Novo Nordisk encurta sua marca para ‘Novo’ em meio a disputa bilionária com a Lilly
A Novo Nordisk reduzirá seu nome para uso cotidiano a apenas "Novo", em uma tentativa de se tornar mais reconhecível na disputa pelo mercado de medicamentos para obesidade com a Eli Lilly. A farmacêutica também está ajustando seu logotipo, alterando a orientação do touro — sua marca registrada — para que ele olhe para a direita, informou a empresa nesta segunda-feira (14). A mudança ocorre no momento em que a Lilly também se inclina cada vez mais por uma identidade com um único nome, retirando a palavra “Eli” de seus materiais de marketing. Assim como a Lilly, a Novo manterá seu nome completo como denominação legal global da empresa. O diretor executivo Mike Doustdar está impulsionando a Novo a se tornar mais ágil e competitiva, à medida que a empresa dinamarquesa tenta recuperar da Lilly uma fatia maior do mercado de obesidade, no qual foi pioneira. A marca é “estrategicamente importante”, afirmou Doustdar. ⟶ Assine as newsletters da Bloomberg Línea e receba as notícias do dia em primeira mão no e-mail.Para a Novo, a remoção de “Nordisk” do nome de uso cotidiano elimina uma ligação com a história da empresa. A farmacêutica foi fundada como Nordisk Insulinlaboratorium em 1923, levando para a Dinamarca a tecnologia recém-descoberta para a produção de insulina. Ex-funcionários fundaram a filial rival Novo dois anos depois, e as duas se fundiram em 1989. Doustdar apresentará a nova identidade de marca aos funcionários na terça-feira. Na próxima semana, ele se reunirá com investidores no evento anual da empresa dedicado aos mercados de capitais.Leia também: Com avanço do Wegovy, Novo impulsiona previsão de crescimento econômico da Dinamarca“Um novo nome, logotipo e slogan devem ser acompanhados por uma verdadeira mudança estratégica”, escreveu Evan David Seigerman, analista da BMO Capital Markets, em uma nota. O encontro da próxima semana “deve trazer substância e direção estratégica para apoiar uma organização sustentável até a década de 2030 e além”. Veja mais em bloomberg.com


















