Calculadora TradeMap: Portabilidade de crédito
Como funciona a calculadora de Portabilidade de crédito do TradeMap
Receber uma proposta de outro banco com taxa menor não significa, por si só, que trocar de credor vale a pena, porque a avaliação do bem, o registro em cartório e o seguro do novo contrato consomem parte do ganho. A calculadora apura a economia que sobra depois desses custos e informa em quantos meses a troca se paga.
A calculadora compara o custo total de permanecer no contrato atual com o custo total de transferir a dívida para outro banco, montando os dois cronogramas sobre o mesmo saldo devedor e o mesmo prazo restante e trocando apenas a taxa de juros e o seguro. Parte do saldo devedor atual, do número de parcelas restantes, da taxa atual e da taxa proposta pelo novo banco, do sistema de amortização, dos custos da troca e do valor mensal do seguro em cada contrato, e devolve o custo total de cada alternativa, a economia bruta no prazo, a economia líquida já descontados os custos, a redução na primeira parcela e o payback, que é o mês em que a economia acumulada cobre os custos da portabilidade.
Os campos de entrada
Saldo devedor atual e Parcelas restantes definem o ponto em que o contrato está hoje, e são mantidos iguais nos dois cenários, já que a portabilidade não permite aumentar o valor nem esticar o prazo da operação original.
Taxa atual (a.a.) e Taxa do novo banco (a.a.) são as taxas de juros anuais de cada contrato, e a diferença entre elas origina a economia bruta da troca.
Sistema de amortização define se os cronogramas seguem o SAC, de parcelas decrescentes, ou a tabela Price, de parcelas constantes, aplicando o mesmo sistema aos dois cenários.
Custos da portabilidade reúne as despesas da troca, como avaliação do bem, registro em cartório e taxas de averbação, que não alteram a economia bruta, mas reduzem a economia líquida e alongam o payback.
Seguro atual (mensal) e Seguro novo (mensal) são os seguros vinculados a cada contrato, somados ao custo total de cada alternativa. Um seguro novo mais caro corrói a economia obtida com a taxa menor e, se a diferença for grande o bastante, pode inverter o resultado, caso em que a calculadora avisa que a proposta nova custa mais que o contrato atual mesmo antes dos custos da troca.
O payback como critério de decisão
A taxa menor isolada não decide a portabilidade, porque os custos da troca são pagos de uma vez no início, enquanto a economia chega diluída ao longo das parcelas. O payback mede em quantos meses a economia acumulada cobre esses custos, e só faz sentido trocar de banco quando esse prazo cabe com folga dentro do prazo restante do contrato. Quem pretende quitar a dívida ou vender o bem antes do payback perde dinheiro com a portabilidade, mesmo tendo conseguido uma taxa menor. Quando a economia acumulada não chega a cobrir os custos até o fim do contrato, a calculadora indica que a troca não se paga no prazo restante.
O direito à portabilidade e o que o banco pode cobrar
O banco atual não pode impedir a portabilidade. A Resolução do Conselho Monetário Nacional nº 5.057, de 15 de dezembro de 2022, que rege a portabilidade de operações de crédito e de arrendamento mercantil financeiro, determina em seu art. 3º que a instituição credora original deve garantir a portabilidade quando solicitada pelo devedor, mediante o recebimento dos recursos transferidos pela instituição proponente. O art. 6º da mesma resolução estabelece que o valor e o prazo da nova operação não podem ser superiores ao saldo devedor e ao prazo remanescente da operação original, que é justamente a premissa adotada pela calculadora ao manter saldo e prazo fixos nos dois cenários. O art. 15 veda que os custos da troca de informações e da transferência de recursos entre as instituições sejam repassados ao devedor, de modo que os custos considerados na simulação são os de avaliação e cartório, não tarifas cobradas pela portabilidade em si.
A contraproposta do banco atual
Como a portabilidade é um direito do devedor e uma perda de carteira para o credor original, é comum que o banco atual apresente uma contraproposta para reter o cliente, cobrindo ou aproximando a taxa oferecida pelo concorrente. Essa alternativa tende a ser mais vantajosa que a troca efetiva, porque entrega a taxa menor sem gerar os custos de avaliação e cartório, e por isso vale apresentar a proposta de portabilidade ao banco atual antes de fechar a operação com o novo credor.
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