Países do BRICS expressam preocupação com escalada das tensões no Oriente Médio
Países do BRICS, entre eles Irã e Emirados Árabes Unidos, expressaram "profunda preocupação" com a escalada das tensões no Oriente Médio. Em uma declaração conjunta publicada neste sábado (12), o grupo pediu “máxima contenção” na região.O comunicado de 45 páginas, que aborda uma ampla variedade de temas, da reforma institucional aos sistemas de pagamento, não cita nominalmente os países envolvidos no conflito no Golfo Pérsico, mas pede que sejam evitadas “ações que possam agravar ainda mais a situação”.Mais de seis meses de conflito no Oriente Médio desorganizaram o comércio na região e elevaram os preços do petróleo bruto, dos combustíveis e do gás em todo o mundo, prejudicando grandes importadores de energia, como Índia e China, ambas integrantes do BRICS. Em uma importante escalada, ataques ao oleoduto East-West, na Arábia Saudita, obrigaram o país a fechar a estrutura na sexta-feira (11). Os Estados Unidos também realizaram ataques contra petroleiros iranianos.⟶ Assine as newsletters da Bloomberg Línea e receba as notícias do dia em primeira mão no e-mail.“Encorajamos a intensificação dos esforços, por meio do diálogo e da diplomacia, em favor de um entendimento de longo prazo que contribua para uma paz duradoura, além de segurança e estabilidade na região”, afirmou o grupo.A declaração do BRICS não mencionou uma solução específica para o quase fechamento do Estreito de Ormuz, mas destacou “a necessidade de trabalharmos juntos para manter o fluxo regular do comércio global, das cadeias de suprimentos e da energia, em conformidade com o direito internacional aplicável”.O Irã afirmou que espera anunciar um acordo com Omã sobre uma rota marítima que atravesse Ormuz. Uma reunião com países do Golfo e autoridades iranianas pode ocorrer já na próxima segunda-feira, segundo autoridades iranianas.Os países também condenaram “ataques deliberados contra infraestruturas civis e instalações nucleares de uso pacífico”.Veja mais em Bloomberg.comLeia também:Nem toda decisão de Trump beneficia Lula na eleição, diz Matias Spektor, da FGV




















