do Ibovespa acumulada desse a mínima do ano já era de mais de 80%.</p>
<p>O fato é que a única certeza que temos no mundo dos investimentos é que tudo muda com o tempo. Uma estratégia bem-sucedida em um momento &#8220;A&#8221; pode ser catastrófica na ocasião &#8220;B&#8221;. E foi exatamente isso que aconteceu! Entrou em cena um vilão que há muito tempo estava fora do radar. A INFLAÇÃO!</p>
<p>Só que aqui estou falando de uma inflação global e não apenas no Brasil, como estávamos acostumados. Já fazia algum tempo que o movimento de alta de preços estava controlado nas economias desenvolvidas. Esse fato foi o pré-requisito para quedas tão expressivas dos juros nos países mundo afora.</p>
<p>Desde 2021, e se intensificando neste ano, a inflação ao consumidor tem batidos níveis recordes tanto nos Estados Unidos quanto na Europa. Vários fatores combinados possibilitaram esse quadro.</p>
<p>Do ponto de vista da demanda, a maioria dos governos dos países ricos “imprimiu” dinheiro e distribuiu para a população, que estava em casa, o possibilitou um aquecimento do consumo, principalmente online.</p>
<p>Paralelamente, após o ápice dos <em>lockdowns</em>, foi percebida uma demanda desenfreada por serviços, que acabou afetando os preços.</p>
<p>Já do lado da oferta, os sucessivos <em>lockdowns</em> desorganizaram as cadeias de suprimento, dificultando muito o acesso a componentes eletrônicos, entre outros itens. Problemas de ordem climática e agora geopolítica colaboraram para aceleração do preço das commodities.</p>
<h2>Fuga dos investidores da Bolsa</h2>
<p>Como foi dito anteriormente, o BC foi proativo e começou o aperto monetário em maio de 2021. Em meados de janeiro de 2022 a Selic já estava em 9,25%, e o Ibovespa já havia caído mais de 20% desde o seu topo histórico.</p>
<p>Essa combinação de fatores levou a uma reversão de mentalidade do investidor pessoa física e foi vista então uma saída de fluxo da Bolsa, principalmente das &#8220;ações de crescimento&#8221;.</p>
<p>Aqui vale uma reflexão. Juros muito baixos “empurram” investidores para a Bolsa e muitos deles acabam comprando ações “da moda”. Esse é um fenômeno comum em tempos de <em>Bull Markets</em> (mercados de alta). As mesmas ações são jogadas às “traças” e, quando a liquidez vira, esse fluxo de desavisados volta correndo para a renda fixa.</p>
<p>É possível encontrar várias evidências recentes no mercado que empiricamente validam essa tese. O Magazine Luiza (MGLU3), por exemplo, é uma empresa considerada xodó dos investidores pessoas físicas e alardeada pela massa de <em>influencers</em> como sucesso garantido, devido ao seu grande potencial de crescimento.</p>
<p>Realmente esse ativo deu muitas alegrias para quem soube especulá-lo, mas da mesma forma que a “piscina encheu, ela esvaziou”.</p>
<p>Após surfar a onda de aumento das vendas on-line em 2020, o Magalu começou sentir, no final de 2021 e início de 2022, uma piora significativa do seu crescimento. A concorrência foi listada pela empresa como um dos principais fatores.</p>
<p>Essa deterioração levou ao abandono do papel por parte de alguns investidores institucionais, e a pressão vendedora foi o estopim para uma “corrida para as montanhas”.</p>
<p>Vamos entender um pouco melhor: muitos compradores puxaram o valor de mercado da empresa para a estratosfera (uma espécie de bolha). Quando os investidores resolveram sair da ação, a porta ficou pequena.</p>
<p>Resumo da ópera: depois de bater R$ 24 reais em julho do ano passado, MGLU3 vale menos de R$ 4,00 por ação hoje. Muitos papéis como esse caíram, evidenciando a mudança de humor do mercado.</p>
<h2>Ruim para o Ibovespa</h2>
<p>Agora uma evidência mais forte pode ser visualizada pelo comportamento do principal índice da Bolsa brasileira, o Ibovespa. Após atingir o topo histórico em 2021, o indicador tomou o sentido de queda e chegou a “arranhar” os 103 mil pontos no mesmo ano.</p>
<p>Em 2022, o Ibovespa até ensaiou uma recuperação, fruto da entrada de capital estrangeiro, mas caiu da mesma forma que subiu durante a saída deles. Investidores, tanto locais quantos internacionais, seguem apreensivos com a manutenção do quadro inflacionário mundial, que tem exigido uma postura mais conservadora dos bancos centrais.</p>
<p>A guerra instalada na Ucrânia, <em>lockdowns</em> na China, alta dos preços das commodities, entre outros fatores, têm aumentado o risco de a economia global entrar em recessão por conta das políticas de combate à inflação adotadas pelas economias do mundo.</p>
<p>Vale destacar a preocupação com a velocidade de alta dos juros por parte do Fed (Federal Reserve), o banco central americano. O consumo forte das famílias e a pressão no preço dos combustíveis têm elevado o risco de aceleração da alta da taxa básica de juros nos EUA. Isso é ruim tanto para a bolsa de lá quanto a de cá!</p>
<h2><strong>Investidores que ficaram na Bolsa perderam dinheiro?</strong></h2>
<p>Não necessariamente! Um índice nada mais é do que uma carteira teórica de ações e, normalmente, bem diversificada. Por conta disso, não podemos afirmar de forma categórica, que todos os investidores que permaneceram na Bolsa nesse último ano ficaram no prejuízo.</p>
<!-- Shortcode [granamap-acompanhe-seus-ganhos-e-gastos-e-cuide-melhor-do-seu-dinheiro] does not exist -->
<p>Vamos ver, por exemplo, o retorno das duas grandes vedetes da Bolsa brasileira. A ação da Petrobras PN saiu de uma cotação de R$ 18,35 em 21 de maior de 2021 para R$ 27,92 em 25 de maio deste ano. Nada mau para um período tão complexo de alta de juros.</p>
<p>São visíveis os vários casos de sucesso, considerando os últimos 12 meses. Logo é factível que existam investidores que tenham sido bem-sucedidos. Mas, como o Ibovespa é um indicador que retrata o comportamento médio da carteira de ações mais líquidas do mercado, podemos afirmar que os investidores perderam recursos no período.</p>
<h2>Como ficam os investidores com posições em ações que se desvalorizaram muito nos últimos 12 meses?</h2>
<p>Isso vai depender muito de cada caso! Muitas ações de crescimento esperado alto, como o exemplo da Petrobras apresentado aqui, foram negociadas no passado recente a patamares estratosféricos e por conta disso se desvalorizaram tanto.</p>
<p>Acredito que alguns dos exemplos acima vão demorar para recuperar patamares anteriores ou poderão nem retornar aos seus respectivos topos históricos de preço. Por outro lado, empresas que possuem uma boa administração e tenham tido os seus resultados afetados negativamente por questões circunstanciais tendem ainda a trazer alegria.</p>
<p>Essa alegria também poderá ser encontrada nos ativos que estão sendo beneficiados por esse quadro desafiador. Um exemplo observado recentemente foi (de novo) o da Petrobras.</p>
<p>Por isso que é importante salientar que cada investidor deve usar o seu prejuízo recente como uma ferramenta de aprendizado. Principalmente aqueles que investiram por impulso ou seguiram alguma dica de amigos ou da própria internet.</p>
<p>Lembre-se que o que fará a diferença nos investimentos futuros será a capacidade do investidor de estruturar uma tese de investimentos. Trocar ativos sem futuro por teses de investimento sólidas pode favorecer muito a rentabilidade de quem está empacado em uma posição.</p>
<h2>Tese de investimento</h2>
<p>O primeiro passo que pode ser dado para apreender a realizar uma tese de investimento é se inscrever no projeto <a href="https://trademap.com.br/projeto-investidor-raiz/">investidor-raiz</a> no <strong>EducaMap. </strong>Por meio dele, você tem acesso a um curso gratuito de introdução à análise fundamentalista clássica. Conheça então os sete pilares que fundamentam uma tese de investimento.</p>
<p><em>*As opiniões, informações e eventuais recomendações que constem dos artigos publicados pela Agência TradeMap são de inteira responsabilidade de cada um dos articulistas. Os textos não refletem necessariamente as posições do <strong>TradeMap</strong> ou de seus controladores.</em></p>
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		<title>Cabo de guerra entre inflação e juros pode abalar seus investimentos</title>
		<link>https://trademap.com.br/agencia/colunistas/giacomo-diniz/cabo-de-guerra-entre-inflacao-e-juros-pode-abalar-seus-investimentos</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe TradeMap]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 May 2022 15:00:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Giácomo Diniz]]></category>
		<category><![CDATA[Inflação]]></category>
		<category><![CDATA[Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Selic]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nos últimos dias, tivemos uma nova onda de volatilidades nos mercados internacionais. O que aconteceu, na prática, foi que os investidores ficaram mais cautelosos com a previsão da retomada do crescimento da economia global. Nos Estados Unidos, apesar de os indicadores de emprego e atividade estarem relativamente alinhados com as expectativas de retomada, a inflação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos dias, tivemos uma nova onda de volatilidades nos mercados internacionais. O que aconteceu, na prática, foi que os investidores ficaram mais cautelosos com a previsão da retomada do crescimento da economia global.</p>
