Ásia fecha mista entre iene forte e petroquímicos em alta; Europa opera em queda com escalada entre Estados Unidos e Irã
Os mercados asiáticos fecham nesta quarta-feira (9) em direções mistas. O Nikkei 225 (Japão) fecha em queda de 0,19%, o Hang Seng (Hong Kong) em queda de 0,17%, o Shanghai Composite (China continental) em alta de 0,28% e o Kospi (Coreia do Sul) em alta de 1,40%. Segundo a China Asset Management, a segunda maior gestora do país, as ações chinesas devem operar de lado em setembro: lucros corporativos fortes dão piso ao mercado, mas o tom hawkish do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, e o petróleo em alta limitam os ganhos. O iene segue no nível mais forte em sete meses frente ao dólar. Já na Coreia do Sul, as vendas das empresas auditadas subiram 26,7% na comparação anual no segundo trimestre maior nível desde o início de 2015, com margem operacional recorde de 16,9%, impulsionadas pelo boom de chips; o won fechou em mínima de 23 meses, acompanhando a força do iene.
No radar corporativo, a Lotte Chemical (011170.KS) disparou com o rali do petróleo provocado pela escalada no Oriente Médio, que ampliou as margens de petroquímicos; as ações fecham o pregão em alta de 12,89%.
Já a SK Hynix (000660.KS) seguiu recomprando ações próprias em meio ao rali de chips, mesmo com parte dos investidores realizando lucros; o papel fecha o pregão em alta de 3,35%.
Os mercados europeus operam nesta quarta-feira (9) em forte queda no início do pregão. O FTSE 100 (Reino Unido) opera em queda de 0,91%, o DAX (Alemanha) em queda de 1,47% e o CAC 40 (França) em queda de 1,82%. O motor do dia é geopolítico: o Brent ultrapassou US$ 100 o barril pela primeira vez desde 23 de julho, e o WTI subiu para perto de US$ 95, depois que forças dos Estados Unidos destruíram cinco navios-tanque iranianos e o Irã revidou com mísseis contra uma base americana na Jordânia; o Goldman Sachs alertou que o Brent pode superar US$ 120 se as exportações do Golfo não se recuperarem. O rendimento do Bund alemão de 10 anos também subiu, saindo a 3,390% no leilão de hoje, ante 3,260% no leilão anterior. Na França, a produção industrial de julho veio bem abaixo do esperado, com queda de 0,4% na comparação mensal ante expectativa de alta de 0,2%. De olho no restante do pregão, a presidente do BCE, Christine Lagarde, e o presidente do Bundesbank, Joachim Nagel, discursam às 14h.
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