IPCA + 7,5%: deflação de agosto derruba taxas do Tesouro Direto
As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto caíram de forma generalizada na manhã desta sexta-feira (11). O fechamento acontece depois que o IBGE informou que o IPCA registrou deflação de 0,32% em agosto, recuo mais intenso do que o projetado pelo mercado.
As expectativas coletadas em pesquisa da Reuters apontavam para deflação de 0,29% no mês e alta de 4,27% em 12 meses. O índice fechou agosto com variação acumulada de 4,22% no intervalo de um ano.
Habitação (-1,87%) e Transportes (-0,86%) lideraram as quedas entre os grupos de despesa. Na ponta oposta, Despesas pessoais avançou 1,30% e respondeu pelo maior impacto positivo do mês (0,13 ponto percentual), puxado pela alta de 19,59% no preço do cigarro.
Nos papéis prefixados, o recuo foi de 8 a 10 pontos-base em relação ao fechamento de quinta-feira (10), com as maiores quedas nos vencimentos mais longos:
Entre os títulos atrelados à inflação, a compressão mais forte apareceu no vencimento mais curto da lista, o IPCA+ 2032, que perdeu 15 pontos-base de juro real. Nos demais papéis, o movimento foi mais uniforme, entre 7 e 9 pontos-base:
Dados de inflação mais fracos do que o esperado reduzem a projeção do mercado para os juros futuros, o que impacta diretamente a precificação dos títulos públicos. Para quem já comprou prefixados e papéis atrelados à inflação, a queda nas taxas significa valorização dos títulos na carteira. Por outro lado, quem não tem esses instrumentos no portfólio agora tem taxas menores à disposição.


















