Resultado do BTAL11 sobe 10,2% após alocação em crédito; entenda
Resultado do BTAL11 sobe 10,2% após alocação em crédito; entenda
O Fiagro BTAL11 registrou alta de 10,2% no resultado de julho de 2026, que totalizou R$ 5,165 milhões, ou R$ 0,86 por cota. As receitas do mês somaram R$ 5,725 milhões, equivalentes a R$ 0,96 por cota, frente a despesas de R$ 560 mil. O fundo anunciou distribuição de R$ 1,00 por cota, com pagamento em 26 de agosto de 2026.
Na cotação de mercado de R$ 84,09, os rendimentos representam um dividend yield mensal de 1,19%, ou 14,27% ao ano. Considerando a cota patrimonial de R$ 114,86, o yield anualizado fica em 10,45%.
O faturamento de julho refletiu, pela primeira vez de forma integral, a alocação de R$ 110 milhões em títulos privados de baixo risco de crédito, remunerados a CDI + 1,6% ao ano. A gestão também sinalizou reforço adiante: a conclusão do desinvestimento da SPE Santo Antônio e a posterior realocação do capital têm potencial para somar cerca de R$ 0,06 por cota ao mês às distribuições.
Indicadores do BTAL11 e distribuição de julho
O patrimônio líquido encerrou julho em R$ 687 milhões, ante valor de mercado de R$ 503 milhões, resultando em P/VP de 0,73x. O volume médio diário de negociação foi de R$ 0,4 milhão no período.
A base de investidores terminou o mês com 36.652 cotistas, com saída líquida de 328 participantes. A carteira permaneceu 100% adimplente e com vacância zerada, enquanto o caixa fechou em R$ 19,1 milhões, o equivalente a 3% do patrimônio líquido.
Carteira do agro e prazos dos contratos
O portfólio reúne 11 ativos adquiridos por R$ 555 milhões, com capacidade estática de 450 mil toneladas, cap rate médio de 11,2% e prazo médio ponderado dos contratos (WAULT) de 6,6 anos. Todos os contratos são atípicos e 100% da receita é corrigida pelo IPCA.
Por tipo de ativo, a receita é distribuída entre terminais de transbordo intermodal (22%), centros de recebimento de grãos (17%), certificados de recebíveis imobiliários (16%), armazéns graneleiros (15%), armazéns refrigerados (11%), terminais portuários (10%) e complexos industriais de sementes (9%).
Na segmentação por locatários, destacam-se operadores logísticos (38%), revendas de insumos (26%), açúcar e álcool (21%) e produtores de etanol de milho (15%). No cronograma de vencimentos, 8,5% dos contratos expiram entre 2026 e 2030, 72,8% entre 2031 e 2035 e 18,7% a partir de 2035.
Os reajustes anuais dos contratos estão concentrados em fevereiro (41%), março (28%), julho (18%) e abril (13%). Esses prazos e índices, aliados à alocação recente em crédito privado e ao potencial de reforço com o desinvestimento da SPE Santo Antônio, moldam a geração de caixa e o perfil de distribuição do fundo.



























