Ministro de Lula diz que decisão de Mendonça sobre Andrei “cheira como eleitoral”
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, criticou nesta terça-feira (8) a decisão de André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal.
Em uma das reações mais duras do governo à medida, Guimarães afirmou que Mendonça interferiu em uma atribuição que não caberia ao ministro e associou a decisão ao ambiente eleitoral.
“Com base nessa referência, a decisão do ministro André Mendonça no que tange o pedido de afastamento do delegado da Polícia Federal é descabida e uma intromissão onde não lhe cabe”, escreveu.
Guimarães afirmou que eventuais suspeitas envolvendo integrantes da PF devem ser investigadas, mas questionou a retirada de Rodrigues do cargo.
“Apurar eventuais indícios de delitos está correto. Mas essa medida me cheira como eleitoral. Isso não pode! O STF precisa tomar providências”, declarou.
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Mendonça afastou Rodrigues preventivamente da direção-geral da PF e também retirou Leandro Almada do cargo de diretor de Inteligência Policial. O ministro determinou ainda que a Corregedoria da corporação abra procedimentos para investigar a conduta do chefe afastado.
A decisão provocou reação dentro do governo. O advogado-geral da União, Jorge Messias, avalia recorrer ao STF, segundo O Globo. Uma das teses em análise é que a determinação teria avançado sobre uma competência privativa do presidente da República.
A Segunda Turma do Supremo já formou maioria para referendar a decisão de Mendonça. O julgamento, entretanto, foi interrompido após pedido de vista de Gilmar Mendes. Enquanto a análise não é concluída, a liminar permanece em vigor.




















