Santander mantém MBRF como favorita e vê cenário difícil para frigoríficos nos EUA
O Santander manteve recomendação de compra para MBRF (MBRF3) e Sigma Foods, com a empresa brasileira como principal escolha do banco no país, enquanto segue neutro para JBS (BDR: JBSS32), Minerva (BEEF3), Tyson Foods e Pilgrim’s Pride.
A cautela com parte do setor está relacionada principalmente ao ciclo negativo do gado nos Estados Unidos e aos custos mais elevados de grãos para produtores de aves e suínos.
MBRF (MBRF3) é favorita no Brasil
A MBRF segue como principal escolha do Santander no Brasil, com preço-alvo de R$ 25, apoiada pelo desempenho da divisão BRF. O banco destaca as fortes exportações para o Oriente Médio e a recuperação da demanda por alimentos processados, que devem compensar parcialmente um mercado doméstico mais fraco.
Para a Minerva, o Santander mantém preço-alvo de R$ 4,50 e uma visão mais cautelosa. A baixa do ciclo pecuário brasileiro e a suspensão das exportações de carne bovina para a China são os principais riscos no curto prazo.
Por outro lado, uma eventual recuperação das exportações para a Argentina e a redução dos estoques da companhia podem ajudar os resultados no segundo semestre de 2026.
Santander vê pressão sobre JBS (JBSS32) nos EUA
Para a JBS, o Santander mantém recomendação neutra diante de um cenário mais desafiador para as proteínas nos Estados Unidos. O banco espera que as margens dos frigoríficos de carne bovina permaneçam abaixo do ponto de equilíbrio até 2028, em meio ao processo de recomposição do rebanho americano.
Além disso, os preços do milho acumulam alta de cerca de 15% no ano, aumentando a pressão sobre os custos dos segmentos de aves e suínos.
Embora o fechamento recente de unidades indique uma postura mais racional da indústria para preservar margens, o Santander ainda espera um longo processo de recomposição do rebanho nos EUA.
Sigma pode superar projeção de EBITDA
No México, a Sigma continua sendo a principal escolha do Santander no setor de proteínas das Américas, com preço-alvo de 24 pesos mexicanos.
A preferência é sustentada principalmente por custos de matérias-primas melhores que o esperado, especialmente peru e carne suína, além de um ambiente cambial mais favorável.
Com isso, o Santander estima que a companhia possa superar sua projeção de US$ 1,1 bilhão de EBITDA em 2026. A estimativa do banco está 5,7% acima do guidance da companhia, enquanto o consenso está 4,6% acima.
Carne bovina brasileira terá segundo semestre difícil
O Santander espera um segundo semestre de 2026 desafiador para a carne bovina brasileira, principalmente pela ausência do mercado chinês e pelos preços mais elevados do gado.
No segmento de aves, por outro lado, o cenário é mais equilibrado, com a fraqueza da demanda doméstica sendo compensada pelas exportações fortes.
O banco também recomenda atenção à alavancagem e ao perfil de dívida dos frigoríficos brasileiros, especialmente em um cenário de juros elevados.





