<p>Nos Estados Unidos, apesar de os indicadores de emprego e atividade estarem relativamente alinhados com as expectativas de retomada, a inflação tem se mostrado muito mais resiliente do que o esperado inicialmente pela autoridade monetária do país, o Federal Reserve (Fed).</p>
<p>Os números têm indicado que o banco central americano terá mais trabalho para conseguir convergir o índice de preços para a meta de inflação nos próximos meses. Por isso, terá que prolongar o ciclo de alta na taxa de juros, aumentando o risco de recessão no médio prazo.</p>
<h2>Por que o mercado está tão sensível a esse tema?</h2>
<p>A principal ferramenta de combate à inflação é a política monetária. Isso quer dizer que, toda vez que a inflação sai do controle, o mercado cobra uma postura mais ativa do banco central. Essa atitude é demonstrada por meio da elevação da taxa básica de juros da economia.</p>
<p>Os Estados Unidos têm praticado uma taxa de juros muito baixa desde 2001, quando os ataques de 11 de setembro pressionaram o Fed a baixar juros para combater o risco de recessão que “pairava no ar” naquele momento.</p>
<p>A política de juros baixos levou os investidores institucionais a procurar títulos mais arriscados e esse foi o contexto para o nascimento da bolha dos títulos hipotecários <em>subprime</em>, origem da crise financeira de 2008.</p>
<!-- Shortcode [cta_1_discovery] does not exist -->
<p>Para evitar o colapso do sistema financeiro internacional, a instituição criou o famoso quantitative easing (QE). Por meio dele, o BC passou a comprar, do mercado, títulos públicos e principalmente privados.</p>
<p>Pode-se dizer que essa prática elevou a liquidez da economia americana para um patamar inédito, e, com isso, ampliou o risco de inflação.</p>
<p>Apesar de os valores dos ativos e imóveis terem ido à estratosfera, para a surpresa dos responsáveis pelo QE, os preços ao consumidor entre 2009 e 2019 não foram tão afetados, o que acabou permitindo a manutenção desse programa de recompra de títulos por um longo período.</p>
<h2>O que mudou de 2019 para hoje?</h2>
<p>Durante a pandemia de Covid-19, as sucessivas interrupções nas cadeias de suprimento e a necessidade da criação de auxílios emergenciais para atender a população que ficou sem trabalho acabaram sendo, entre outros fatores, responsáveis pela aceleração da inflação a partir de 2021.</p>
<p>Inicialmente, o Federal Reserve se reservou o direito de afirmar que esse súbito aumento dos preços era transitório e que a normalidade seria retomada a partir do momento que o mundo se recuperasse da pandemia.</p>
<p>Os dados fechados de 2021 colocaram uma pedra sobre esse cenário quando mostraram para o mercado que a inflação não estava dando sinais de desaceleração.</p>
<p>Em fevereiro deste ano, mais propriamente no dia 24, o planeta foi surpreendido pela invasão da Rússia na Ucrânia e o início de uma nova guerra que por ora não tem data para acabar.</p>
<p>Como tanto a Ucrânia quanto a Rússia possuem papéis relevantes no comércio internacional de energia e alimentos, a guerra, por si só, já foi suficiente para manter a aceleração dos preços, e por conseguinte pressionar os bancos centrais mundo afora a aumentarem as suas taxas básicas de juros.</p>
<h2>O que fez os mercados azedarem?</h2>
<p>De acordo com Neel Kashkari, o presidente do Fed de Minneapolis (EUA), o Federal Reserve pode não obter tanta ajuda quanto espera do alívio nas cadeias de abastecimento na luta para reduzir a inflação para a meta de 2%. Dados têm sinalizado que os consumidores continuam dispostos a gastar apesar dos preços mais altos.</p>
<p>Em economia, chamamos essa percepção de inércia inflacionária. Ela vem da ideia de que a partir de um certo ponto a inflação começa a se retroalimentar.</p>
<p>A leitura que o mercado tem feito desse contexto é que o Fed terá que ser muito mais agressivo na alta dos juros para controlar a inflação, e isso eleva de forma significativa o risco de recessão, ou estagflação, o maior medo do mercado nesse momento.</p>
<blockquote><p><strong>Leia também:<br />
</strong><a href="https://trademap.com.br/agencia/colunistas/giacomo-diniz/diversificar-e-calibrar-dois-conceitos-chave-para-uma-carteira-ideal-de-acoes">Diversificar e calibrar: dois conceitos-chave para uma carteira “ideal” de ações</a></p></blockquote>
<h2>Como devo rever minha carteira?</h2>
<p>Os bancos centrais seguirão puxando as taxas básicas de juros para cima e o capital para investimentos ficará cada vez mais escasso. As bolsas de valores perderão fluxo e parte dos ativos de renda fixa terá valor reduzido devido à alta dos juros &#8211; os mercados de dívida internacionais são de títulos prefixados negativamente afetados pela elevação das taxas de juros.</p>
<p>Os investidores qualificados seguem tirando da estante livros empoeirados sobre investimentos em momentos de inflação e concentram suas apostas em economias mais seguras.</p>
<p>Nesse nível de juros, os investimentos de menor risco ficam interessantes e, entre eles, os produtos pós-fixados. Levando isso em consideração, o investidor pode melhorar a relação de risco/retorno da sua carteira adicionando esses papéis aos ativos que têm sofrido nos últimos meses.</p>
<p>Também vale ressaltar que a Bolsa precisa de fluxo financeiro para se recuperar e, nesse cenário de taxas elevadas mundo afora, esse fluxo pode demorar. A tese de que se caiu está barato também não é muito aceita em momentos de risco de recessão.</p>
<p><em>*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do <strong>TradeMap</strong>.</em></p>
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		<title>Controle os riscos: estabeleça limites ao especular</title>
		<link>https://trademap.com.br/agencia/colunistas/giacomo-diniz/controle-os-riscos-estabeleca-limites-ao-especular</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe TradeMap]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Apr 2022 15:04:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Giácomo Diniz]]></category>
		<category><![CDATA[Stop loss]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A teoria de “price action”, ou comportamento dos preços, é bastante utilizada para a tomada de decisões de investimento de curto prazo. Essa vertente de estudo de ativos ficou conhecida como análise técnica ou gráfica e foi postulada em sua essência pelo jornalista e empreendedor Charles Dow. Dow foi cofundador da Dow Jones &#38; Company [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A teoria de “price action”, ou comportamento dos preços, é bastante utilizada para a tomada de decisões de investimento de curto prazo. Essa vertente de estudo de ativos ficou conhecida como análise técnica ou gráfica e foi postulada em sua essência pelo jornalista e empreendedor Charles Dow.</p>
<p>Dow foi cofundador da Dow Jones &amp; Company juntamente com Edward Jones e Charles Bergstresser. Paralelamente, fundou também o The Wall Street Journal e inventou o famoso Dow Jones Industrial Average como parte de sua pesquisa sobre o movimento dos mercados.</p>
<h2>Mas por que Charles Dow é importante aqui?</h2>
<p>Uma operação do tipo especulativa é aquela que o investidor “aposta” em uma determinada trajetória ou tendência dos preços. O famoso comprar barato e vender caro ou vender caro e recomprar mais barato.</p>
<p>Esse modelo de raciocínio foi exatamente o postulado por Dow em sua teoria sobre o comportamento dos preços ou “price action”. Vou citar aqui cinco desses postulados:</p>
<h3>1. Os índices descontam tudo</h3>
<p>Neste primeiro postulado, o jornalista ratificou a importância da existência de uma carteira de referência ampla do mercado ou índice de ações. Ele afirmava que esses indicadores têm a capacidade de reagir e incorporar imediatamente no preço as notícias, resultados contábeis e financeiros de empresas e acontecimentos inesperados, entre outros fatores de risco.</p>
<h3>2. Os mercados se movem por tendências</h3>
<p>Este postulado serve de guia para todos os investidores que utilizam a análise técnica, pois o fato de um determinado ativo estar em uma tendência de alta ou de queda é o principal indicador para uma decisão de compra (tendência de alta) ou venda (tendência de baixa).</p>
<p>Dow destaca a ideia de que existem três níveis de tendência: primária, secundária e terciária. A dita primária é a principal, ou seja, representa o movimento de mais longo prazo do mercado, de meses ou anos. As tendências secundárias são as correções e reações do mercado justamente porque nenhum ativo sobe ou cai de forma ininterrupta. Já as tendências terciárias são as correções de curtíssimo prazo, seguindo a volatilidade natural dos mercados.</p>
