Braskem (BRKM5): qual o efeito da saída dos controladores sobre os atuais acionistas?

Seus dois controladores, a Petrobras (PETR4) e a Novonor (antiga Odebrecht), indicaram a intenção de vender 100% de suas participações

Hoje, a Braskem (BRKM5) fez a festa dos seus investidores. A companhia anunciou o pagamento de dividendos na ordem de R$ 6 bilhões.

Foto: Braskem / Divulgação

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As ações da Braskem (BRKM5) operam em queda, na manhã desta quinta-feira, dia 16, mesmo após os seus dois controladores, a Petrobras (PETR4) e a Novonor (antiga Odebrecht), indicarem a intenção de vender 100% de suas participações – um movimento que era aguardado e bem visto pelo mercado.

Por volta das 11h50, o papel caía 1,56%, cotado a R$ 54,91.

Hoje, a Petrobras é dona de 47% das ações com direito a voto e 36,1% do capital integral da petroquímica, enquanto, a Novonor tem 50,1% das ações com direito a voto e 38,3% do capital integral. A saída deles, para os investidores, é algo que pode melhorar a governança da companhia.

Acionistas da Braskem
Fonte: Braskem

Quais são os reflexos para os acionistas

Vale lembrar que a Braskem tem 100% da chamada cláusula de tag along. Isso significa que, caso seja vendido o controle da empresa, seus acionistas terão os mesmos direitos que seus controlados. Outro efeito seria o aumento do free float (porcentual mínimo das ações da empresa que está em circulação no mercado) e da liquidez dos papéis da Braskem em bolsa. Hoje, a companhia tem 25,6% dos papéis que podem ser negociados diariamente.

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Conforme o fato relevante enviado ao mercado pela Petrobras, o acordo com a Novonor, além de viabilizar a saída dos controladores por meio de uma oferta secundária, estabelece diretrizes para migrar a Braskem para o Novo Mercado da B3, que tem os mais altos padrões de governança.

A Braskem precisará realizar estudos e análises necessárias para migração, que deve inclui adaptações de governança com as respectivas aprovações societárias. Com a migração, haverá a negociação e a assinatura de um novo acordo de acionistas.

Entretanto, como a companhia está em período de silêncio, em razão do recebimento do comunicado, e partindo para os estudos de análise de migração para o Novo Mercado, não é possível saber o tempo que esse processo vai levar. Mas, em geral, as empresas costumam gastar de três a seis meses para concluir os estudos.

É importante destacar também que a entrada da empresa no Novo Mercado da B3  poderá melhorar bastante a reputação da companhia, contribuindo para a melhora da sua classificação de risco pelas agências, tanto em razão de uma maior clareza na divulgação de seus negócios quanto na continuidade da melhora de seus indicadores de rentabilidade e de geração de caixa, dado o seu compromisso com a alavancagem.

 

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