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Sem proposta, servidores do BC mantêm greve, mas dizem que Pix não será afetado

Sem proposta, servidores do BC mantêm greve, mas dizem que Pix não será afetado

Paralisação vem afetando divulgação de dados e de taxas como a Ptax

Banco Central do Brasil

Foto: Shutterstock

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O Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central) informou que os servidores da instituição, que estão em greve desde a última sexta-feira (1º), decidiram manter a paralisação após reunião com o governo.

Nesta terça, representantes dos servidores se reuniram com Leonardo Sultani, titular da Secretaria de Gestão de Pessoas do Ministério da Economia, mas não obtiveram uma proposta formal de reajuste salarial.

O sindicato, que vinha indicando que o Pix poderia ser afetado pela paralisação, voltou atrás e agora afirma que o sistema de pagamentos não será afetado. O Banco Central já afirmou que o Pix é considerado um serviço essencial –nesses casos, a legislação prevê que os servidores podem ser demitidos em caso de greve apesar da estabilidade.

“A greve poderá afetar ainda mais a divulgação do Boletim Focus e de diversas taxas financeiras [Ptax, a taxa que é referência para o mercado de câmbio], bem como as atividades preparatórias do Comef [Comitê de Estabilidade Financeira] e do Copom [Comitê de Política Monetária]”, afirmou o Sinal em nota.

A reivindicação acontece após o governo conceder um aumento de R$ 1,7 bilhão somente aos policiais federais.

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A operação padrão que vem sendo realizada já vem forçando o órgão a adiar e cancelar a divulgação de dados importantes que estavam previstos.

Se o governo decidir conceder um aumento de 5% a todo o funcionalismo, os custos para os cofres públicos seriam de R$ 20 bilhões ao ano, segundo cálculos da IFI (Instituição Fiscal Independente).

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