<h3>3. Princípio de confirmação</h3>
<p>Uma tendência macro de mercado precisa ser confirmada por mais de um índice amplo. Na época, o jornalista afirmava que para confirmar uma tendência é necessário que os índices Dow Jones Industrial Average (DJIA) e Dow Jones Transportation Average (DJTA) apresentem a mesma direção (ou tendência).</p>
<!-- Shortcode [cta_ir_acoes] does not exist -->
<h3>4. Volume convergente</h3>
<p>Para que uma mudança de tendência seja confirmada é necessário um aumento expressivo do volume das negociações nessa direção. Dow acreditava que volumes menores são atribuídos a investidores individuais operando de forma agressiva, porém sem a capacidade de inverter definitivamente uma determinada tendência.</p>
<h3>5. A tendência é vigente até que seja substituída por outra oposta</h3>
<p>Como dito no postulado anterior, essa mudança tem que ser observada nos índices amplos (formados por vários ativos) e confirmada por volumes de negociação relevantes (exemplo de valor).</p>
<blockquote><p><strong>Leia mais</strong></p>
<p><a href="https://trademap.com.br/agencia/colunistas/giacomo-diniz/vale-a-pena-especular-com-commodities"><strong>Vale a pena especular com commodities? </strong></a></p></blockquote>
<h2>Mas o que a teoria de Dow tem a ver com gestão e controle de riscos?</h2>
<p>Essa relação é íntima, porque ao longo das décadas o mercado reconheceu a teoria de Dow como base para especular o preço de qualquer ativo ou derivativo.</p>
<p>Exemplo: se você compra uma ação no momento que o mercado está em tendência de baixa o seu risco é maior. A leitura é que “o mar não está para peixe” na visão dos comprados.</p>
<p>Isso muda de figura quando compramos um ativo enquanto o mercado inteiro está subindo.</p>
<h2>Como isso é feito na prática?</h2>
<p>O primeiro passo é analisar a tendência primária. Como pode ver no gráfico abaixo temos uma tendência de alta:</p>
<figure id="attachment_141335" aria-describedby="caption-attachment-141335" style="width: 858px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-141335 " src="https://trademap.com.br/wp-content/uploads/2022/04/grafico-1-2.png" alt="Gráfico com variação do Ibovespa" width="858" height="402" srcset="https://trademap.com.br/wp-content/uploads/2022/04/grafico-1-2.png 568w, https://trademap.com.br/wp-content/uploads/2022/04/grafico-1-2-300x140.png 300w, https://trademap.com.br/wp-content/uploads/2022/04/grafico-1-2-150x70.png 150w" sizes="(max-width: 858px) 100vw, 858px" /><figcaption id="caption-attachment-141335" class="wp-caption-text">Fonte: TradeMap</figcaption></figure>
<p>Vimos, no fim de março, que o Ibovespa, o principal índice da Bolsa de Valores brasileira, sofreu uma reversão de tendência primária, passando de uma trajetória de baixa para uma de alta. É perceptível também que os ruídos da guerra da Ucrânia têm dificultado o avanço do índice nessa direção.</p>
<p>Um exemplo de estratégia gráfica é “acreditar” que, os preços terem “rompido a linha vermelha com volume” pode ser um sinal de retomada com força da tendência primária de alta. Nesse caso, a mesma teoria que se aplica para o Ibovespa serve para o preço do petróleo ou da soja.</p>
<p>Voltando então: o rompimento da linha vermelha pode ser considerado o sinal de entrada para uma operação comprada. Além disso, temos que fixar mais dois pontos além do sinal de entrada na operação:</p>
<p><strong>STOP GAIN</strong> – Veja no gráfico abaixo que a tendência primária de alta do Ibovespa foi interrompida no patamar próximo a 130.000 pontos.</p>
<figure id="attachment_141337" aria-describedby="caption-attachment-141337" style="width: 865px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-141337 " src="https://trademap.com.br/wp-content/uploads/2022/04/grafico-2.png" alt="Variação Ibovespa" width="865" height="330" srcset="https://trademap.com.br/wp-content/uploads/2022/04/grafico-2.png 928w, https://trademap.com.br/wp-content/uploads/2022/04/grafico-2-300x114.png 300w, https://trademap.com.br/wp-content/uploads/2022/04/grafico-2-768x293.png 768w, https://trademap.com.br/wp-content/uploads/2022/04/grafico-2-150x57.png 150w" sizes="(max-width: 865px) 100vw, 865px" /><figcaption id="caption-attachment-141337" class="wp-caption-text">Fonte: TradeMap</figcaption></figure>
<p>A teoria da análise gráfica considera que o mercado tem uma boa memória. Quer dizer que, se a Bolsa continuar subindo, esse movimento tende a se prolongar até a última máxima. Neste momento, os investidores certamente vão parar e “respirar” antes de continuar com o mesmo comportamento de então.</p>
<p>Por conta dessa crença é que, no melhor cenário, um investidor estabeleceria seu alvo o patamar de 130.000 pontos, por exemplo, pois o mercado precisaria de outras “novidades” para alçar novas altas.</p>
<p>O chamado “stop gain” é o alvo ou lucro máximo que pode ser mirado nessa operação.</p>
<p><strong>STOP LOSS</strong> &#8211; O termo se refere a umas das atitudes mais sensatas que qualquer especulador deve tomar. Significa estabelecer um prejuízo máximo para a operação.</p>
<p>Isso se faz necessário porque não é sempre que o investidor acerta a tendência do mercado. Às vezes você pode acreditar na continuidade da alta, mas eis que a baixa começa. Chamamos essa situação de reversão de tendência.</p>
<p>No gráfico abaixo a linha amarela sinaliza este ponto de inflexão. Se os preços caírem para abaixo daquele nível, significaria que a estratégia inicial foi “desarmada” e teremos que limitar as perdas vendendo o ativo.</p>
<figure id="attachment_141338" aria-describedby="caption-attachment-141338" style="width: 880px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-141338 " src="https://trademap.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Grafico-3.png" alt="Gráfico com variação Ibovespa" width="880" height="336" srcset="https://trademap.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Grafico-3.png 925w, https://trademap.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Grafico-3-300x114.png 300w, https://trademap.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Grafico-3-768x293.png 768w, https://trademap.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Grafico-3-150x57.png 150w" sizes="(max-width: 880px) 100vw, 880px" /><figcaption id="caption-attachment-141338" class="wp-caption-text">Fonte: TradeMap</figcaption></figure>
<p>Naturalmente, o mercado já se tornou bastante sofisticado no uso dessas técnicas de planejamento operacional. Mesmo assim uma estratégia simples pode lhe poupar muito tempo e dinheiro principalmente usando os tipos de ordem disponíveis no <strong>TradeMap</strong>.</p>
<figure id="attachment_141344" aria-describedby="caption-attachment-141344" style="width: 930px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-141344 size-full" src="https://trademap.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Grafico-5.png" alt="Ferramenta de stop duplo" width="930" height="342" srcset="https://trademap.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Grafico-5.png 930w, https://trademap.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Grafico-5-300x110.png 300w, https://trademap.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Grafico-5-768x282.png 768w, https://trademap.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Grafico-5-150x55.png 150w" sizes="(max-width: 930px) 100vw, 930px" /><figcaption id="caption-attachment-141344" class="wp-caption-text">Fonte: TradeMap</figcaption></figure>
<p>Essa ferramenta de stop duplo permite que você configure qualquer estratégia operacional. Saliento isso para desmistificar a ideia de que a Bolsa é apenas para quem sabe assumir riscos.</p>
<p>Na verdade, posso afirmar que ela é para aqueles que sabem medir e controlar seus riscos!</p>
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		<item>
		<title>Vale a pena especular com commodities?</title>
		<link>https://trademap.com.br/agencia/colunistas/giacomo-diniz/vale-a-pena-especular-com-commodities</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe TradeMap]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Mar 2022 17:41:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Giácomo Diniz]]></category>
		<category><![CDATA[Commodities]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A guerra da Ucrânia, deflagrada há mais de duas semanas, além do drama humano, já trouxe fortes impactos para a economia mundial. As sanções impostas à Rússia e os efeitos do conflito em si atingem em cheio as commodities. Mas por quê? O gás natural, por exemplo, é utilizado como fonte de energia principalmente para [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A guerra da Ucrânia, deflagrada há mais de duas semanas, além do drama humano, já trouxe fortes impactos para a economia mundial. As sanções impostas à Rússia e os efeitos do conflito em si atingem em cheio as commodities. Mas por quê?</p>
