Giro do Mercado: Cosan (CSAN3), Casas Bahia (BHIA3) e Hypera (HYPE3) movimentam os destaques corporativos do dia
Nesta quarta-feira (09), a Cosan (CSAN3) confirmou à SEC o pedido de deslistagem voluntária de seus ADRs da Bolsa de Nova York. O Grupo Casas Bahia (BHIA3) respondeu a questionamento da B3 sobre reportagem que cita a companhia, além de Assaí, Rumo, Cosan e Ambev, em investigação do Ministério Público de São Paulo sobre supostos pagamentos irregulares para liberação de créditos de ICMS. A Hypera (HYPE3) aprovou nova emissão de debêntures, de R$ 1,35 bilhão, para rolar dívidas existentes. O radar do dia também traz Azzas 2154 (AZZA3) e Banco do Brasil (BBAS3).
Cosan (CSAN3)
A Cosan protocolou o Formulário 25 junto à SEC, dando início formal à deslistagem voluntária de seus ADRs (American Depositary Shares) da Bolsa de Nova York (NYSE). O último dia de negociação dos papéis na NYSE será 18 de setembro. Após a saída, a companhia manterá um programa de ADRs de Nível 1, negociado apenas no mercado de balcão (OTC) dos Estados Unidos.
Hypera (HYPE3)
O conselho de administração da Hypera aprovou a 22ª emissão de debêntures simples, em série única, no valor total de R$ 1,35 bilhão, com vencimento em cinco anos e remuneração de 100% do CDI mais spread de 0,72% ao ano. Os recursos serão destinados ao pré-pagamento das debêntures da 16ª e da 17ª emissões da companhia.
Banco do Brasil (BBAS3)
O Banco do Brasil atualizou o valor do JCP complementar referente ao 2º trimestre de 2026, que passa a R$ 0,10527005787 por ação ON após correção pela taxa Selic, com pagamento previsto para 11 de setembro.
Azzas 2154 (AZZA3)
Em resposta a ofício da CVM, a Azzas 2154 esclareceu que mantém contatos com potenciais interessados na venda da marca Farm Rio, avaliada em cerca de US$ 1 bilhão segundo reportagem citada pelo regulador, mas afirmou que não há, até o momento, decisão tomada, proposta vinculante recebida ou estrutura definida para qualquer operação. A companhia já havia informado em junho a contratação do Morgan Stanley para avaliar alternativas estratégicas para o ativo.
Grupo Casas Bahia (BHIA3)
Em ofício de esclarecimento à B3, o Grupo Casas Bahia respondeu a reportagem sobre a Operação Ícaro, do Ministério Público de São Paulo, que apura suposto pagamento de propina para liberação irregular de créditos de ICMS e cita também Assaí, Dia, Rumo, Cosan, Comgás, Ipiranga e Ambev como possíveis beneficiários do esquema. A companhia disse que tomou conhecimento do caso pela imprensa, sem intimação formal das autoridades, e que instaurou comitê independente de investigação em abril, sem conclusões, até esta data, que apontem envolvimento da empresa ou de seus administradores.
Vulcabras (VULC3)
A Vulcabras recebeu comunicações de dois novos acionistas relevantes: a gestora Real Investor informou participação de 5,14% em ações ordinárias, e a Guepardo Investimentos declarou fatia de 5,11%. Ambas afirmaram que as posições têm caráter de investimento, sem intenção de alterar o controle ou a administração da companhia.
Grupo Mateus (GMAT3)
O Grupo Mateus encerrou seu programa de recompra de ações, aprovado em 2025, após adquirir 5 milhões de ações ordinárias em bolsa. Os papéis recomprados serão usados para fazer frente a planos de remuneração de longo prazo baseados em ações.
Iochpe Maxion (MYPK3)
A gestora Charles River Capital informou à Iochpe Maxion que sua participação em ações ordinárias da companhia atingiu 9,95% do capital social, comunicação classificada como declaração de alienação de participação acionária relevante. Segundo a gestora, a posição tem finalidade de investimento e pode ser aumentada ou reduzida, sem intenção de alterar o controle da companhia.
Banrisul (BRSR6)
O Banrisul aprovou o pagamento de R$ 90 milhões em Juros sobre Capital Próprio referentes ao 3º trimestre de 2026, equivalentes a R$ 0,22006263 por ação ON, PNA e PNB. O pagamento ocorre em 28 de setembro, considerando a posição acionária de 11 de setembro.
Enjoei (ENJU3)
Em assembleia extraordinária, os acionistas do Enjoei aprovaram o grupamento das ações da companhia na proporção de 10 para 1. Com a operação, o capital social, hoje dividido em cerca de 205 milhões de ações, passará a ser representado por aproximadamente 20,5 milhões de papéis.
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