Sergio Buniac deixa Motorola após 30 anos e assume unidade de celulares e IA da Qualcomm
A Qualcomm contratou o brasileiro Sergio Buniac, então presidente da Motorola Mobility, para chefiar sua unidade de dispositivos móveis, computação e inteligência artificial pessoal, segundo comunicado da empresa divulgado nesta quinta-feira (20).O executivo ocupava a posição de CEO global da Motorola Mobility desde 2018 e estava na Motorola havia mais de 30 anos. Buniac assumirá o cargo de vice-presidente executivo e gerente geral do grupo a partir de 2 de setembro, reportando-se diretamente ao também brasileiro Cristiano Amon, presidente e CEO da Qualcomm (QCOM).Na nova função, ele irá supervisionar os negócios de smartphones, computação pessoal, wearables inteligentes e realidade estendida (XR) da companhia, incluindo o desenvolvimento de uma nova geração de dispositivos voltados a IA, de acordo com a companhia. "Sergio é um líder empresarial comprovado com mais de 30 anos de experiência no setor de dispositivos móveis", afirmou Cristiano Amon, em comunicado. Segundo o executivo, Buniac tem histórico de conduzir transformações relevantes no setor e experiência na criação de produtos de consumo “do design à comercialização, em escala global”. ⟶ Assine as newsletters da Bloomberg Línea e receba as notícias do dia em primeira mão no e-mail.Buniac deixa a Motorola após mais de três décadas na companhia, período em que ocupou funções regionais e globais em estratégia, produto, vendas, marketing, operações e cadeia de suprimentos. Desde 2018, ele presidia a Motorola Mobility, unidade da marca controlada pela Lenovo desde 2014.À frente do negócio, Buniac estava conduzindo a reconstrução da presença da Motorola no segmento premium, numa disputa com Apple e Samsung. Em entrevista à Bloomberg Línea em janeiro, ele falou sobre o movimento na ocasião do lançamento da linha ultrapremium Motorola Signature, durante a feira de tecnologia CES, em Las Vegas.“Nós sentimos falta de uma franquia ultrapremium”, afirmou Buniac na época. “Nosso conceito é: você não precisa pagar mais para ter experiências incríveis. Mas alguns consumidores querem ter a melhor câmera, não uma das cinco melhores.” Na ocasião, o executivo contou que as franquias Edge e Razr, que respondiam por apenas 2% a 3% das vendas da marca sete anos antes, tinham passado a responder por cerca de 35% do faturamento da companhia.Procurada pela Bloomberg Línea, a Motorola Mobility não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre a saída do executivo. Globalmente, a empresa detém em torno de 5% de participação de mercado, a depender da consultoria que analisa os dados, e está entre as 10 maiores fabricantes de smartphones do mundo. No Brasil, a Motorola Mobility é a segunda maior, atrás apenas da Samsung, e tem alta penetração com os modelos no segmento intermediário, com preços até R$ 2.000.Leia tambémO plano da Motorola para desafiar Apple e Samsung: ‘é um caminho natural’, diz CEO

























































