B3 passa a divulgar o Ibovespa em dólar a partir desta segunda-feira
A partir desta segunda-feira (14), a B3 passou a publicar uma nova versão do Ibovespa: o Índice Ibovespa B3 em Dólares Americanos. O indicador acompanha o mesmo desempenho do principal índice da bolsa brasileira, mas converte o resultado para a moeda dos Estados Unidos, incorporando ao cálculo também a variação cambial do período. A criação do índice foi comunicada pela B3 por meio de ofício circular divulgado em 10 de setembro.
Na prática, o novo indicador separa dois efeitos que hoje aparecem misturados para quem só acompanha o Ibovespa em reais: o desempenho das ações propriamente dito e o impacto da variação do câmbio. Uma valorização da bolsa brasileira medida em reais, por exemplo, pode representar um ganho menor — ou até uma perda — quando convertida para dólar, caso o real se desvalorize com força no mesmo intervalo. O caminho inverso também vale: se o real se fortalece, o retorno em dólar tende a ficar ainda mais expressivo do que o registrado na moeda local.
A conversão é feita com base na taxa WMR, referência de câmbio calculada pela WM/Reuters e atualizada diariamente às 16h no horário de Londres, equivalente a meio-dia em Brasília. O índice é publicado em duas versões — de fechamento e de liquidação — ao final de cada pregão, disponibilizadas pelo canal Índices on Demand da bolsa. Segundo a B3, o objetivo é ampliar a leitura do mercado acionário brasileiro para investidores estrangeiros, gestores globais e fundos referenciados em dólar, oferecendo uma métrica diretamente comparável a outros benchmarks internacionais, como o S&P 500.
O lançamento não é uma medida isolada. Na mesma semana, a B3 anunciou que os BDRs de empresas brasileiras passarão a integrar o universo de ativos elegíveis para compor o Ibovespa, mudança prevista para entrar em vigor no primeiro quadrimestre de 2027. Também nesta segunda-feira, a bolsa previa estrear o Índice B3 Market Neutral, novo indicador que mede diariamente o desempenho de uma carteira teórica com exposição ao IBrX50 e ao contrato futuro do Ibovespa.
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