Ibovespa cai antes de decisões de juros no Brasil e nos EUA e em meio à guerra no Oriente Médio
O Ibovespa fechou o pregão desta segunda-feira (14) em queda de 0,91%, aos 185.501 pontos. A sessão foi marcada pela cautela com o setor de tecnologia e inteligência artificial, pelas tensões no Oriente Médio e pelas expectativas em torno das decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, que serão anunciadas na quarta-feira.
No cenário doméstico, os investidores repercutiram as novas projeções do Boletim Focus e permaneceram atentos à decisão do Copom sobre a taxa Selic. A estimativa para o IPCA de 2026 caiu de 5,00% para 4,90%, enquanto a previsão de crescimento do PIB recuou de 1,93% para 1,89%. A projeção para a Selic ao fim do ano permaneceu em 13,75% ao ano. O mercado também acompanhou as incertezas envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), que realizará nesta terça-feira uma sessão extraordinária para decidir sobre a possível abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.
No cenário internacional, as tensões no Oriente Médio permaneceram em destaque, após ataques com drones atingirem o oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita e ampliarem as preocupações com a oferta de petróleo. O avanço dos houthis nas proximidades do Estreito de Bab al-Mandeb também elevou os riscos ao fluxo da commodity.
No setor bancário, os principais papéis fecharam em queda. O Banco do Brasil (BBAS3) recuou 1,65%, o Bradesco (BBDC4) caiu 1,40%, o Itaú Unibanco (ITUB4) perdeu 0,89% e o Santander Brasil (SANB11) cedeu 0,82%.
No setor de petróleo, o desempenho foi predominantemente negativo. A Petrobras ON (PETR3) recuou 0,48%, a Prio (PRIO3) perdeu 0,44% e a Petrobras PN (PETR4) cedeu 0,16%. Na contramão, a PetroReconcavo (RECV3) avançou 0,09%.
Entre as maiores altas do Ibovespa, Totvs (TOTS3) liderou, com avanço de 4,34%, seguida por Hypera (HYPE3), com 3,38%, Copasa (CSMG3), com 1,64%, Fleury (FLRY3), com 1,61%, e Ambev (ABEV3), com 1,60%.
Na ponta negativa, CSN Mineração (CMIN3) registrou a maior queda, de 6,85%, seguida por Usiminas (USIM5), com recuo de 4,74%, CSN (CSNA3), com 4,65%, Azzas 2154 (AZZA3), com 4,02%, e Bradespar (BRAP4), com 3,99%.
As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:
Altas
• Totvs (TOTS3): +4,34%
• Hypera (HYPE3): +3,38%
• Copasa (CSMG3): +1,64%
• Fleury (FLRY3): +1,61%
• Ambev (ABEV3): +1,60%
Baixas
• CSN Mineração (CMIN3): -6,85%
• Usiminas (USIM5): -4,74%
• CSN (CSNA3): -4,65%
• Azzas (AZZA3): -4,02%
• Bradespar (BRAP4): -3,99%
Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (14/09):
• Segunda-Feira (14): -0,91%
• Na semana: -0,91%
• Em setembro: +4,56%
• No 3°tri./26: +7,83%
• Em 12 meses: +30,39%
• Em 2026: +15,13%
EUA
Os principais índices de Nova York encerraram o dia em queda:
• Dow Jones: -0,29%
• Nasdaq: -0,56%
• S&P 500: -0,48%
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