Brics pede reforma urgente de FMI e Banco Mundial para ampliar voz de emergentes
Os ministros das Finanças e os presidentes dos bancos centrais dos países do Brics reiteraram, nesta sexta-feira (11), os apelos por uma reforma urgente do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, a fim de conceder às economias emergentes e em desenvolvimento maior peso nas decisões dessas duas instituições.As instituições de Bretton Woods, criadas após a Segunda Guerra Mundial, devem refletir melhor as mudanças na economia global, afirmaram em uma declaração conjunta, pedindo o aumento das cotas e dos direitos de voto dos países emergentes e em desenvolvimento no FMI. Eles também apoiaram uma maior representação dessas economias na liderança do FMI e do Banco Mundial."Reiteramos a necessidade urgente de reformar as instituições de Bretton Woods para torná-las mais ágeis, eficazes, confiáveis, inclusivas, adequadas ao seu propósito, imparciais, responsáveis e representativas", afirmaram os ministros das Finanças e os presidentes dos bancos centrais na declaração.⟶ Assine as newsletters da Bloomberg Línea e receba as notícias do dia em primeira mão no e-mail.O apelo não é novo. O Brics há muito vem pressionando para que as nações em desenvolvimento tenham maior influência nas instituições financeiras globais, argumentando que sua representação deve refletir seu peso crescente na economia mundial.As autoridades também criticaram o protecionismo crescente, expressando “sérias preocupações” com tarifas unilaterais e outras medidas comerciais e financeiras que, segundo eles, distorcem o comércio, são incompatíveis com as regras da Organização Mundial do Comércio e pesam mais fortemente sobre as economias em desenvolvimento. Leia também: Brics x G7: os números por trás do desafio de emergentes por influência econômicaEles também citaram tensões geopolíticas, fragmentação comercial, incerteza política, dívida e pressões inflacionárias entre os riscos para as perspectivas globais.No que diz respeito aos pagamentos, os países do Brics concordaram em continuar explorando formas de tornar as transações transfronteiriças entre os membros mais rápidas e baratas, incluindo um maior uso de moedas locais para comércio e investimento. A Bloomberg News informou esta semana que a Índia está pressionando os países do BRICS a ampliar o uso de moedas digitais respaldadas por bancos centrais para pagamentos internacionais, embora não chegue a apoiar uma rede unificada de pagamentos que pudesse ser vista como um desafio ao dólar.Veja mais em bloomberg.com



