<p>O gás natural, por exemplo, é utilizado como fonte de energia principalmente para aquecer os lares europeus no inverno. Cerca de 40% do produto usado na União Europeia é fornecido pela Rússia. O risco de redução da oferta, com a paralisação de fornecimento russo, levou o preço do gás para patamares recordes.</p>
<p>Outro produto que sofre pressão é o petróleo, que chegou a bater os US$ 138 o barril. Nesta segunda-feira (14), com a expectativa de avanço nas negociações para o fm da guerra, o valor da commodity caiu para menos de US$ 105.</p>
<p>De forma geral, vários países têm sido afetados dada a dependência que possuem da Rússia ou da Ucrânia para o consumo de commodities. Não à toa, muitos dos investidores em todo o mundo estão fazendo ou perdendo fortunas, especulando, no mercado de commodities, em cima dos efeitos da invasão russa.</p>
<h2>É possível ganhar dinheiro com a oscilação desses mercados?</h2>
<p>Podemos dizer que a especulação com o preço de commodities vem de tempos atrás. A busca por um novo caminho para as Índias, por exemplo, tinha esse objetivo: lucrar em cima do valor das especiarias. Uma viagem bem-sucedida deixava todos os investidores ricos.</p>
<p>Pessoalmente descobri a viabilidade de realizar um investimento em commodities quando reencontrei um colega de escola. Eu já sabia que a família dele atuava no ramo de cultivo de café há mais de três gerações. E, por coincidência, o encontrei em um evento sobre o mercado de commodities agrícolas.</p>
<p>Então, a surpresa não veio quando ele comentou comigo que ainda trabalhava com café, mas, contraditoriamente, ao falar que havia vendido todas as fazendas!</p>
<p>Foi nesse momento que percebi que ele havia se tornado especialista em mercados futuros, ou seja, negociava commodities sem produzir ou possuir mercadoria fisicamente.</p>
<h2>O que são os mercados futuros?</h2>
<p>Se você já ouviu falar de minidólar ou mini-índice tem uma noção do que estou dizendo.</p>
<p>Mercado futuro se trata de um ambiente eletrônico regulado onde são negociados contratos padronizados de compra e venda futura. Um contrato futuro é um compromisso de compra e venda para a entrega em uma data à frente a um preço combinado no ato da negociação.</p>
<p>Para que um negócio ocorra no mercado futuro, o comprador se compromete a adquirir uma certa quantidade de produto, por um preço determinado hoje para a entrega em uma data futura. O vendedor, assume o compromisso oposto.</p>
<p>O fato é que o preço futuro de um produto está diretamente vinculado ao valor do ativo à vista. Por isso o mercado futuro é classificado como um tipo de derivativo, ou seja, que deriva de um ativo existente.</p>
<p>Os derivativos podem ser padronizados ou não padronizados. Aqui vamos focar nos padronizados negociados na B3. Isso significa que, quando negociamos um contrato nesse pregão, estamos concordando com as regras da Bolsa para esse tipo de transação.</p>
<h3>Exemplo de contrato padronizado</h3>
<p>Trago aqui um exemplo de <a href="https://www.b3.com.br/pt_br/produtos-e-servicos/negociacao/commodities/ficha-do-produto-8AE490CA6D41D4C7016D45F3CA44383E.htm">contrato futuro de café</a> da B3. O objeto de negociação ou ativo objeto, neste caso, é café cru em grãos, conforme especificações de tabela disponível no site da Bolsa.</p>
<p>Para cada contrato negociado, as duas pontas assumem compromissos. A ponta compradora, de pagar e retirar o café, enquanto a ponta vendedora, como vimos, o oposto. Para esse contrato, o compromisso é de entrega ou retirada de cem sacas de 60 quilos de café conforme especificado.</p>
<p>Um ponto importante a ressaltar é que o preço desse contrato é em dólar. Logo, os preços futuros do café são muito sensíveis à variação da moeda americana.</p>
<p>O lote padrão é de um contrato, ou seja, você pode ficar comprado ou vendido em quantidades múltiplas de cem sacas de 60 quilos.</p>
<p>Essa é a parte bacana do processo. Se o meu amigo produzia seis mil sacas de café arábica antes de vender a fazenda, agora ele pode fazer a mesma aposta nesse mercado sem ter um hectare de terra. Basta, se achar que o preço vai subir, comprar 60 contratos futuros de café arábica e, assim, consegue especular o preço da commodity sem ter que se preocupar com a fazenda.</p>
<p>Ele me disse que o dia a dia da produção consumia tanto tempo que tinha dificuldade de ganhar dinheiro com o seu conhecimento sobre o mercado de café.</p>
<h2>E por que existe o mercado futuro?</h2>
<p>Os derivativos, de forma geral, foram criados com o intuito de propiciar uma ferramenta de hedge, ou seja, de proteção. Mas o que é isso?</p>
<p>Vamos seguir com o meu exemplo. No tempo que o meu amigo tinha fazenda, sua maior assombração era o preço que o café teria no momento da colheita. Esse produto é conhecido por oscilar muito de preço, principalmente nos períodos de safra.</p>
<blockquote><p><strong>Leia também: </strong></p>
<p><strong><a href="https://trademap.com.br/agencia/colunistas/giacomo-diniz/diversificar-e-calibrar-dois-conceitos-chave-para-uma-carteira-ideal-de-acoes">Diversificar e calibrar: dois conceitos-chave para uma carteira “ideal” de ações</a></strong></p></blockquote>
<p>Às vezes o valor de venda do café não cobria nem os custos de produção. Para se proteger dessa incerteza foi criado o conceito de hedge. Diz a lenda que os japoneses no século XVI foram precursores desse tipo de hedge quando começaram a negociar o preço para entrega da safra de arroz seguinte.</p>
<p>Ao usar o mercado futuro, o produtor consegue fixar o preço de venda para a safra, evitando assim o risco de prejuízo no final da produção.</p>
<p>Voltando à tabela do contrato de café arábica, quando falamos de vencimento nos referimos à data que o compromisso vence e as partes têm que liquidar o contrato. Por se tratar de um mercado padronizado é a bolsa que define esses vencimentos.</p>
<p>Você pode observar que o contrato de café tem vencimentos de dois em dois meses. Cabe ao produtor escolher o vencimento que melhor lhe atende.</p>
<h2>Passando de hedger para especulador&#8230;</h2>
<p>Na época que meu colega cultivava o café e protegia o seu preço de venda ele era um hedger, ou seja, aquele que faz uso do recurso para se proteger. Quando ele vendeu as terras e deixou de dispor do produto físico para a entrega, passou a ser um especulador.</p>
<p>Agora, ele apenas usa a inteligência para apostar aonde vai o preço da commodity. Se acha que vai subir, fica COMPRADO no mercado futuro – a um preço mais baixo do que ele prevê para o vencimento do contrato. Por outro lado, se acha que vai despencar, fica VENDIDO – a um valor mais alto do que estima ao fim do contrato</p>
<h2>Esse tipo de operação é para qualquer um?</h2>
<p>Sim e não&#8230; Sim, porque a exigência de saldo para operar um contrato futuro não é nada impagável e por isso pode ser acessível para muitos.</p>
<p>Normalmente, como o especulador do mercado de café não tem mais café, ele carrega a posição (comprada ou vendida) até dias antes do vencimento. Daí, zera a operação, vendendo exatamente o mesmo número de contratos que estava comprado ou vice-versa.</p>
<p>Se estava comprado em 60 contratos e vende, na prática, zerou a posição, ganhando ou perdendo a diferença de preço entre a data de abertura e a de fechamento da operação.</p>
<!-- Shortcode [cta_ir_acoes] does not exist -->
<p>Aqui também cabe ressaltar que na B3 esses ajustes são feitos diariamente, por meio dos chamados ajustes diários.</p>
<p>Isso mesmo. A cada dia, a B3 atualiza o preço que você está comprado ou vendido, debitando ou creditando na conta corrente. Ela faz isso para evitar que os especuladores carreguem grandes posições no prejuízo até o vencimento, gerando risco para a própria saúde financeira do sistema.</p>
<p>Se o especulador está comprado em 60 contratos e o preço do contrato sobe US$ 10 em um dia, ele recebe de ajuste diário 60 vezes US$ 10, ou seja, US$ 600. A pessoa que estava vendida quando o preço subiu paga o mesmo valor.</p>
<p>Aqui, na alegria ou na tristeza, o investidor não precisa de nenhum pé de café para operar no mercado. Mas, para isso, o investidor precisa depositar dinheiro ou ativos financeiros, exigidos pela Bo3, para garantir o seu limite operacional.</p>
<p>O limite operacional do cliente é calculado diariamente pela bolsa e considera o ativo objeto do contrato, o tamanho do valor financeiro envolvido e o prazo da data até o vencimento.</p>
<p>Os parâmetros são técnicos e variam de investidor para investidor. No processo do cálculo dessa margem da garantia, a B3 leva em conta a exposição de toda a carteira do cliente.</p>
<p>O objetivo de todas essas precauções é garantir que o cliente sempre tenha recursos para honrar os ajustes diários.</p>
<h3>E se mesmo assim o cliente fica inadimplente?</h3>
<p>No caso de falência do investidor, a corretora que ele operou assume a responsabilidade de honrar os débitos junto à Bolsa. Assim, além de se tornar devedor na corretora, o investidor fica também negativado na Bolsa e só pode voltar a operar no mercado depois de ter honrado esse débito.</p>
