Mini-índice (WINV26): correção ganha força ou compradores reagem?
Os contratos de mini-índice (WINV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (09/09) em baixa de 0,80%, aos 188.550 pontos. O Ibovespa recuou 0,93%, aos 185.629,04 pontos, registrando a maior queda em quatro semanas. No exterior, Wall Street e as bolsas europeias caíram com a alta dos rendimentos dos Treasuries e o petróleo acima de US$ 100, cenário que reforçou os temores inflacionários. No Brasil, a crise no STF, o avanço dos juros futuros e a queda das exportações para os Estados Unidos aumentaram a cautela. Bancos e varejistas pressionaram o índice, enquanto Petrobras (PETR3; PETR4), PRIO (PRIO3) e Vale (VALE3) limitaram parte das perdas.
Para os traders de mini-índice, o foco estará no PPI dos Estados Unidos, na decisão de juros do Banco Central Europeu e nos dados do setor de serviços brasileiro. A reação dos juros futuros e dos bancos deverá ser decisiva para o contrato, enquanto o petróleo poderá continuar favorecendo Petrobras e outras petroleiras. Esses fatores indicarão se a correção ganha força ou se o índice encontra espaço para recuperação.
Análise do gráfico de 15 minutos
Na minha leitura do gráfico de 15 minutos, o mini-índice encerrou a última sessão no campo negativo, mas apresentou recuperação na parte final do pregão. Esse movimento permitiu que o contrato terminasse acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, preservando a possibilidade de reação compradora no curtíssimo prazo.
Para dar continuidade à queda, será necessária a entrada de fluxo vendedor capaz de romper o suporte de 187.980/187.025 pontos. A perda dessa faixa poderá intensificar a correção e levar o contrato até 185.520/183.670 pontos. Em um movimento negativo mais amplo, o alvo seguinte estará em 182.665/181.970 pontos.
No sentido contrário, a retomada do fluxo comprador dependerá da superação da resistência de 188.800/189.750 pontos. Um rompimento consistente poderá abrir caminho para 190.230/191.045 pontos. Se a alta ganhar força, o alvo mais longo estará em 191.930/192.190 pontos.
No gráfico diário, observo que o mini-índice retomou o movimento de baixa na última sessão e poderá prolongar a correção. Apesar do recuo, a estrutura principal ainda é positiva, já que o contrato permanece acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos.
Para recuperar o fluxo de alta, o WINV26 precisa superar a região de resistência de 191.930/192.115 pontos. Acima dessa faixa, os próximos objetivos aparecem em 195.030/199.500 pontos.
Caso a pressão vendedora continue, acompanho a região formada pelas médias móveis e pelos suportes de 186.670/184.980 pontos. A perda dessa faixa poderá aprofundar a correção em direção a 177.530/167.975 pontos.
O IFR de 14 períodos está em 70,56 pontos, dentro da zona de sobrecompra. O indicador reforça a intensidade da valorização recente, mas também aumenta a possibilidade de realização de lucros ou acomodação dos preços. Isoladamente, entretanto, essa condição não confirma uma reversão da tendência de alta.

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WINV26: Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, vejo que o mini-índice encerrou a última sessão em baixa e passou a negociar entre as médias móveis de 9 e 21 períodos. Essa configuração mostra maior equilíbrio entre compradores e vendedores e deixa o contrato em uma região importante de definição.
Para retomar o movimento de alta, o ativo precisa superar a região de resistência formada por 189.140/191.930/192.495 pontos, preferencialmente com aumento de volume comprador. Acima dessa faixa, os próximos objetivos estarão em 195.030/195.915 pontos e, posteriormente, em 198.500/200.440 pontos.
Para prolongar o fluxo corretivo, o mini-índice precisa perder o suporte de 186.895/185.520 pontos. O rompimento poderá levar o contrato até 183.670/181.970 pontos. Em uma correção mais extensa, o alvo mais longo estará em 178.610 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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