Ibovespa avança com apoio de Petrobras, mas incertezas ainda pressionam
Após uma abertura mais fraca, o Ibovespa trabalhava com sinal positivo nesta quinta-feira, apoiado principalmente pelo avanço das ações da Petrobras em meio à alta dos preços do petróleo no exterior.
Por volta de 13h35, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,15%, a 168.080,69 pontos, após recuar a 166.965,79 pontos na mínima até o momento. Na máxima, chegou a 168.436,05 pontos.
O volume financeiro no pregão somava R$6,3 bilhões.
Na véspera, o Ibovespa avançou 0,9%, a 167.830,27 pontos, encerrando uma série de 11 fechamentos negativos.
O índice já mudou de direção duas vezes durante essa sessão, primeiro partindo de abertura em queda, após os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano voltarem a subir. Mesmo após anúncio de recompra dobrada, os títulos só passam a ter alívios com falas de Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, à CNBC.
Bessent afirmou que a meta de cerca de US$ 4 bilhões em recompra de títulos pode ser ampliada para criação de mercado de títulos longos do governo.
Tendência de baixa
De acordo com o analista técnico Gilberto Coelho, da XP, apesar da alta da véspera, o Ibovespa segue em tendência de baixa pelas médias de 21 e 200 dias.
“Abaixo dos 166.300 poderia buscar suportes nos 160.000 ou 155.000. Teria sinal de repique altista fechando acima dos 170.340 mirando resistências nos 173.500 em teste de suas médias ou 180.500”, afirmou em relatório a clientes.
Nesta quinta-feira, o cenário externo também se mostrava desfavorável ao apetite a risco, com o avanço nos rendimentos dos Treasuries, enquanto o S&P 500 registrava declínio de 0,33%, com dados do Walmart também sob o holofote.
Destaques
As ações da Petrobras figuravam entre os destaques positivos do Ibovespa. Os papéis preferenciais (PETR4) avançavam 2,51%, enquanto as ações ordinárias (PETR3) subiam 2,91%, apoiadas pela valorização dos preços do petróleo no mercado internacional. O movimento também refletia a repercussão da recente descoberta de hidrocarbonetos em um poço exploratório na Bacia da Foz do Rio Amazonas.
Em sentido oposto, Vale (VALE3) operava próxima da estabilidade, com leve queda, acompanhando o recuo dos contratos futuros de minério de ferro na China. A fraqueza também contaminava outras empresas ligadas à mineração e siderurgia, como Gerdau, CSN, CSN Mineração e Usiminas.
No setor financeiro, os bancos apresentavam desempenho misto, ainda sob influência das preocupações com o cenário de crédito e inadimplência no país. Itaú Unibanco registrava queda, assim como Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3), enquanto Santander Brasil (SANB11) conseguia operar em alta moderada.
Entre as maiores perdas do pregão, Hapvida (HAPV3) ampliava a trajetória negativa observada ao longo do mês, ainda pressionada pela recepção desfavorável do mercado aos resultados do segundo trimestre. Magazine Luiza (MGLU3) também recuava com força, em meio à percepção de que as dificuldades enfrentadas por empresas do varejo refletem desafios mais amplos do setor, marcados por juros elevados, crédito restrito e consumidores mais endividados.
Entre os destaques de valorização, Minerva (BEEF3) avançava significativamente, acompanhando mais uma sessão favorável para as empresas do segmento de proteínas na B3, enquanto Marfrig (MRFG3) também registrava ganhos. Marcopolo (POMO4) subia após anunciar a aprovação de pagamento de dividendos e um programa de recompra de ações, medidas geralmente bem recebidas pelos investidores.
Já a SLC Agrícola (SCLE3) era impulsionada por uma revisão positiva de recomendação por parte do UBS BB, que avaliou que os riscos relacionados aos impactos do El Niño sobre a produtividade da companhia já estão amplamente refletidos nos preços das ações.




















































