Fundos de ações com foco em BDRs e small caps lideram ganhos em 2021; veja as carteiras que mais renderam

Para 2022, gestores preferem papéis small caps de empresas com receita em dólar e BDRs dos setores financeiro e de energia

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Foto: Pixabay

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Com a queda de 11,93% do Ibovespa em 2021, que levou renomados fundos como o Verde e o Bogari a amargarem perdas, poucas carteiras de ações tiveram ganhos. A aposta em recibos de ações de empresas estrangeiras (Brazilian Depositary Receipts, os BDRs) ou em papéis small caps, contudo, garantiu retorno positivo para alguns fundos, que lideraram os ganhos no ano passado.

Para 2022, esses gestores apostam em alocações mais defensivas, em papéis de empresas de menor capitalização de mercado com receita em dólar e em BDRs dos setores financeiro e de energia, diante de um cenário de maior volatilidade, com a alta das taxas de juros nos mercados externo e doméstico e com eleição presidencial no Brasil.

Levantamento do TradeMap, que considerou fundos de ações não exclusivos, com patrimônio acima de R$ 100 milhões nos últimos 12 meses e mais de 50 cotistas no fim de dezembro, mostra os fundos que conseguiram bater não só o Ibovespa, como tiveram retorno acima do CDI, que alcançou 4,39% em 2021.

Confira a seguir os dez fundos de ações com melhor desempenho no ano passado.

Fundo Retorno em 2021 – %
Fonte: TradeMap
Organon FIC FIA 53,82
Trígono Delphos Income FIC FIA 49,65
Trígono Flagship Small Caps FIC FIA 43,60
Trígono Flagship 60 Small Caps FIC FIA 42,87
Trígono Verbier FIC FIA 40,11
Bradesco FIC FIA BDR Nível I Plus 34,32
Itaú Bdr Nível 1 Ações FIC FI 33,51
Bradesco FIC FIA BDR Nível I 32,96
Safra FIC FIA BDR Nível I 32,93
Neuberger Berman US Multicap Opportunities Dolar Advisory FIC FIA Ie 32,71

Foco em ações small caps garante bom retorno em 2021

A garimpagem de boas oportunidades no segmento de ações small caps, que têm capitalização de mercado abaixo de R$ 10 bilhões, garantiu aos fundos das gestoras Organon Capital e Trígono Capital bons retornos em 2021. A baixa correlação com o índice Small Caps, que caiu 16,20% no ano passado, explica o desempenho muito superior ao do benchmark.

Em 2021, a venda de alguns ativos em carteira que tinham alcançado uma valorização expressiva, como os papéis da Ferbasa (FESA4), da Santos Brasil (STBP3) e da Wilson Sons (PORT3), permitiu à gestora Organon embolsar o lucro com algumas posições e contribuiu para a alta da ordem de 54% da carteira.

A valorização em 2021 de 155,5% das ações da Ferbasa, que atua nas áreas de mineração e metalurgia com a produção de ferroliga e ferrocromo, impulsionada pelo aumento dos preços desses produtos, foi uma das maiores contribuições para o retorno do fundo, responsável por 23% da performance no primeiro semestre.

“Começamos a investir na Ferbasa em 2020 com o papel a R$ 18 e, embora os lucros da empresa devam ser bem maiores em 2022 que em 2021, não temos a convicção da sustentabilidade desses lucros no médio e longo prazo e, por isso, saímos do papel a R$ 45”, diz Raphael Maia, diretor de investimentos da Organon. O papel fechou o último pregão (12) cotado a R$ 49,40.

A gestora tem 15 ações em carteira e tem focado mais em mid e small caps, mas também tem large caps no portfólio, como a petroquímica Braskem (BRKM5). “Montamos uma posição nas ações da empresa no primeiro semestre de 2021, quando vimos que o problema geológico em Alagoas já estava endereçado, assim como a questão do suprimento do gás etano na planta do México”, diz Maia.

Apesar de achar que os spreads petroquímicos (a diferença de preço em relação à matéria-prima) devam ceder um pouco em 2022, a tendência ainda continua positiva. Além disso, Maia vê potencial de alta para o papel com a migração da Braskem para o Novo Mercado após a venda das ações dos acionistas controladores, Petrobras e Braskem, que planejam uma oferta subsequente até fevereiro. “É um fato positivo que deve melhorar a governança da empresa.”

