Investidor Hoje: Vale (VALE3) rebate matéria da Bloomberg, BlackRock avança na Axia Energia (AXIA3) e Cemig (CMIG4) capta R$ 3 bi
Nesta quinta-feira (10), o mercado repercute o esclarecimento da Vale (VALE3) sobre reportagem da Bloomberg a respeito de um possível bônus da mineradora na China, a aquisição de participação relevante na Axia Energia (AXIA3) pela gestora BlackRock e a liquidação de R$ 3 bilhões em novas debêntures pela Cemig (CMIG4), além de movimentações envolvendo Light (LIGT3) e Hypera (HYPE3).
Vale (VALE3)
A Vale (VALE3) informou que não tomou qualquer decisão sobre emissão de títulos de dívida, em resposta a uma reportagem da Bloomberg, intitulada “Vale Eyes China Bond Debut as Soon as This Year, CFO Says”, sobre um possível debute da companhia no mercado de bônus chinês. A mineradora afirmou que avalia rotineiramente alternativas de financiamento, mas que qualquer decisão relevante será comunicada ao mercado nos termos da regulação vigente.
Axia Energia (AXIA3)
A gestora BlackRock comunicou à Axia Energia (AXIA3) que passou a deter 117.749.600 ações ordinárias, incluindo ADRs, equivalentes a cerca de 5,016% do capital dessa classe, além de instrumentos derivativos referenciados em ações ON que representam 0,015% adicionais. A BlackRock declarou que a posição tem caráter exclusivamente de investimento, sem intenção de alterar o controle acionário ou a estrutura administrativa da Axia.
Cemig (CMIG4)
A Cemig (CMIG4), por meio das subsidiárias Cemig GT e Cemig D, concluiu a liquidação financeira de novas emissões de debêntures que somam R$ 3 bilhões. A Cemig GT captou R$ 1 bilhão na 13ª emissão, a CDI + 0,62% ao ano, enquanto a Cemig D levantou R$ 2 bilhões na 16ª emissão, dividida em duas séries (uma a CDI + 0,73% ao ano e outra indexada ao IPCA + 7,35% ao ano), com toda a emissão caracterizada como debêntures sustentáveis (ESG). Ambas as operações receberam rating ‘AAA(bra)’ da Fitch.
Hypera (HYPE3)
A Hypera (HYPE3) lançou oferta de aquisição facultativa das debêntures de suas 16ª e 17ª emissões, como parte da gestão do perfil de endividamento da companhia. A recompra está condicionada à conclusão de uma nova 22ª emissão de debêntures, de R$ 1,35 bilhão e prazo de 5 anos, aprovada pelo conselho em 8 de setembro; os debenturistas têm até 24 de setembro para manifestar adesão à oferta.
Motiva (MOTV3)
A Motiva (MOTV3) divulgou o tráfego consolidado de agosto: o volume comparável de veículos equivalentes nas rodovias cresceu 2,5% frente a agosto de 2025, e o número de passageiros transportados nos ativos de mobilidade urbana avançou no mesmo ritmo. Considerando todos os ativos de rodovias, incluindo os incorporados mais recentemente (Sorocabana, Paraná e Minas_SP), o volume de veículos equivalentes cresceu 33,4% no período.
Light (LIGT3)
A Justiça do Rio de Janeiro decretou o encerramento da recuperação judicial da Light (LIGT3), declarando cumpridas as obrigações previstas no plano de recuperação verificadas durante o período de fiscalização. A decisão, da 3ª Vara Empresarial da Comarca da Capital, teve parecer favorável da administração judicial e do Ministério Público do Rio de Janeiro.
Paranapanema (PMAM3)
A Paranapanema (PMAM3), companhia em recuperação judicial, informou que o investidor João Carlos Correa de Vargas passou a deter 8,21% de seu capital social, após superar o patamar de 5% em 26 de agosto. Segundo a empresa, o acionista não enviou a comunicação prevista em regulamento sobre o objetivo da participação, e a companhia não soube informar se há intenção de alterar o controle ou a administração.
Sanepar (SAPR11)
O conselho de administração da Sanepar (SAPR11) destituiu Marcos Domakoski do cargo de diretor administrativo e elegeu Marcus Venicio Cavassin para a função, além de nomear Sergio Augusto Portela como novo diretor comercial. Ambos cumprirão mandato até junho de 2028.
Romi (ROMI3)
Tales Caires Aquino deixou a diretoria estatutária da Romi (ROMI3) a partir de 9 de setembro. Suas atribuições foram assumidas pelo diretor-presidente, Luiz Cassiano Rando Rosolen.
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