<p>Estamos falando, portanto, de modalidades mais sofisticadas de operação no mercado financeiro, de difícil gestão de expectativas, poderíamos dizer. Dada essa complexidade, os mercados futuros devem estar no final da lista de possibilidades que um investidor deve conhecer. Não se trata de opção para investidor iniciante. E, talvez, nunca seja um modelo para você, caso tenha um perfil conservador.</p>
<h2>Mas, afinal, vale a pena especular com commodities?</h2>
<p>A resposta é sim! Desde que você domine esses três pontos:</p>
<p>Conheça os contratos escolhidos no detalhe e sua volatilidade no mercado;</p>
<p>Compreenda quais são as variáveis que podem afetar o preço da respectiva commodity.</p>
<p>Domine uma técnica operacional de controle de risco para o contrato escolhido. (Falarei sobre isso no próximo artigo.)</p>
<p>Sendo fanático por controle de risco, posso afirmar que é uma excelente maneira de fazer dinheiro quando você se interessa muito por um determinado mercado. Como falamos anteriormente, possibilita a todos apaixonados por café especularem os preços de sua bebida predileta.</p>
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		<title>Alta de juros nos EUA: uma tragédia financeira?</title>
		<link>https://trademap.com.br/agencia/colunistas/giacomo-diniz/alta-de-juros-nos-eua-uma-tragedia-financeira</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe TradeMap]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Feb 2022 19:27:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Giácomo Diniz]]></category>
		<category><![CDATA[Fed]]></category>
		<category><![CDATA[Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Juros americanos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os mercados financeiros foram surpreendidos, de certa forma, na semana passada, com o resultado do índice de preço ao consumidor americano (CPI) referente a janeiro deste ano. A inflação do varejo nos Estados Unidos subiu alarmante 0,6% no mês, depois de ter tido elevação também de 0,6% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumulou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os mercados financeiros foram surpreendidos, de certa forma, na semana passada, com o resultado do índice de preço ao consumidor americano (CPI) referente a janeiro deste ano. A <a href="https://trademap.com.br/agencia/internacional/inflacao-dos-estados-unidos-acelera-e-sobe-06-em-janeiro">inflação do varejo nos Estados Unidos</a> subiu alarmante 0,6% no mês, depois de ter tido elevação também de 0,6% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumulou alta de 7,5%, o maior avanço anual desde 1982 − ou seja, em 40 anos.</p>
<h2>Por que devo dar atenção a isso?</h2>
<p>A inflação tem sido um tema recorrente na mídia nos últimos meses, pois é uma realidade comum a vários países nesse período pandêmico. Entre os fatores apontados para o fenômeno, estão a alta das comodities, o estresse da rede global de suprimentos e um efeito colateral dos auxílios emergenciais que injetaram alguns trilhões de dólares nas economias mundo afora.</p>
<p>Esse processo inflacionário tem pressionado os bancos centrais a aumentarem os juros. O Federal Reserve, dos Estados Unidos, é um deles. E é aí que a coisa complica.</p>
<p>Já faz mais de uma década que os EUA estão com a sua taxa básica de juros muito baixa, próxima de zero. Um ambiente de dinheiro farto que favoreceu a valorização tanto as ações quanto os imóveis no país.</p>
<p>A lógica desse movimento pode ser colocada da seguinte forma: como o juro estava muito baixo, o investidor assumiu mais risco comprando ativos e tudo se valorizou.</p>
<p>Agora que a inflação voltou fortemente ao radar, investidores começaram a fazer conta. Uma elevação mais forte da taxa básica americana poderá, nos próximos meses, forçar uma mudança nos fluxos de capital e, com isso, as bolsas poderão sofrer mais.</p>
<h2>Como isso vai afetar os investimentos no Brasil?</h2>
<p>Na verdade, já afetou! Como o Brasil também está com a <a href="https://trademap.com.br/agencia/brasil/inflacao-de-janeiro-e-a-maior-para-o-mes-desde-2016-mas-fica-dentro-do-esperado">inflação elevada</a>, o Banco Central teve que elevar a Selic de volta ao patamar de dois dígitos. É esse movimento visto aqui que começa a acontecer nas economias maduras.</p>
<p>Com a alta da taxa de juros americana, os investimentos internacionais mais conservadores ficarão mais atrativos. No novo cenário, o investidor global passa a ser mais seletivo na escolha de economias para investir.</p>
<h2>Por que esse fenômeno ocorre?</h2>
<p>Hoje, o prêmio de risco Brasil, por exemplo, é de aproximadamente 3,00% (300 pontos-base), ou seja, a dívida brasileira, negociada em dólares americanos, paga esse percentual a mais para o investidor que deseja assumir o risco de crédito brasileiro. Na prática, se um título americano está pagando 2,00%, o do Brasil tem que pagar 5,00% devido ao seu risco de inadimplência.</p>
<p>O aumento da taxa básica de juros nos EUA reflete imediatamente no custo do dinheiro para os países emergentes. Seguindo o raciocínio anterior, se agora o título americano paga 5,00%, mantido o risco país, o Brasil terá que pagar um custo financeiro de 8,00% pelo capital.</p>
<p>Países como o Brasil e Turquia podem não ser capazes de pagar esse custo financeiro, ficando inadimplentes. Esse fenômeno foi visto no início dos anos 1980 quando o Fed teve que puxar a taxa abruptamente.</p>
<p>Conhecendo essa dinâmica, os investidores mais experientes ficam mais cautelosos em investir em países com rating (nota de crédito) inferior em momentos de juros altos nos EUA.</p>
<p>Cabe salientar que sempre existiram investidores especialistas em Brasil dispostos a correr os riscos necessários para o atingimento de suas metas. Fica menos provável, porém, a ocorrência de uma avalanche de recursos para o mercado brasileiro como visto na história recente do país.</p>
<h2>Quando o Fed vai iniciar o processo de elevação da taxa?</h2>
<p>Os últimos dados do CPI mudaram completamente o tom dos membros do comitê de política monetária do Federal Reserve. No momento do fechamento desse artigo, em fevereiro, já se falava em uma alta de 0,5 ponto porcentual da taxa de juros na próxima reunião do colegiado, em março. O aumento seria espantoso, dado o conservadorismo da instituição.</p>
<p>Nessa discussão, é importante lembrar que os Estados Unidos detêm o maior mercado de dívida do mundo. A maioria das reservas internacionais dos países é investida em títulos da dívida americana.</p>
<p>Os ativos negociados são preponderantemente prefixados, tornando esse mercado muito sensível à variação da taxa de juros. Dentre os títulos transacionados, o Treasury de dez anos é o mais líquido.</p>
<p>Nos últimos dias, a taxa desse título do Tesouro americano bateu o maior nível em mais de dois anos.</p>
<blockquote><p><strong>Leia também:</strong></p>
<p><strong><a href="https://trademap.com.br/agencia/colunistas/giacomo-diniz/quer-diversificacao-internacional-veja-por-que-vale-investir-em-bdrs-hoje">Quer diversificação internacional? Veja por que vale investir em BDRs hoje</a></strong></p></blockquote>
<p>Estamos falando de um movimento no mercado mais líquido do mundo, em que a variação de 0,01% no valor de mercado dos títulos públicos pode desintegrar bilhões de dólares.</p>
<p>E esse é o caso. Sempre que a taxa aumenta, papéis prefixados ficam menos interessantes e seu valor de mercado cai até que a taxa interna de retorno volte a ficar atrativa. Isso mesmo! A alta da taxa de juros é igual à queda do valor do título e a prejuízo para os investidores de renda fixa americanos.</p>
<p>E quanto maior o prejuízo, menor é a quantidade de dinheiro disponível para investimentos!</p>
<h2>Podemos considerar esse movimento uma tragédia financeira?</h2>
<p>Não, claro que não! O que dissemos aqui é que, neste momento, está acontecendo uma mudança estrutural nos mercados internacionais e, por conta disso, nem todas as fórmulas de investimento que funcionaram até agora vão dar certo no futuro próximo.</p>
<p>Essa acomodação se faz necessária devido à própria natureza cíclica da economia. O que está acontecendo agora foi visto em 1982. Naquele tempo, o banco central americano teve que aumentar os juros, e os mercados foram obrigados a lidar com isso.</p>
<p>Os EUA lutavam contra uma inflação resiliente, consequência de uma política monetária mais frouxa adotada nos anos 1970. À medida que o Fed foi aumentando os juros, vários setores tradicionais da economia quebraram devido à concorrência com artigos importados. E as bolsas caíram para os menores patamares históricos dos últimos anos.</p>
<p>Curiosamente, contudo, o ano de 1982 é lembrado como o início de um bull market (quando o mercado está aquecido, em trajetória de alta) que se estendeu até 1987. Saliento isso porque esse processo acabou se tornando uma oportunidade para os investidores.</p>
<h2>Então não vou perder dinheiro?</h2>
