Ibovespa recua com tarifas de Trump e queda dos bancos
O Ibovespa fechou a segunda-feira (23) em queda de 0,88%, aos 188.853 pontos, pressionado pelo retorno das tensões comerciais nos Estados Unidos após o presidente Donald Trump anunciar uma tarifa global de 15%. A medida reacendeu o temor de protecionismo e piorou o humor externo, levando investidores a realizar lucros na bolsa brasileira após as máximas recentes.
O recuo foi puxado principalmente pelos bancos, como Itaú Unibanco (ITUB4; -3,62%), Bradesco (BBDC4; -2,44%) e Santander Brasil (SANB11; -5,70%), que têm grande peso no índice e corrigiram parte das altas anteriores. Em contrapartida, a rotação para commodities sustentou as ações da Petrobras (PETR4), que subiram 1,63% com a alta do petróleo e o fluxo estrangeiro para o setor.
No noticiário corporativo, a Telefônica Brasil (VIVT3) avançou 3,27% após resultados sólidos e anúncio de recompra de ações, enquanto a Vibra Energia (VBBR3) caiu 4,87% com perda de participação de mercado e impacto de acidente operacional. Já a situação financeira da Raízen (RAIZ4) elevou a cautela no crédito privado, embora as ações tenham subido 5,00%. Assim, o dia combinou aversão ao risco global, realização doméstica e desempenho setorial desigual.
As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:
Altas
• Raízen (RAIZ4): +5,00%
• Marfrig (MBRF3): +3,88%
• Telefônica (VIVT3): +3,27%
• Bradespar (BRAP4): +2,15%
• Petrobras (PETR3): +1,95%
Baixas
• Santander (SANB11): -5,70%
• Hapvida (HAPV3): -5,05%
• Vibra (VBBR3): -4,87%
• Magalu (MGLU3): -3,98%
• Itaú Unibanco (ITUB4): -3,62%
Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (23/02):
• Segunda-Feira (23): -0,88%
• Na semana: -0,88%
• Em fevereiro: +4,13%
• No 1°tri./26: +17,21%
• Em 12 meses: +48,55%
• Em 2026: +17,21%
EUA
Os principais índices de Nova York encerraram o dia em queda:
• Dow Jones: -1,66%
• Nasdaq: -1,13%
• S&P 500: -1,04%
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