Mini-índice (WINV26): sobrecompra acende alerta antes de CPI e IPCA
Os contratos de mini-índice (WINV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (10/09) em alta de 0,95%, aos 190.465 pontos, retomando o fluxo positivo. O Ibovespa avançou 1,42%, aos 188.268,59 pontos, após reverter as perdas iniciais com o fortalecimento do trade eleitoral. A queda dos juros futuros e do dólar também favoreceu os ativos brasileiros. Bancos, Petrobras (PETR3; PETR4) e varejistas sustentaram o índice, enquanto Vale (VALE3) recuou. No exterior, Wall Street e as bolsas europeias caíram com o petróleo acima de US$ 100, os temores inflacionários e a alta dos juros pelo Banco Central Europeu.
Para os traders de mini-índice, o foco estará no IPCA brasileiro e no CPI dos Estados Unidos. A reação dos juros futuros aos dados de inflação, o desempenho dos bancos e a continuidade da alta de Petrobras deverão indicar se o fluxo comprador permanece. Vale, o petróleo e os desdobramentos do cenário eleitoral e da crise no STF também poderão ampliar a volatilidade e favorecer uma realização.
Análise do gráfico de 15 minutos
Na minha leitura do gráfico de 15 minutos, o mini-índice encerrou a última sessão no campo positivo e acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. A configuração reforça o predomínio do fluxo comprador e mantém aberta a possibilidade de continuidade da valorização.
Para prolongar o movimento de alta, será necessária a entrada de força compradora capaz de superar a resistência de 190.780/191.050 pontos. O rompimento dessa faixa poderá levar o contrato até 191.930/192.190 pontos. Se o avanço ganhar maior intensidade, o alvo mais longo estará em 192.495/192.815 pontos.
No sentido contrário, acompanho inicialmente o suporte de 190.190/189.690 pontos. A perda dessa região poderá estimular a entrada de fluxo vendedor e levar o mini-índice até 189.335/188.740 pontos. Em uma correção mais ampla, o próximo objetivo estará em 187.500/186.720 pontos.
No gráfico diário, observo que o mini-índice retomou o movimento de alta e permanece acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. Essa estrutura favorece os compradores e deixa espaço para novos avanços, desde que o contrato consiga superar as resistências mais próximas.
Para dar continuidade à valorização, o WINV26 precisa romper a região de 191.930/192.115 pontos. Acima dessa faixa, os próximos objetivos estarão em 195.030/199.500 pontos.
Uma reversão do movimento positivo dependerá inicialmente da perda da região formada pelas médias móveis e pelos suportes de 186.745/183.670 pontos. Caso essa faixa seja rompida, a correção poderá ganhar força em direção a 178.425/167.975 pontos.
O IFR de 14 períodos está em 73,15 pontos, dentro da zona de sobrecompra. O indicador confirma a intensidade da valorização recente, mas também aumenta a possibilidade de realização de lucros ou acomodação dos preços. Isoladamente, entretanto, a sobrecompra não caracteriza uma reversão da tendência.

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WINV26: Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, vejo que o mini-índice encerrou a última sessão em alta e acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. A configuração mantém o viés comprador e favorece a continuidade do movimento positivo, embora o contrato ainda precise vencer regiões importantes de resistência.
Para prolongar a alta, o ativo deverá superar a faixa formada por 190.780/191.930/192.495 pontos, preferencialmente com aumento de volume. O rompimento poderá abrir caminho para 195.030/195.915 pontos. Em um movimento mais amplo, os próximos objetivos estarão em 198.500/200.440 pontos.
Para retomar o fluxo de baixa, o mini-índice precisará perder a região de suporte de 188.900/187.195/185.520 pontos. Abaixo dessa faixa, poderá buscar 183.670/181.970 pontos. O alvo mais longo da correção estará em 178.610 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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