Bitcoin (BTC) sobe, mas estas 10 criptomoedas dispararam até 111% na semana
O ano de 2026 vem sendo desafiador para os investidores de criptomoedas. No acumulado do ano, o bitcoin (BTC) enfrenta um prejuízo de cerca de 17%. Na última quarta-feira (19), porém, a maior criptomoeda do mundo voltou a ganhar tração, atingindo seu maior patamar desde o início de junho. O principal motor da alta foi o anúncio do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos de dobrar a capacidade de suas operações de recompra de títulos de longo prazo.
Na manhã deste domingo (23), por volta das 10h, o criptoativo era negociado a US$ 77.169,00, segundo dados da CoinMarketCap. Em sete dias, o BTC acumula alta de 22,6%.
O movimento, por si só, já foi suficiente para chamar atenção do mercado. Mas, como costuma acontecer em momentos de maior apetite ao risco, a alta do bitcoin abriu espaço para movimentos ainda mais intensos em criptomoedas alternativas, as altcoins. Confira:
As 10 criptomoedas que superaram o bitcoin na semana
O destaque da semana foi a Ethena (ENA), que acumulou alta de 111,59% em sete dias. Logo atrás aparecem Pump.fun (PUMP), com valorização de 97,05%, e Stacks (STX), com avanço de 94,11%.
A lista também tem nomes conhecidos entre os criptoinvestidores, como XRP (XRP) e Pepe (PEPE), além da Official Trump (TRUMP), memecoin ligada ao presidente dos Estados Unidos.
Veja as dez criptomoedas que superaram o bitcoin nos últimos sete dias, segundo dados da CoinMarketCap:
#CriptomoedaTickerPreçoAlta em 7 dias1EthenaENAUS$ 0,1762111,59%2Pump.funPUMPUS$ 0,00535897,05%3StacksSTXUS$ 0,237794,11%4Official TrumpTRUMPUS$ 2,5884,88%5ZcashZECUS$ 815,0268,20%6PepePEPEUS$ 0,00000406156,07%7LayerZeroZROUS$ 1,1956,00%8AaveAAVEUS$ 133,4555,50%9XRPXRPUS$ 1,4949,81%10SPX6900SPXUS$ 0,463847,62%O que explica essa alta?
O bitcoin costuma funcionar como uma espécie de “termômetro” do mercado cripto. Assim, quando o BTC sobe, ele tende a melhorar o humor dos investidores e aumentar a disposição por risco.
Em um primeiro momento, o dinheiro costuma entrar no próprio bitcoin, que é a criptomoeda mais conhecida, mais líquida e mais acompanhada do mundo. Depois, parte desse fluxo pode migrar para ativos menores em busca de retornos mais altos. É aí que entram as chamadas altcoins — criptomoedas alternativas ao bitcoin.
Como esses ativos costumam ter menor liquidez, qualquer aumento de demanda pode gerar movimentos mais fortes de preço. Por isso, elas podem subir mais que o bitcoin em momentos de euforia. No entanto, o contrário também vale: quando o mercado vira, as quedas tendem a ser mais intensas.
Esse risco é ainda maior em memecoins, como Pepe (PEPE) e Official Trump (TRUMP). Nesses casos, os preços podem ser influenciados por humor de mercado, redes sociais e movimentos especulativos, sem necessariamente haver uma mudança relevante nos fundamentos do projeto.
Por que o bitcoin (BTC) está subindo?
O movimento do bitcoin ganhou força depois que o Tesouro dos Estados Unidos anunciou que vai ampliar a compra de títulos públicos de longo prazo. A medida ajuda a aliviar a pressão sobre os juros mais longos da economia americana — e, com menos tensão nesse mercado, investidores tendem a buscar ativos de maior risco, como o bitcoin.
Além disso, outro fator no radar foi a sinalização política vinda dos Estados Unidos. Na quarta-feira, durante uma reunião na Casa Branca com executivos do setor de criptomoedas, o presidente Donald Trump pressionou legisladores a aprovarem o Clarity Act, uma proposta de lei que busca estabelecer uma estrutura regulatória mais ampla para ativos digitais no país.
- O objetivo do Clarity Act é esclarecer quais criptoativos devem ser tratados como valores mobiliários, sob jurisdição da SEC, a comissão de valores mobiliários dos EUA, e quais funcionam como commodities digitais, sob supervisão da CFTC, o órgão que regula contratos futuros de commodities.
Para o mercado, uma regra mais clara pode reduzir incertezas regulatórias e dar mais segurança para empresas, investidores e instituições financeiras que atuam no setor.
A reunião contou com executivos seniores da indústria, como Brian Armstrong, CEO da Coinbase, e Vlad Tenev, CEO da Robinhood. Também participaram Mike Selig, presidente da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA, e Paul Atkins, presidente da SEC.
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