TIM (TIMS3) aprova recompra de até R$ 1 bilhão em ações; entenda o que muda
A TIM (TIMS3) voltou a colocar a recompra de ações no centro de sua política de alocação de capital. O Conselho de Administração aprovou nesta quinta-feira (20) um novo programa que permitirá à companhia adquirir até 55,19 milhões de ações ordinárias, equivalentes a cerca de 2,31% do capital total, com limite financeiro de R$ 1 bilhão.
Batizado de Programa 9, o plano substitui a recompra anterior, encerrada em 12 de agosto. A nova autorização ficará válida até 19 de fevereiro de 2028, e as ações adquiridas poderão ser mantidas em tesouraria ou canceladas posteriormente.
Como funciona a recompra de ações da TIM?
Em uma recompra, a própria companhia utiliza recursos disponíveis para comprar suas ações no mercado. Quando esses papéis são cancelados, o número de ações em circulação diminui e cada acionista passa a representar uma fatia proporcionalmente maior da empresa, desde que mantenha sua posição.
No caso da TIM, a administração afirma que a decisão está ligada à percepção de que o preço atual das ações não reflete integralmente o valor intrínseco da companhia e às perspectivas de crescimento do negócio.
A recompra também funciona como instrumento de remuneração ao acionista ao lado de dividendos e juros sobre capital próprio. No guidance de 2026, a TIM estima R$ 5,3 bilhões a R$ 5,5 bilhões em retorno total aos acionistas, valor que considera os diferentes mecanismos de distribuição de capital.
O programa anterior ajuda a dimensionar essa estratégia. A TIM havia sido autorizada a comprar até 67,2 milhões de ações e encerrou o período após adquirir 46,88 milhões de papéis. Desse total, aproximadamente 28,68 milhões foram cancelados, enquanto o restante permaneceu em tesouraria.
O que os analistas veem em TIMS3?
A forte geração de caixa é uma das razões pelas quais a companhia mantém espaço para remunerar acionistas. No segundo trimestre de 2026, o fluxo de caixa operacional alcançou R$ 1,24 bilhão, crescimento de 10,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A XP avaliou o balanço do 2T26 como neutro a levemente negativo. Enquanto a geração de caixa permaneceu como um ponto positivo, a casa chamou atenção para a desaceleração de algumas métricas do negócio móvel. A recomendação para TIMS3 permanece neutra.
A própria página de Relações com Investidores da TIM mostra uma visão dividida entre as casas que acompanham o papel. Cerca de 28% das recomendações são de compra, 67% são neutras e 6% indicam venda, com preço-alvo mediano de R$ 24 por ação.
Para o acionista, a aprovação do novo programa não significa que os R$ 1 bilhão serão necessariamente utilizados por completo, já que as compras dependerão das condições de mercado e das decisões da administração ao longo do período. O limite permite que a recompra de ações da TIM (TIMS3) alcance até 55,19 milhões de papéis até fevereiro de 2028.

























































