Energia limpa na Bolsa: novo ETF da Galapagos amplia aposta em empresas brasileiras e tem apoio do BNDES
Quem quer investir em uma tese específica da Bolsa sem precisar escolher ação por ação ganhou mais uma alternativa. A Galapagos Capital lança nesta segunda-feira (14) o GLMP11, ETF que reúne empresas brasileiras ligadas à cadeia de energia limpa.
O produto chega à B3 com R$ 20 milhões captados pela gestora e terá o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como investidor-âncora, com um aporte equivalente aos demais recursos levantados.
A novidade faz parte de um movimento de expansão dos Exchange Traded Funds (ETFs) temáticos no mercado brasileiro. Em vez de acompanhar apenas índices amplos, esses fundos permitem concentrar a carteira em determinados setores ou temas.
O GLMP11 foi um dos produtos selecionados em edital promovido pelo BNDES para estimular o desenvolvimento do mercado brasileiro de ETFs. Recentemente, o BNDES também apoiou o lançamento do DINF11, ETF de de infraestrutura do BTG Pactual Asset Management. Neste caso, o banco de desenvolvimento se comprometeu a aportar R$ 200 milhões ao longo do tempo.
Agora, a aposta da Galapagos é levar para dentro de um único ETF empresas brasileiras que participam de diferentes etapas da transição energética.
ETF não olha só para quem gera energia
O GLMP11 acompanha o Índice Teva Ações Energia Limpa, criado pela Teva Índices.
A carteira reúne empresas dos segmentos de geração, transmissão e distribuição de energia, além de companhias ligadas à cadeia de biocombustíveis, como açúcar e etanol.
A ideia é não restringir a tese a uma única tecnologia ou atividade. Isso porque, além da expansão da geração renovável, a transição energética também depende de infraestrutura para transmitir e distribuir essa energia.
Para entrar no índice, as empresas precisam atender a critérios como valor de mercado superior a R$ 5 bilhões e volume médio de negociação acima de R$ 100 milhões por mês.
Também há um limite de 15% para a participação de cada companhia na carteira.
O índice é rebalanceado a cada seis meses, seguindo regras previamente estabelecidas.
O GLMP11 terá taxa de administração de 0,20% ao ano e será voltado tanto para investidores de varejo quanto institucionais.
A Galapagos afirma que o GLMP11 é seu 11º ETF desde a entrada nesse mercado, no fim de 2025. A plataforma da gestora reúne produtos de renda fixa, ações internacionais, metais físicos, criptoativos e, agora, energia limpa.
Segundo dados de agosto, a plataforma somava mais de R$ 660 milhões em patrimônio líquido e cerca de 5.400 cotistas.
Do crédito para empresas da Amazônia às ações de energia limpa
O lançamento mostra também como a ideia de usar ETFs para investir em temas específicos vem ganhando espaço no mercado brasileiro.
No caso do AMAB11, lançado pelo BTG Asset, a proposta é dar acesso ao investidor a uma carteira de títulos de dívida ligados a empresas que atuam na Amazônia Legal.
Com cotas de R$ 10, o ETF acompanha o Teva Amazônia Bonds Index e investe principalmente em debêntures de 20 empresas economicamente relacionadas à região amazônica, que representam cerca de 85% da carteira. O restante é dividido entre títulos públicos e dois Amazon Bonds, títulos de dívida sustentáveis.
A proposta é permitir que o investidor tenha acesso, por meio de um único produto negociado na Bolsa, a uma carteira de ativos ligados ao desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal.
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