FIIs são uma boa opção? Veja o levantamento que o TradeMap preparou sobre esse investimento!

FIIs, foto de VichienPetchmai/Thinkstock

Quem acompanha o mercado acionário nessas últimas semanas sabe que a bolsa não anda lá aquelas coisas. Mas como sempre frisamos aqui, é muito importante que cada investidor diversifique não somente as empresas ou os setores em que investe, mas também os tipos de aplicações financeiras.

Pensando nisso, o TradeMap levantou alguns dados sobre os FIIs, ou conhecido também como fundos imobiliários, para que você tenha acesso a outros investimentos que podem te proporcionar um bom retorno no meio desses efeitos sobre o coronavírus na economia.

O que é um FII?

Não é de hoje que comprar algum imóvel é visto com bons olhos no mercado. Seja para alugar ou revender, existe um senso comum de que adquirir uma casa ou apartamento garante um crescimento do patrimônio.

Porém, não é tão fácil ou acessível como parece. O valor de um imóvel costuma ser alto, o que afasta um grande público desse tipo de investimento, além de burocrático.

Por isso, existe uma forma muito mais simples e acessível de investir no setor imobiliário! Os FIIs!

Assim como falamos no início deste artigo, o FII é a sigla de fundo de investimento imobiliário, que representa nada menos do que um condomínio de investidores. Essas pessoas que aplicam nesta modalidade buscam uma finalidade em comum: aplicar em ativos imobiliários!

Com isso, os recursos levantados são destinados ao desenvolvimento de empreendimentos imobiliários, como a construção de imóveis, aquisição de prédios já prontos ou também investimentos em projetos que viabilizam o acesso à habitação e serviços urbanos.

De uma forma básica, quem planeja investir em algum FII adquire cotas deste fundo.

Sendo assim, podemos entender o FII como um investimento em que o investidor compra certa quantidade de cotas do fundo e que pode ganhar dinheiro com a valorização da cota aplicada ou com a distribuição de rendimentos do administrador de tal fundo imobiliário.

Vale ressaltar que um FII também pode ter outros investimentos ligados a imóveis, como Letra de Crédito Imobiliário (LCI) ou Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI).

E agora vamos ao que interessa:

Os FIIs dão um bom retorno?

Com a queda forte na bolsa devido aos efeitos do coronavírus na economia global, os preços dos FIIs tiveram uma queda brusca, mas essa é uma classe de ativos com uma certa previsibilidade, já que recebe uma espécie de “aluguel mensal” dos inquilinos.

E esse aluguel é refletido para os acionistas em forma de dividendo!

Por conta desse cenário econômico, fizemos uma análise sobre o Dividend Yield dos FIIs do IFIX (bem similar ao Ibovespa, só que para fundos imobiliários). Esse levantamento mostra que alguns setores e papéis parecem estar com boas oportunidades, uma vez que existem fundos bem diversificados (vários imóveis), com inquilinos saudáveis financeiramente e com boa localização, que hoje estão sendo negociados abaixo de seu valor patrimonial.

É isso mesmo! Com toda essa correção, alguns FIIs tiveram queda tão acentuada que mesmo com a capacidade de gerar renda no longo prazo inalterada, pelo fato do curto prazo afetar momentaneamente a distribuição de renda e pelo cenário de lockdown que estamos vivendo, muitos ativos estão com o valor de mercado (cotação em bolsa) inferior ao valor que os ativos que compõem o fundo valem se fossem vendidos.

O que é Dividend Yield?

O Dividend Yield é um indicador que divide o dividendo por ação pelo preço do ativo.

Ex: se eu pago 1 real no FII e ele paga 0,10 real em aluguel no período de 12 meses, o Dividend Yield do papel é de 10%. Se o preço dessa ação cair pela metade (0,50 real) e continuarem existindo os aluguéis, então o Dividend Yield dessa ação dobra, indo para 20%

O gráfico acima mostra os dividendos pagos nos últimos 12 meses comparado em março e janeiro deste ano.

Para ver a lista completa com os FIIs, assista o vídeo abaixo:

Lucas Pellaquim ensina todos os detalhes dos FIIs no TradeMap

Já no Portal Web, siga as instruções abaixo para acompanhar o Dividend Yield de cada fundo:

Foto: VichienPetchmai/Thinkstock