Fundador da Evergrande é condenado a prisão perpétua na China; penas de outros cinco executivos vão de 6 a 18 anos
O ex-presidente da Evergrande, Xu Jiayin, também conhecido como Hui Ka Yan, em 2012 AFP O bilionário fundador da Evergrande, a incorporadora imobiliária mais endividada do mundo, foi condenado à prisão perpétua na quinta-feira (19) por um tribunal chinês, que ordenou o confisco de todos os seus bens pessoais. Hui Ka Yan (nome em cantonês), também conhecido como Xu Jiayin (nome em mandarim), declarou-se culpado, em abril, de oito acusações, incluindo desvio de recursos, fraude na captação de fundos e captação ilegal de depósitos do público. A Evergrande, que já foi a principal incorporadora da China, entrou em inadimplência a partir de 2021 em relação à maior parte de suas dívidas, que somam US$ 300 bilhões (cerca de R$ 1,5 trilhão); suas dificuldades são emblemáticas de uma crise no setor imobiliário que há muito tempo pesa sobre a segunda maior economia do mundo. A sentença de Hui encerra sua trajetória de ascensão meteórica, mas dificilmente trará grande alívio aos credores nacionais e estrangeiros da Evergrande. Além da sentença de Hui, o tribunal da cidade de Shenzhen, no sul do país, informou em comunicado que aplicou multas de 8,82 bilhões de yuans (US$ 1,31 bilhão; cerca de R$ 6,7 bilhões) à Evergrande e de 7 bilhões de yuans (cerca de R$ 5,4 bilhões) à sua principal subsidiária, a Hengda Real Estate, e condenou outros cinco executivos de alto escalão ao pagamento de multas e a penas de prisão que variam de seis a 18 anos. Miriam Leitão comenta crise da Evergrande





















