Com foco em ações small e micro caps, de empresas com capitalização de mercado abaixo de R$ 10 bilhões, a Trígono Capital teve quatro fundos entre as carteiras de ações com melhor performance em 2021.

O Trígono Delphos Income FIC FIA é mais focado em empresas que pagam dividendos, enquanto o Trígono Flagship Small Caps é voltado para companhias de menor capitalização e o Trígono Verbier é um fundo de ações livre.

Todos eles, contudo, seguem a mesma estratégia na escolha dos ativos, que passa pela seleção pela métrica financeira de Valor Econômico Agregado (EVA) , que mede o retorno gerado ao acionista após a dedução do custo do capital investido do lucro operacional. Outra preferência da gestora é por empresas com receita em dólar e baixa dívida em moeda estrangeira.

Além disso, todos os investimentos passam por uma avaliação em termos de ESG (que considera critérios ambientais, sociais e de governança). “Não investimos nem em Vale (VALE3), nem em JBS (JBSS3) ou Braskem”, afirma Werner Roger, gestor do fundo e sócio cofundador da Trígono, com passagens por Citi, Western Asset e Victoire Brasil Investimentos.

Ao todo, a Trígono tem 34 empresas investidas dos setores industrial, como a fabricante de componentes estruturais de ferro fundido Tupy; de mineração e metalurgia, com Ferbasa; do agronegócio, como a companhia de açúcar e álcool São Martinho; e químico, com a Unipar. “A Tupy tem 80% das receitas geradas fora do Brasil e tem plantas no México e Portugal”, diz Roger.

Para 2022, o gestor ainda vê o setor industrial com trajetória favorável, assim como as empresas com receita em dólar. “Devemos ter mais volatilidade no câmbio com as eleições no Brasil, o que deve fortalecer ainda mais o dólar, com a preocupação fiscal ainda pressionando o real”, diz.

Fundos de BDRs também na liderança

Com a alta de 33,65% do índice que acompanha as BDRs, o BDRX, em 2021, os fundos de ações que investem nesses ativos também foram destaque em 2021. Entre as carteiras que mais subiram estão os fundos da Bradesco Asset Management — Bradesco FIC FIA BDRNível I e Bradesco FIC FIA Bdr Nível I Plus –, que renderam mais de 30%.

Contribuíram para o desempenho as alocações em papéis do setor de tecnologia, como os BDRs da Apple (AAPL34) e da Microsoft (MSFT34), que tiveram alta de 43,3% e 63,3% respectivamente, e do setor financeiro, com uma das principais posições em Berkshire Hathaway (BERK34), afirma Rodrigo Santoro, head de renda variável da Bram.

Para 2022, a Bram está focando mais nos setores de energia, dado que os estoques de petróleo ainda estão baixos; no financeiro, cujas companhias devem se beneficiar da alta da taxa básica de juros nos EUA; e em empresas de valor, mais maduras e representantes da velha economia, que estão ainda com preços descontados, segundo Santoro.

“Vai ser um ano de mais volatilidade, que vai depender de como o Fed vai reagir aos dados de inflação, mas, no curto prazo, ainda vejo um cenário positivo para as ações americanas”, diz.

Apesar do cenário mais volátil com a alta de juros nos EUA, o gestor da Bram vê os fundos de BDRs como uma alternativa para diversificação de risco para o investidor brasileiro, principalmente em ano eleitoral.

O fundo da Itaú Asset Itaú Bdr Nível 1 Ações FIC FI, que também rendeu mais de 30% em 2021, busca montar uma carteira diversificada em diferentes setores, como financeiro, tecnologia e saúde, que foram os que mais contribuíram para o retorno positivo da carteira no no ano passado.

Entre as empresas que foram destaque na alocação em 2021 estão Microsoft, Apple, Wells Fargo (WFCO34), BofA (BOAC34) e Pfizer (PFIZ34), afirma Renato Eid, superintendente de estratégia beta e integração ESG da Itaú Asset.

O Itaú BDR Nivel 1 Ações investe em uma carteira de BDRs de empresas em que buscamos fundamentos robustos, e na qual tivemos ganhos em praticamente todas as posições ao longo do ano, justificando uma performance positiva em 2021”, diz.

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