Flávio Bolsonaro diz que pai ‘nunca foi ameaça à democracia’: ‘Muito pelo contrário’

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta segunda-feira (24) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “nunca foi ameaça à democracia” e seria o “último obstáculo” para impedir que o Brasil se transforme em uma ditadura.
“Hoje, muitas pessoas já têm a convicção de que o Bolsonaro nunca foi ameaça à democracia, muito pelo contrário”, declarou. “O Bolsonaro era e continua sendo o último obstáculo para que este País não degringole de uma vez por todas em uma ditadura”, acrescentou.
As declarações foram dadas durante a participação do candidato na reunião quinzenal da diretoria da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista.
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Flávio afirmou que a permanência do PT no Palácio do Planalto colocaria em risco a liberdade de expressão nas redes sociais. “Você quer continuar fazendo seus comentários livremente nas redes sociais? Vote em Flávio Bolsonaro. Porque, se virar o ano, você muito provavelmente, quando fizer uma crítica ao governo, vai ser preso por ameaçar a democracia”, disse.
O candidato também dirigiu o apelo aos jornalistas. Segundo ele, integrantes da imprensa deveriam apoiar sua candidatura, caso queiram preservar o direito de criticar o governo. Flávio acusou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de perseguirem fontes jornalísticas.
Ao tratar da relação entre os Poderes, o candidato afirmou que a atual composição do Congresso Nacional seria mais compatível com um governo como o do seu pai. Para Flávio, as dificuldades enfrentadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Legislativo levam o Executivo a recorrer ao STF.
“A gente vê as dificuldades do atual governo com a sua governabilidade, tendo que lançar mão do Supremo Tribunal Federal para conseguir governar, o que é uma demonstração de fadiga da nossa democracia, que, na minha concepção, não é plena hoje em dia”, declarou.
Flávio também afirmou que Lula “faz mais mal para o Brasil do que a pandemia”. Para justificar a declaração, mencionou o endividamento da população, o aumento dos gastos públicos e a carga tributária.
“Tem mais gente endividada hoje, com dificuldade, do que estava na pandemia. É o governo gastador. E, para gastar mais, aumenta a arrecadação, aumenta a carga tributária, e ninguém aguenta mais pagar imposto”, disse.
O candidato voltou a criticar a reforma tributária e afirmou ter votado contra a proposta por defender que ela deveria reduzir, e não apenas manter, a carga de impostos. Segundo Flávio, o País não pode começar o próximo ano com uma tributação de “no mínimo 28%” sobre o setor de serviços.
Na área energética, Flávio acusou o governo federal de ter perdido a oportunidade de explorar petróleo na Margem Equatorial. Ele também afirmou que, se eleito, formará um governo com ministros escolhidos por critérios técnicos.
O candidato defendeu ainda maior liberdade para que os trabalhadores escolham sua carga horária e disse que o Bolsa Família não deve ser “a última coisa” que o Estado oferece aos beneficiários. Não detalhou, contudo, como pretende alterar a legislação trabalhista ou reformular o programa de transferência de renda.
Em outro momento, o candidato atacou as universidades públicas. Sem apresentar provas ou identificar instituições e episódios específicos, acusou esses estabelecimentos de promoverem “ensaios pornográficos entre adultos e crianças” com recursos públicos.
Flávio também declarou que, “salvo raras exceções”, os diretórios acadêmicos das universidades federais “parecem a Cracolândia” e acusou estudantes de permanecerem nas instituições até os 40 anos sem se dedicar a áreas consideradas estratégicas.
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