Ásia fecha em queda com iene em máxima de sete meses; Europa opera em queda com dados de balança comercial no radar
Os mercados asiáticos fecham nesta terça-feira (8) majoritariamente em queda. O Nikkei 225 (Japão) fecha em queda de 1,70%, o Hang Seng (Hong Kong) em queda de 0,38%, o Shanghai Composite (China continental) em alta de 0,20% e o Kospi (Coreia do Sul) em queda de 0,58%. O iene se valorizou ao nível mais forte em sete meses frente ao dólar, pressionando o carry trade cambial e pesando sobre exportadoras japonesas, com o mercado à espera de uma possível alta de juros do Banco do Japão na reunião da semana que vem. Hong Kong e China também sentiram a pressão dos rendimentos elevados do Tesouro americano, às vésperas do CPI dos Estados Unidos e da decisão do Federal Reserve. O petróleo subiu com a persistência das tensões entre Estados Unidos e Irã e relatos de ataque a instalações petrolíferas sauditas. As exportações da China subiram 25% em agosto na comparação anual, para US$ 401,44 bilhões, com superávit comercial recorde de US$ 119,09 bilhões.
No radar corporativo, a CNOOC (883.HK) e a Sinopec (386.HK) subiram acompanhando a disparada do petróleo após o ataque a instalações da Saudi Aramco em Jizan; as ações fecham o pregão em alta de 3,94% e 4,02%, respectivamente.
Os mercados europeus operam nesta terça-feira (8) em leve queda no início do pregão. O FTSE 100 (Reino Unido) opera praticamente estável, o DAX (Alemanha) em queda de 0,09% e o CAC 40 (França) em queda de 0,09%. Ações de óleo e gás subiram acompanhando a alta do petróleo, que avançou para perto de US$ 97-99 o barril depois de ataques a instalações da Aramco atribuídos a militantes houthis, elevando o prêmio de risco geopolítico no Oriente Médio; já o setor de saúde foi pressionado pelo tombo da Novartis. Na Alemanha, as exportações de julho caíram pela primeira vez em cinco meses, reacendendo dúvidas sobre a recuperação da maior economia da zona do euro; ainda assim, a balança comercial alemã registrou superávit de 21,3 bilhões de euros, acima da expectativa de 16 bilhões, por causa de uma queda ainda maior nas importações. Na França, o déficit comercial de julho se aprofundou, para 6,7 bilhões de euros, pior do que a expectativa de 6 bilhões.
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