<p>Depende. Na renda fixa brasileira, o retorno já melhorou e tem muito CDB (Certificado de Depósito Bancário) pagando taxa acima de 15% ao ano. Já as aplicações em Bolsa poderão passar um tempo de lado, mais voltadas para a estabilidade, devido à redução do interesse por esse tipo de ativo &#8211; isso não quer dizer, claro, que o investimento está livre de risco.</p>
<p>Mas mesmo na Bolsa há muita ação que se beneficia desse cenário internacional, com os altos preços de commodities e alimentos. Então, vale aquela máxima: cada investidor tem que ter consciência do que está fazendo e recalibrar suas posições conforme o cenário.</p>
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		<title>Quer diversificação internacional? Veja por que vale investir em BDRs hoje</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Equipe TradeMap]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Feb 2022 19:11:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Giácomo Diniz]]></category>
		<category><![CDATA[BDRs]]></category>
		<category><![CDATA[Investimentos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma revolução nas regras da CVM, a xerife do mercado, abriu um novo universo para o investidor brasileiro em 2020. Estou falando da disponibilidade de acesso aos BDRs para pessoas físicas na B3. Você sabia que, por meio desses títulos e com poucos recursos, é possível montar uma carteira diversificada internacionalmente? Mas primeiro vamos entender [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma revolução nas regras da CVM, a xerife do mercado, abriu um novo universo para o investidor brasileiro em 2020. Estou falando da disponibilidade de acesso aos BDRs para pessoas físicas na B3.</p>
<p>Você sabia que, por meio desses títulos e com poucos recursos, é possível montar uma carteira diversificada internacionalmente? Mas primeiro vamos entender alguns conceitos sobre eles.</p>
<p>Um BDR é uma espécie de recibo. Esse nome é dado a um tipo de valor mobiliário que possui características específicas.</p>
<p>Para quem não está familiarizado com a terminologia, uma ação é um valor mobiliário, assim como todos os títulos negociados no mercado de capitais supervisionado pela CVM.</p>
<p>O BDR confere direitos ao seu portador semelhantes ao detentor do valor mobiliário original. O objetivo do recibo é este mesmo, espelhar outro ativo.</p>
<p>Parece complicado, mas não é. Quando compro um BDR da Coca-Cola no Brasil, adquiro um recibo que me confere os direitos do dono de uma ação da empresa nos Estados Unidos. Logo, posso afirmar que, de certa forma, sou acionista da Coca-Cola!</p>
<h2>Como isso é possível?</h2>
<p>A CVM criou duas classes de BDRs. Os chamados BDRs patrocinados são utilizados exclusivamente por empresas estrangeiras que desejam fazer uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na B3.</p>
<p>Para criar esse tipo de BDR, a companhia tem que se registrar na CVM da mesma forma que uma empresa brasileira e, assim, ter autorização para fazer a oferta de ações no Brasil.</p>
<p>Após algumas iniciativas, a modalidade patrocinada não tem encontrado muitos adeptos no mercado atualmente. É percebido que as empresas estrangeiras (ou mesmo brasileiras, como a XP) preferem fazer IPO nos EUA.</p>
<p>A outra classe desse ativo são os BDRs não patrocinados. Esses criam espaço para instituições trazerem companhias estrangeiras e brasileiras com capital aberto no exterior, para negociar papéis na B3 independentemente do registro da empresa na CVM. Sendo assim, esta modalidade não abre espaço para IPOs no Brasil.</p>
<p>Voltando ao nosso exemplo, a Coca-Cola, como a empresa não é registrada aqui na CVM, seria preciso criar um BDR não patrocinado para poder negociá-la na B3.</p>
<h2>Risco do investimento</h2>
<p>No Brasil, o emissor do BDR é chamado de banco depositário e funciona como o agente garantidor de toda a estrutura por trás da disponibilidade do título no país.</p>
<p>Para cada “Y” BDRs emitidos no Brasil são necessários “X” ativos custodiados nos EUA, por exemplo. Coloquei dessa forma porque não necessariamente a relação é de um para um. O responsável pela guarda dos ativos que garantem os termos de troca é chamado de custodiante do programa de BDRs.</p>
<p>Um risco que podemos destacar no investimento em BDRs é a oscilação dos preços, o chamado risco de mercado, desses ativos. Mesmo se for uma ação americana, o título é um investimento em renda variável e o preço também varia ao longo do tempo.</p>
<p>Outro ponto que o investidor deve sempre estar atento é a variação do dólar, pois a maioria desses ativos é precificada nesta moeda.</p>
<h2>BDR paga dividendos?</h2>
<p>Sim! Vamos entender como funciona. Quando a Coca-Cola paga dividendos para seus acionistas, esse dinheiro vai parar na mão do custodiante que detém as ações do programa de BDR no país onde a companhia está listada.</p>
<p>Essa instituição repassa internacionalmente esses recursos para o banco depositário, que, após recolher as suas taxas, redistribui o valor final proporcionalmente entre os donos dos BDRs da Coca-Cola no Brasil.</p>
<h2>Qual a vantagem de investir em BDRs?</h2>
<p>A primeira e grande vantagem é a diversificação internacional. A ação da Coca-Cola é negociada em Nova York, em dólares, logo a cotação daqui acompanha também a variação do dólar. Isso minimiza a sua exposição ao risco Brasil, por exemplo</p>
<p>Assim como existem BDRs de ações, também estão disponíveis os recibos de cotas fundos de índices, os ETFs (Exchange Traded Funds) internacionais. Ao comprar um BDR de ETF, por exemplo, você está investindo em cotas de um tipo desse fundo negociado nos Estados Unidos.</p>
<p>Isso cria muitas oportunidades de investimentos em setores e países específicos, o que considero uma grande vantagem.</p>
<blockquote><p><strong>Leia mais:</strong></p>
<p><strong><a href="https://trademap.com.br/agencia/colunistas/giacomo-diniz/etfs-um-atalho-para-comecar-a-investir-em-bolsa-entenda-como">ETFs, um atalho para começar a investir em Bolsa? Entenda como</a></strong></p></blockquote>
<h2>Sob a lei brasileira</h2>
<p>Outro aspecto que deve ser levado em conta é que você estará submetido(a) às leis brasileiras, apesar de investir em ativos estrangeiros. Isso pode simplificar muito a sua declaração de imposto de renda por exemplo.</p>
<p>Umas das dificuldades em enviar recursos para o exterior é que você passa a ter que atender a mais uma regulação. Mantendo seus investimentos internamente via BDR, você mitiga esse tipo de risco. Atualmente, existem quase mil BDRs disponíveis na B3.</p>
<p>Essa variedade de ativos nos leva também a grandes oportunidades de aplicar a análise fundamentalista de ações.</p>
<p>Uma metodologia muito comum é a seleção de investimentos com base em fundamentos predeterminados. Quanto mais empresas você tem na base para a aplicação do filtro, maior a chance de que uma oportunidade de investimento seja encontrada.</p>
<h2>Hoje todos os BDRs têm liquidez?</h2>
<p>No mercado, existe a figura do arbitrador, que sempre estará disposto a ganhar alguns centavos por ação, comprando papéis nos EUA e vendendo BDRs aqui. A qualquer momento é possível um grande investidor operar nos dois mercados e fazer dinheiro com isso.</p>
<p>E se o dólar despenca depois que comprei um BDR?</p>
<p>Isso faz parte dos riscos assumidos. Se você investe em um ativo sensível ao dólar e a moeda cai, as cotações desse ativo também poderão seguir o mesmo caminho desde que a ação lá fora não suba mais do que o dólar que caiu aqui.</p>
<h2>Quais são os custos para investir em um BDR?</h2>
<p>Do ponto de vista operacional, como eu disse anteriormente, o funcionamento é idêntico ao do mercado acionário. Logo para investir em BDRs você pagará corretagem como principal custo.</p>
<p>Os BDRs são negociados como ações na B3 e possuem códigos com final 33 e 34. Na plataforma do TradeMap, você pode pesquisar esses ativos e, se desejar, comprá-lo diretamente por meio da corretora à qual está vinculado.</p>
<p>Também não deixe de conferir a minha trilha no <a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLJOJT33798I7AqJVlhx6UxIqT6fMbIh4W">canal do Trademap no Youtube</a>.</p>
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		<item>
		<title>ETFs, um atalho para começar a investir em Bolsa? Entenda como</title>
		<link>https://trademap.com.br/agencia/colunistas/giacomo-diniz/etfs-um-atalho-para-comecar-a-investir-em-bolsa-entenda-como</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe TradeMap]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Jan 2022 20:39:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Giácomo Diniz]]></category>
		<category><![CDATA[ETFs]]></category>
