Ibovespa recua com tensão comercial e notícias corporativas no radar
O Ibovespa iniciou esta segunda-feira (23) em queda de 0,45%, aos 189.669 pontos, pressionado pela piora do cenário externo após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar uma tarifa global de 15% sobre importações. A medida foi divulgada logo após a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar as tarifas emergenciais anteriores, reacendendo incertezas sobre o comércio internacional e reduzindo o apetite por risco.
No Brasil, o noticiário corporativo trouxe movimentos pontuais. A Telefônica Brasil (VIVT3) reportou lucro trimestral 6,5% maior e anunciou recompra de ações, levando os papéis a avançarem 2,78%. A Vale (VALE3) divulgou plano de US$ 3,5 bilhões em cobre em Carajás e avanço em parcerias internacionais, com alta de 0,22%. Já Braskem (BRKM5), Vibra Energia (VBBR3) e Natura (NATU3) recuam 2,95%, 2,61% e 2,43%, respectivamente: a Braskem segue pressionada pela inadimplência de juros de sua subsidiária mexicana e incertezas sobre a transferência de controle; a Vibra cai após a interdição de tanques em base no Rio de Janeiro depois de explosão; e a Natura recua após acordo de US$ 67 milhões para encerrar litígio nos EUA relacionado à Avon. Já a Raízen (RAIZ4) avança 5,00% com expectativas de reestruturação.
No macro, o Boletim Focus do Banco Central do Brasil mostrou leve queda nas projeções de inflação e da Selic para 2026, reforçando a expectativa de início do ciclo de corte de juros nos próximos meses. Ainda assim, a nova tensão comercial global tende a manter a volatilidade elevada e a limitar o fôlego recente do mercado brasileiro.
Por volta das 10h32, as listas das maiores altas e baixas eram dominadas por:
Altas
• Raízen (RAIZ4): +5,00%
• Telefônica (VIVT3): +2,78%
• Rumo (RAIL3): +1,76%
Baixas
• Braskem (BRKM5): -2,95%
• Vibra (VBBR3): -2,61%
• Natura (NATU3): -2,43%
Confira a evolução do Ibovespa:
*Até o dia 23/02 às 10h32
• Segunda-Feira (23): -0,45%
• Na semana*: +1,72%
• Em fevereiro*: +4,58%
• No 1°tri./26*: +17,72%
• Em 12 meses*: +49,20%
• Em 2026*: +17,72%
Para acompanhar mais notícias do mercado financeiro, baixe ou acesse o TradeMap.