Autoridade iraniana diz que apoiar sanções dos EUA contra Irã seria ‘ato de guerra’
O novo chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, afirmou neste domingo, 23, que Teerã consideraria o apoio de qualquer país às novas medidas econômicas dos Estados Unidos contra o Irã um “ato de guerra”, em uma advertência divulgada pela mídia estatal iraniana. A declaração ocorre antes do anúncio, previsto para a segunda-feira, 24, de novas sanções por parte do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, após Washington prometer impor um nível “sem precedentes” de guerra econômica e isolamento ao país, que vive sob sanções há décadas.
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Um dia antes, Rezaei havia ampliado publicamente o tom das ameaças em entrevista à televisão estatal, exibida no fim da noite de sábado. “Se Trump quiser fazer alguma coisa, responderemos com força sísmica”, disse, acrescentando que o Irã atacaria outras rotas de transporte de petróleo que saem do Golfo Pérsico, alternativas ao Estreito de Ormuz.
Mais cedo no domingo, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, havia defedindo o memorando de entendimento assinado em meados de junho com os Estados Unidos, dizendo que o documento seria a melhor forma de o país sair da situação de “nem guerra nem paz”.
Em discurso transmitido pela agência estatal IRNA, ele afirmou que “não há uma única cláusula neste acordo que represente uma capitulação” e disse que “o Líder Supremo define as políticas e nós seguiremos esse caminho”.
Segundo Pezeshkian, Teerã não conseguiu atrair investimentos quase seis meses após o início do conflito. O acordo provisório abriu um período de 60 dias para negociações com o objetivo de encerrar o conflito e chegar a um entendimento sobre o programa nuclear iraniano, mas o prazo terminou na semana passada sem sinal de compromisso ou prorrogação.
No Estreito de Ormuz, uma coalizão multinacional supervisionada pela Marinha dos EUA informou que não houve ataques confirmados nas últimas 48 horas e que o tráfego marítimo permaneceu em níveis reduzidos. Os militares norte-americanos disseram que o bloqueio a portos iranianos desviou 70 embarcações comerciais e impediu a atracação de três até domingo.
Já a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, recentemente estabelecida pelo Irã e sancionada pelos Estados Unidos, divulgou uma lista com dezenas de navios que, segundo ela, violaram acordos para transitar pela região e poderão enfrentar restrições futuras, como multas ou apreensões.
O texto afirma que o estreito era uma rota marítima internacional crucial antes dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã em 28 de fevereiro e acrescenta que Irã e Omã estão discutindo a gestão da passagem, o que provavelmente incluirá a cobrança de pedágio para navios.
Também para a segunda-feira está prevista a visita a Teerã do chefe do exército paquistanês, marechal de campo Asim Munir, que liderará uma delegação oficial, segundo a televisão estatal iraniana, citando o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei.
De acordo com dois funcionários regionais, a viagem integra esforços de Islamabad para reduzir as tensões entre EUA e Irã e incentivar os dois países a retomar as negociações. Fonte: Associated Press.

























