		<category><![CDATA[Fundos de Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa (IBOV)]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje já mais populares, os ETFs (Exchange Traded Funds), fundos de índices com cotas negociadas em bolsa, existem no Brasil desde 2014 e representam um dos avanços na oferta de produtos pelo mercado de capitais nos últimos anos. Neste artigo, vamos abordar as características e as vantagens desse tipo de investimento. O que são ETFs? [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://trademap.com.br/agencia/colunistas/giacomo-diniz/etfs-um-atalho-para-comecar-a-investir-em-bolsa-entenda-como">ETFs, um atalho para começar a investir em Bolsa? Entenda como</a> apareceu primeiro em <a href="https://trademap.com.br">TradeMap</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje já mais populares, os ETFs (Exchange Traded Funds), fundos de índices com cotas negociadas em bolsa, existem no Brasil desde 2014 e representam um dos avanços na oferta de produtos pelo mercado de capitais nos últimos anos.</p>
<p>Neste artigo, vamos abordar as características e as vantagens desse tipo de investimento.</p>
<h2>O que são ETFs?</h2>
<p>Para entender a estrutura de um ETF, é importante saber como um fundo de investimentos funciona. Trata-se de um condomínio (com CNPJ próprio) que tem como objetivo aplicar o dinheiro dos investidores (ou cotistas) no mercado financeiro. Isso é feito de acordo com uma política de investimentos predeterminada.</p>
<p>O responsável técnico e legal por essas operações é o gestor do fundo. Além dele, todo fundo de investimento necessita de um administrador, que fica a cargo do controle e da tesouraria do fundo.</p>
<p>Cada ETF possui um código, como uma ação, e pode ser negociado diariamente por qualquer investidor. Os ETFs têm sempre como objetivo entregar retornos semelhantes aos de algum indexador previsto na política de investimento.</p>
<h2>Quais são as vantagens de investir via ETFs?</h2>
<p>Estamos falando de um produto extremamente popular nos Estados Unidos. Para você ter uma ideia, o SPY, que replica o desempenho do índice S&amp;P 500, é o maior fundo americano negociado em bolsa. Na primeira semana de janeiro, tinha um patrimônio de um pouco mais de US$ 450 bilhões. Um único fundo!</p>
<p>A maioria dos ETFs disponíveis no Brasil tem como política de investimento replicar a carteira de algum índice de ações predeterminado. Por exemplo, o ETF mais líquido da B3 é o iShares Ibovespa Fundo de Índice (BOVA11), gerido pela BlackRock. Com cerca de R$ 17 bilhões de patrimônio, esse fundo tem por objetivo entregar uma rentabilidade muito próxima do Ibovespa, espelhando a carteira do principal índice da B3.</p>
<p>Sabendo disso, é possível afirmar que a grande vantagem para o investidor que compra ETFs é o acesso a diversificação. Hoje, com algo próximo a R$ 100, você poderia investir em uma carteira com mais de 90 ativos. Lembrando que a carteira teórica do Ibovespa passa por revisões quadrimestrais.</p>
<blockquote><p><strong>Saiba mais</strong>:<br />
<a href="https://trademap.zendesk.com/hc/pt-br/articles/360058115653-O-que-s%C3%A3o-ETFs-e-como-acess%C3%A1-las-pelo-TradeMap-">O que são ETFs e como acessá-los pelo TradeMap?</a></p></blockquote>
<p>Esse é apenas um exemplo dos vários ETFs disponíveis na B3. Inclusive não existe só o BOVA11 que replica o Ibovespa: há também o BBOV, o IBOB e o BOVB, entre outros. Todos possuem o mesmo objetivo – replicar o desempenho do principal índice da Bolsa brasileira –, porém são de gestores diferentes.</p>
<p>O investidor que comprar qualquer um dos ETFs apontados buscará um retorno similar ao do Ibovespa.</p>
<h2>Quais são os custos para investir em um ETF?</h2>
<p>Todo fundo de investimento possui uma taxa de administração que é calculada sobre o valor do patrimônio do fundo. No caso dos fundos listados, o valor pelo qual você compra e vende as cotas na Bolsa já considera esses débitos e, por isso, esse custo acaba ficando diluído.</p>
<p>Mas é importante ficar atento, porque há diferenças entre os valores cobrados de acordo com a instituição gestora do fundo. Por exemplo, a taxa de administração anual do BOVA11, da BlackRock, é 0,1%; a do BBOV11, do BB DTVM, 0,18%; e a do XBOV11, da Caixa Econômica Federal, é de 0,5%. E todos visam espelhar o desempenho do Ibovespa.</p>
<p>Além da taxa de administração, o investidor paga para a corretora e para a B3 os mesmos custos de transação que teria na negociação de uma ação. Então a corretagem e os emolumentos são os principais custos para se investir nessa modalidade de fundo.</p>
<h2>É possível afirmar que os ETFs são uma excelente alternativa para o investidor iniciante?</h2>
<p>Minha experiência mostra que um dos principais gargalos para a entrada de novos investidores na Bolsa é a dificuldade técnica encontrada para selecionar quais os melhores ativos para investir.</p>
<p>Realmente, ser um investidor de Bolsa bem-sucedido demanda experiência e estudo.</p>
<p>Podemos considerar o investimento em ETF como um atalho para essa dificuldade. Nesse caso, o investidor está fazendo um investimento temático. Ele opta por associar os seus retornos ao de um índice de referência e, por isso, a análise fica muito mais simples.</p>
<p>Sendo assim, qualquer pessoa iniciante no mercado de capitais que deseje ficar investida na Bolsa pode fazer isso comprando um ETF diversificado.</p>
<p>Ao escolher esse tipo de produto, o retorno do seu investimento será muito parecido com o retorno do índice espelhado no fundo. Isso vale tanto na alegria quanto na tristeza.</p>
<p>Na prática, significa dizer que, depois de ganhar cerca de 30%, em 2019, com um ETF que replique o Ibovespa, você teria perdido algo perto de 12%, em 2021.</p>
<p>Resgatando a ideia do investimento temático, a indústria de ETFs tem trabalhado para aumentar a variedade de temas. Você pode ir além dos disponíveis no Brasil e optar por BDRs de fundos estrangeiros. Esse é um assunto tão empolgante que farei questão de dedicar um artigo só para ele. Aguardem!</p>
<p>Gostaria de concluir nossa missão de hoje afirmando que, sim, é possível comprar ETF pelo <strong>TradeMap</strong> na B3. Já pensou em diversificar mais os seus investimentos?</p>
<p>Também não deixe de conferir a minha trilha no canal do <a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLJOJT33798I7AqJVlhx6UxIqT6fMbIh4W">Trademap no Youtube</a>.</p>
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		<title>Diversificar e calibrar: dois conceitos-chave para uma carteira &#8220;ideal&#8221; de ações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Equipe TradeMap]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Dec 2021 19:21:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Giácomo Diniz]]></category>
		<category><![CDATA[Ações]]></category>
		<category><![CDATA[Diversificação de carteira]]></category>
		<category><![CDATA[Investimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No artigo de hoje, gostaria de abordar um pouco do tema gestão de carteiras. Particularmente, acho este um dos assuntos mais espinhosos do universo financeiro. Para uma análise aprofundada, exige-se um estudo avançado de estatística e álgebra linear. Mas claro que isso não nos impede de versar um pouco sobre o que o investidor iniciante [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No artigo de hoje, gostaria de abordar um pouco do tema gestão de carteiras. Particularmente, acho este um dos assuntos mais espinhosos do universo financeiro. Para uma análise aprofundada, exige-se um estudo avançado de estatística e álgebra linear. Mas claro que isso não nos impede de versar um pouco sobre o que o investidor iniciante precisa saber a respeito do assunto. Para começar, é importante compreender dois conceitos: correlação e diversificação.</p>
<h2>Diversificação</h2>
<p>Hoje em dia, qualquer investidor pode comprar ações com muito pouco dinheiro, devido à oferta fracionada de papéis. Com o chamado mercado fracionário, não existe mais valor mínimo para a aquisição desses títulos.</p>
<p>Assim, há caminhos para uma variedade de ações na carteira, ou seja, a possibilidade de fazer uma boa diversificação. Gosto de ter no mínimo sete e no máximo dez ativos na carteira de ações. Mais do que isso é muito difícil de acompanhar de uma maneira adequada.</p>
<p>É verdade que o número em si não é importante para termos uma seleção adequada, porque uma boa diversificação depende de um conceito estatístico muito simples chamado correlação.</p>
<h2>Correlação</h2>
<p>Dois ativos são correlacionados quando os seus movimentos são interdependentes. Por exemplo, os preços da ação de uma empresa exportadora possuem alta correlação com a cotação do dólar. Aqui o entendimento é fácil. Quanto mais caro o dólar, mais a empresa ganha (em real) com as suas vendas para o exterior.</p>
<p>Por outro lado, os preços dos itens de uma empresa importadora possuem um comportamento inverso. Isso também é lógico, pois os seus custos de aquisição estão atrelados à moeda estrangeira.</p>
<p>Dessa forma, as cotações de uma empresa exportadora têm correlação positiva com o dólar e negativa com as importadoras. Segundo a mesma lógica, empresas importadoras possuem correlação negativa com o preço do dólar e das exportadoras.</p>
