Gerdua (GGBR4): Goldman Sachs vê menos espaço para alta e corta recomendação

O Goldman Sachs cortou a recomendação para as ações da Gerdau (GGBR4) de compra para neutra, avaliando que o espaço para novas revisões positivas nos resultados da siderúrgica está mais limitado após a forte alta dos papéis e a melhora das estimativas para os lucros.
Desde o início do ano, o banco elevou em 20% suas projeções de resultados da Gerdau para 2026 e 2027. Para 2027, o Goldman estima EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 13,9 bilhões, acima dos R$ 13,1 bilhões esperados pelo consenso da Bloomberg e 25% acima do nível considerado normalizado.
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Para o banco, porém, os atuais níveis de rentabilidade já começam a estimular o aumento das importações de aço nos Estados Unidos, limitando o espaço para novas altas de preços. Além disso, uma nova capacidade de produção de aços longos no México deve entrar em operação no quarto trimestre de 2026, aumentando a oferta na região.
No Brasil, o potencial de melhora também é considerado limitado, já que uma demanda mais fraca tende a compensar parte dos ganhos de custos esperados com o aumento da produção de minério de ferro em 2027.
Outro risco apontado pelo Goldman é uma eventual mudança na política comercial dos Estados Unidos. Os preços e prêmios do aço no país têm sido sustentados por tarifas de 50% sobre produtos e produtores globais, e uma flexibilização dessas medidas poderia pressionar os resultados da Gerdau.
Apesar do corte, o Goldman destaca que a operação da Gerdau na América do Norte continua sendo responsável pela maior parte do EBITDA consolidado, com participação estimada entre 76% e 65% de 2026 a 2028. A ação também negocia com desconto de cerca de 50% em relação aos pares.
O banco avalia que uma eventual reprecificação da ação poderia representar um potencial de alta, mas não espera que isso aconteça no ambiente atual. As ações GGBR4 acumulam alta de 37% desde a inclusão da companhia na lista de recomendações de compra para as Américas do Goldman, em fevereiro de 2024.

























