Vice de Marçal vira réu por associação criminosa e violência política de gênero
O presidente nacional do PRTB e candidato a vice-presidente na chapa de Pablo Marçal, Leonardo Avalanche, virou réu pela Justiça de São Paulo por associação criminosa, violência política de gênero e inserção de dados falsos em sistemas públicos.
A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público em janeiro e aceita pela Justiça paulista em março de 2026. A informação foi revelada pelo Metrópoles e confirmada pelo InfoMoney.
O processo está relacionado à disputa pelo controle do PRTB em 2024. Segundo o Ministério Público de São Paulo, Avalanche e outros denunciados teriam organizado uma fraude na eleição interna da legenda realizada em fevereiro daquele ano.
A acusação afirma que dezenas de pessoas foram incluídas no processo partidário como se fossem fundadores do PRTB. Para viabilizar a votação, teriam sido utilizados documentos falsos e assinaturas atribuídas indevidamente aos integrantes originais da sigla. Na avaliação do MP-SP, a operação tinha como objetivo garantir a vitória do grupo de Avalanche na direção partidária.
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Disputa interna
Depois da eleição interna, a então vice-presidente do PRTB, Rachel de Carvalho, passou a ser alvo de ações para afastá-la do partido, segundo a denúncia.
O Ministério Público atribui a Avalanche declarações ofensivas relacionadas ao gênero da dirigente e ameaças contra sua vida. Em um dos episódios descritos no processo, ele teria informado que Rachel deveria se despedir da família caso recebesse determinado código.
Em outra ocasião, segundo a acusação, ela teria sido pressionada a assinar digitalmente uma renúncia ao cargo. O MP sustenta que o documento foi obtido mediante intimidação e ameaça. Também há acusação de que Avalanche tentou coagir Rachel a participar de cobranças ilegais contra prefeitos e outros políticos.
Por envolver suspeitas de violência política contra mulher, o processo tramita sob sigilo.
Filiações também entram no caso
Outra parte da denúncia trata de alterações partidárias envolvendo Rachel e pessoas próximas a ela. Segundo o MP-SP, dados dessas pessoas teriam sido utilizados para registrá-las no Mobiliza sem autorização. Como consequência, elas deixaram automaticamente de constar como filiadas ao PRTB.
A acusação afirma ainda que informações sobre essas movimentações foram publicadas posteriormente nos sistemas partidários com datas retroativas, numa tentativa de dar aparência regular às mudanças.
Com o recebimento da denúncia, Avalanche passa a responder formalmente às acusações na Justiça. A abertura da ação penal não representa condenação, e os fatos ainda serão analisados durante o processo.





















































