US Open quebra barreira dos US$ 100 mi em premiação e faz aceno a estrelas do tênis
O US Open anunciou nesta quinta-feira (20) a maior premiação da história do tênis, elevando o valor total distribuído aos atletas para US$ 101 milhões em 2026.
O montante representa uma alta de 19% em relação aos US$ 85 milhões pagos no ano passado e marca a primeira vez que um torneio de tênis supera a marca de US$ 100 milhões em premiação.
O aumento ocorre em meio à pressão crescente dos jogadores por uma participação maior nas receitas dos Grand Slams.
Nos últimos meses, tenistas de elite organizaram protestos durante Roland Garros e Wimbledon para cobrar uma distribuição mais favorável dos ganhos gerados pelos maiores torneios do circuito. O grupo defende que, até 2030, a premiação represente 22% das receitas totais dos quatro Grand Slams.
Além do reajuste recorde, os organizadores dos quatro principais torneios do tênis anunciaram a criação de um conselho de jogadores, uma das principais reivindicações dos atletas. A nova estrutura permitirá que os tenistas participem de discussões sobre questões esportivas que afetam coletivamente os Grand Slams.
Segundo Craig Tiley, novo presidente da Federação de Tênis dos Estados Unidos (USTA), a medida representa um primeiro passo em um plano de longo prazo para ampliar os benefícios oferecidos aos atletas.
O US Open também criou um programa de apoio aos jogadores, com aporte inicial de US$ 2 milhões, além de destinar outros US$ 5 milhões em subsídios. Somadas à premiação, as iniciativas elevam para US$ 108 milhões o compromisso financeiro da organização com os atletas.
As negociações ajudaram a dissipar o risco de boicotes ao torneio, que chegaram a ser cogitados por alguns dos principais nomes do circuito.
Os campeões das chaves de simples receberão um prêmio recorde de US$ 5,5 milhões em 2026, enquanto os vice-campeões embolsarão US$ 2,8 milhões. Os tenistas eliminados na primeira rodada ganharão US$ 140 mil, valor 27% superior ao do ano passado.
O torneio, que começa no fim de agosto em Nova York, também deve registrar receitas recordes para a USTA, impulsionado pelo aumento dos preços dos ingressos e por investimentos de US$ 800 milhões na modernização do Arthur Ashe Stadium, principal quadra do complexo.





















































