Esquerda democrata vence primária do Senado na Flórida; Trump volta a comemorar
As primárias democratas para o Senado deram mais uma vitória à ala socialista do partido na noite de terça-feira (18), desta vez na Flórida. A deputada estadual Angie Nixon, considerada uma radical de esquerda, bateu Alexander Vindman, um tenente-coronel aposentado do Exército que ficou conhecido como uma principais testemunhas no processo de impeachment do presidente Trump, em 2019.
Trump aproveitou para comemorar nas redes sociais, como já havia feito no início do mês quando o muçulmano Abdul El-Sayed venceu as primárias de Michigan. “A derrota mais gratificante da noite passada foi a de um sujeito realmente desprezível e traidor, Alexander Vindman, para uma lunática da esquerda radical”, escreveu o presidente na rede Truth Social.
Especialistas que previam uma disputa mais apertada em caso da vitória de Vindman, agora já dão como provável que os republicanos vão manter a cadeira em disputa em novembro. Nixon vai enfrentar a senadora Ashley Moody, nomeada no ano passado pelo governador da Flórida, Ron DeSantis, para preencher a vaga deixada pelo secretário de Estado Marco Rubio. E endossada por Trump.
O presidente se referiu à candidata democrata como “alguém que não consegue falar nem pensar direito e que sofrerá uma derrota certa nas mãos de Ashley Moody, uma senadora verdadeiramente fantástica do grande estado da Flórida”.
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Trump continuou a atacar o derrotado Vindman. “Como vocês devem se lembrar, foi quem mentiu sobre a minha “ligação perfeita” com o presidente Zelensky, da Ucrânia, apenas para se descobrir que a conversa havia sido gravada como de praxe e provou que eu estava 100% certo (completamente inocente!). (…) Vindman deveria ser processado pelo que fez”, escreveu.
A candidata democrata diz que seu foco será a classe trabalhadora e a melhoria das condições do público caso seja eleita para representar o Estado do Sol no Senado. “Pessoas trabalhadoras merecem todas as oportunidades de alcançar a liberdade financeira com uma economia melhor que reduza custos, aumente a renda e proteja a chance de alcançar nossa própria versão do sonho americano”, diz anúncio no site da campanha de Nixon.
O Senado dos EUA tem hoje 53 republicanos e 47 democratas (incluindo dois independentes). Há 35 cadeiras em disputa em 2026, incluindo as eleições especiais na Flórida e em Ohio, das quais 22 são atualmente ocupados por republicanos. Os democratas poderiam retomar o controle com um ganho líquido de quatro lugares nas eleições de meio de mandato (“midterms”) marcadas para novembro.

























































