Maior sigilo em investigação foi por citação a Andrei e Gonet, diz Mendonça
O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, explicou, na segunda-feira (14), os motivos para ter intimidado os delegados da Polícia Federal pessoalmente para pedir a identificação dos destinatários das mensagens contidas no celular do ex-banqueiro, Daniel Vorcaro.
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Para Mendonça, a citação em mensagens aos nomes do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do Procurador-geral da República, Paulo Gonet, o motivaram a agir de maneira extra cautelosa para preservar a imagem dos envolvidos durante as investigações.
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“Diante da menção direta à pessoa do atual diretor-geral da Polícia Federal, bem como do Procurador-geral da República, por cautela, buscando preservar a higidez dos autos e a eficiência das investigações, impunha-se, ainda com maior razão, a adoção de providência a salvaguardar a fiel observância às premissas norteadoras da atividade de supervisão judicial”, destaca o ministro em manifestação enviada ao presidente do STF, Edson Fachin.
No despacho, Mendonça negou irregularidades na condução do processo e afirma que atuou de acordo com as premissas que norteiam sua relatoria nas investigações do Banco Master, priorizando a eficiência das apurações e a garantia do sigilo.
As mensagens citadas por Mendonça constam no relatório tornado público pelo próprio ministro no começo do mês. No documento, estão mais de 50 mensagens em que Vorcaro busca informações sobre a apuração, que então ocorria na Justiça Federal de Brasília e poderiam levá-lo à prisão, que posteriormente foi decretada em novembro de 2025.
Mendonça também reforça que, ao longo das investigações foi revelado que Vorcaro teve conhecimento prévio sobre detalhes de apurações contra ele, o motivou a demandar que os delegados envolvidos na investigação apresentassem informações atualizadas sobre o atual estágio das investigações.





















