Vendas do varejo aceleram pelo 3º mês seguido em dezembro, diz Cielo
Num dia terrível para as ações do setor de varejo, em que os papéis caem em bloco por causa dos receios sobre a saúde financeira das empresas deste segmento, a Cielo (CIEL3) divulgou que as vendas destas companhias aceleraram o ritmo de alta pelo terceiro mês seguido em dezembro.
Segundo os dados, descontada a inflação, as vendas do varejo cresceram 1,3% no último mês de 2022 em relação a igual período do ano anterior. A taxa é maior que a observada em novembro (1,1%), outubro (1,0%) e setembro (0,3%).
A Cielo disse que o resultado do mês foi beneficiado por efeitos de calendário, já que no ano passado o Natal caiu em um domingo e os consumidores tiveram uma semana completa para fazer as compras, incluindo o sábado. Em 2021, o Natal havia caído num sábado.
No Ano Novo houve o mesmo efeito. O dia 31 caiu em um sábado, ante uma sexta-feira em 2021. Isso gerou um período maior para compras e preparativos para o Réveillon.
Segundo o superintendente de dados e inovação da Cielo, Vitor Levi, o varejo continua em recuperação, mas em ritmo mais suave que o observado no início de 2022.
“O mês de dezembro marca o 14º seguido de crescimento das vendas. A cada mês que passa, a base de comparação do ano anterior está mais distante dos efeitos de quarentena, o que implica em crescimentos mais brandos do que vimos ao longo dos anos de 2021 e 2022, uma vez que estamos comparando períodos com normalidade da atividade econômica”, afirma.
A recuperação do ritmo de vendas apontada pela Cielo teve efeito nulo sobre o preço das ações do setor varejista nesta quinta-feira (12).
Boa parte delas apresentava fortes quedas após a Americanas divulgar que reportou erroneamente cerca de R$ 20 bilhões em compromissos financeiros. O receio é que outras companhias do setor sigam práticas semelhantes.
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