Wall Street sobe após relatório de inflação de agosto e queda no preço do petróleo
11 Set (Reuters) – Os principais índices acionários dos Estados Unidos subiam nesta sexta-feira, colocando-os no caminho de encerrar a semana com um tom positivo, mesmo com dados indicando que os preços ao consumidor aceleraram em agosto.
O índice de preços ao consumidor subiu 0,4% no mês passado, após alta de 0,1% em julho, informou o Escritório de Estatísticas do Trabalho do Ministério do Trabalho. Nos 12 meses até agosto, a inflação ao consumidor avançou 3,4%, mesma taxa de julho.
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Inflação ao consumidor dos EUA sobe 0,4% em agosto, como esperado; núcleo fica acima
“Para mim, esse é um resultado dentro do esperado que provavelmente não vai satisfazer ninguém, seja você altista ou baixista”, disse Joe Saluzzi, cofundador e codiretor de operações com ações da Themis Trading.
As oscilações das expectativas em relação à taxa de juros deixaram o cenário de mercado frágil, enquanto as ações enfrentam uma série de desafios, incluindo o conflito cada vez mais intenso no Oriente Médio e os rendimentos elevados dos Treasuries.
O relatório dos preços ao consumidor veio na sequência da leitura do índice de preços ao produtor divulgada na quinta-feira, que ficou ligeiramente acima do esperado e pouco contribuiu para tranquilizar os investidores.
“Acreditamos que o Federal Reserve precisa responder a esses fatores no curto prazo ou corre o risco de repetir a inflação elevada da década de 1970, o que representaria mais um fracasso da política monetária discricionária”, segundo Said Haidar, fundador da Haidar Capital Management.
O Índice Dow Jones Industrial Average subia 1,23%, para 52.703,09 pontos, enquanto o S&P 500 avançava 1,05%, a 7.671,57 pontos, e o Nasdaq Composite tinha alta de 1,08%, para 26.362,30 pontos.
O Índice de Volatilidade da CBOE, o termômetro do medo de Wall Street, caía 1,74 ponto, para 16,16, sinalizando uma diminuição da ansiedade dos investidores após o relatório sobre a inflação.
Os operadores avaliam em 86% a probabilidade de um aumento nos juros na próxima reunião do Fed, em comparação com quase 70% antes do relatório, de acordo com a ferramenta CME FedWatch.





