<p>O funcionamento da diversificação depende da existência da correlação entre os ativos. Seguindo o raciocínio mencionado, quando você tem metade dos recursos em empresas exportadoras e a outra metade em importadoras, há a minimização do risco cambial da sua carteira. Dessa forma, a variação do dólar fica mais irrelevante para os seus investimentos.</p>
<h2>Como afirmar que uma carteira é diversificada?</h2>
<p>Voltando ao número mágico, quando falo de sete ativos, estou assumindo que foi realizado um estudo da correlação entre eles. A diversificação só será efetiva se existir correlação negativa entre os ativos. Isso explica por que uma carteira com ações de sete bancos, na prática, é muito pouco diversificada.</p>
<blockquote><p><a href="https://trademap.com.br/agencia/colunistas/giacomo-diniz/e-hora-de-migrar-seus-investimentos-da-bolsa-para-a-renda-fixa"><span style="font-size: 12pt; font-family: georgia, palatino, serif;">Leia mais: </span><span style="font-size: 12pt; font-family: georgia, palatino, serif;">É hora de migrar seus investimentos da Bolsa para a renda fixa?</span></a></p></blockquote>
<h2>Como definir o peso de cada ativo?</h2>
<p>Para falar do conceito de calibragem e peso, vamos supor uma carteira de R$ 10 mil. Se colocarmos R$ 1 mil em uma ação, o peso dela no portfólio será de 10%. Sugiro que inicie seus investimentos usando pesos constantes. Isso significa que você tem que recalibrar periodicamente os percentuais iniciais de cada uma das ações na carteira, considerando a valorização ou desvalorização ocorrida.</p>
<p>Depois, ao estudar uma empresa e acreditar nela, não vale a pena reservar, para a ação, um valor baixo, que represente menos de 3% do patrimônio investido. Neste caso, seria mais vantajoso aplicar em um fundo ETF (Exchange Traded Funds). Falaremos mais sobre as vantagens dessa modalidade em um outro artigo.</p>
<h2>Como fazer uma recalibragem?</h2>
<p>Como deve ser o processo de recalibragem se uma ação se valoriza muito comparada às outras e desequilibra os pesos da carteira?</p>
<p>Primeiramente, revisões da carteira com periodicidade muito curta, abaixo de seis meses, devem ser evitada. Minha experiência diz que, se feito dessa forma, o visado equilíbrio pode ser perdido e a calibragem tende a ser menos eficiente.</p>
<p>Proponho o uso do bom senso sempre, porque as condições de mercado podem variar muito. Entendo que algo entre duas e quatro revisões anuais seja adequado.</p>
<h2>Como selecionar ações?</h2>
<p>Este ponto sempre será o mais desafiador para qualquer tipo de investidor! Para tal, o Trademap disponibilizou um <a href="https://trademap.com.br/centro-de-formacao-do-investidor-rai">curso inteiramente gratuito</a> para você conhecer os sete passos para estruturar uma tese de investimentos. Fiz com muito carinho e espero que ajude a dar passos largos nesse universo.</p>
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		<title>Conexão ultrarrápida e a sonhada internet das coisas: o papel das companhias no 5G</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Equipe TradeMap]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Dec 2021 17:37:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Giácomo Diniz]]></category>
		<category><![CDATA[5G]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nos tempos de Benjamim Graham, quando escrevia o livro “Investidor Inteligente”, as empresas especialistas em telecomunicações da época, em específico a ATT, já marcavam presença nas carteiras de companhias boas pagadoras de dividendos. No século XX, as empresas telefônicas eram vistas como companhias de receitas previsíveis, dado que uma grande parcela dos ganhos adivinha de assinaturas mensais, além dos preços dos interurbanos, que eram estratosféricos. Por [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://trademap.com.br/agencia/colunistas/giacomo-diniz/conexao-ultrarrapida-e-a-sonhada-internet-das-coisas-o-papel-das-companhias-no-5g">Conexão ultrarrápida e a sonhada internet das coisas: o papel das companhias no 5G</a> apareceu primeiro em <a href="https://trademap.com.br">TradeMap</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nos tempos de Benjamim Graham, quando escrevia o livro “Investidor Inteligente”, as empresas especialistas em telecomunicações da época, em específico a ATT, já marcavam presença nas carteiras de companhias boas pagadoras de dividendos.</p>
<p>No século XX, as empresas telefônicas eram vistas como companhias de receitas previsíveis, dado que uma grande parcela dos ganhos adivinha de assinaturas mensais, além dos preços dos interurbanos, que eram estratosféricos.</p>
<h2>Por que tudo ficou diferente?</h2>
<p>Tudo começou a mudar ao fim dos anos 1990, com o advento da internet e a massificação do uso da telefonia móvel. À medida que novos aplicativos de comunicação mobile tomavam forma, a demanda dos clientes se concentrava cada vez mais no acesso à internet.</p>
<p>Na última década, as empresas se prepararam para isso, investindo em redes de fibra ótica e disponibilidade de comunicação de dados pelas redes de celular. Foram realizados muitos investimentos com retornos cada vez menores.</p>
<p>No mês passado, o maior leilão de radiofrequência da América Latina abriu o mercado para os investimentos em tecnologia 5G.</p>
<p>Como de praxe, cada certame veio com uma série de responsabilidade de cobertura e cada empresa vencedora adquiriu ao mesmo tempo “filé e osso”.</p>
<p><a href="https://trademap.com.br/primeiro-leilao-do-5g-movimenta-r-468-bilhoes-diz-anatel">Matéria do Trademap</a> mostrou as frequências conquistadas por <span class="TextRun BCX0 SCXW69863774" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun BCX0 SCXW69863774">Claro, TIM e Vivo em leilão realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).</span></span></p>
<p>Com esse leilão, o objetivo do ministério das comunicações é que, até 2028, todas as cidades com mais de 30 mil habitantes recebam a tecnologia 5G.</p>
<h2>O que esperar da Tecnologia 5G?</h2>
<p>Vejamos alguns fatores comumente citados pela mídia:</p>
<p>1 &#8211; Conexões muito mais rápidas – Em laboratório, essa tecnologia já permite downloads de até 20 Gb/s (gigabits por segundo). Isso significa que você conseguirá baixar um filme em menos de cinco segundos.</p>
<p>2 &#8211; Baixa Latência – Na prática, a interação é em tempo real, ou seja, será possível um indivíduo guiar um carro no Japão com comandos enviados pela internet no Brasil.</p>
<p>3 &#8211; Viabilidade do IoT (ou internet das coisas) – Tudo estará conectado em tempo real, culminando com a expectativa de viabilidade dos carros autônomos e cidades inteligentes.</p>
<p>Considerando esse “novo mundo” espera-se que as empresas de telecomunicações como TIM, Vivo e Claro possam explorar novos mercados.</p>
<p>Com o 5G, o papel dessas companhias não vai mais se limitar ao básico de telefonia, TV e banda larga. Assumo que o futuro desse setor será muito mais promissor dado que as virtudes elencadas acima permitirão a criação de produtos, serviços e provavelmente ecossistemas inteiros.</p>
<p>Posso inclusive especular que as vencedoras da nova corrida das telecomunicações serão as empresas que conseguirem entregar novas soluções completas para resolver problemas muito antigos (como cobertura de câmeras para melhorar a segurança de uma cidade).</p>
<p>Recentemente um estudo comandado pela IDC Brasil calculou que na largada, após o leilão, o 5G no Brasil deve gerar US$ 2,7 bilhões em novos negócios.</p>
<p>Está contabilizado nessa cifra o acesso à banda larga em diversas áreas que hoje ainda não são atendidas. Isso mesmo. A tecnologia 5G poderá servir de meio para democratizar o acesso à banda larga, gerando mais receita para os atuais players e criando competidores.</p>
<h2>Qual deve ser a visão do investidor?</h2>
<p>Para “dropar” nessa onda, caberá ao investidor avaliar, nas empresas, a capacidade de identificar tendência e lançar soluções que atendam a essas novas necessidades. Quanto valeria o pacote de comunicação para aparelhar uma cidade com câmeras de segurança?</p>
<p>As empresas listadas na B3 já avançam com diversos tubos de ensaio, inclusive com protótipos de redes usando tecnologias mais simplórias.</p>
<p>O lado bom é que portas vão ser abertas para um novo ciclo de inovação. O lado ruim é que nem todas as empresas sairão vencedoras dessa corrida.</p>
<p>Então vale aqui aquele velho conselho: antes de investir, estude as oportunidades; não espere tempo demais e evite perder o timing do investimento.</p>
<p>Outro ponto que deverá ficar no seu radar são as concorrentes, pois poderemos ter novas teles vindo para a Bolsa nos próximos anos.</p>
<p>O post <a href="https://trademap.com.br/agencia/colunistas/giacomo-diniz/conexao-ultrarrapida-e-a-sonhada-internet-das-coisas-o-papel-das-companhias-no-5g">Conexão ultrarrápida e a sonhada internet das coisas: o papel das companhias no 5G</a> apareceu primeiro em <a href="https://trademap.com.br">TradeMap</a>.</p>
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