Como a CBA (CBAV3) fará para crescer mesmo com derrocada do alumínio
Ao abrir capital em meados do ano passado, a CBA (CBAV3) se preparava para surfar aquela que seria uma alta histórica do preço do alumínio no mercado internacional.
No IPO, a empresa captou R$ 904,4 milhões, que seriam destinados majoritariamente para o crescimento orgânico e inorgânico da empresa, por meio de aquisições estratégicas. O otimismo fazia parte da CBA.
As ações da empresa acompanharam a máxima histórica da commodity, atingida em março deste ano. Com melhores preços praticados, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da empresa disparou, comprimindo a alavancagem financeira e reduzindo a percepção de valor.
Desde então, a tonelada do alumínio caiu de US$ 3.270 para os atuais US$ 2.374. As ações da empresa perderam mais de 50% de seu valor, negociando em torno do preço do IPO – após ter realizado uma oferta de ações quase no ponto mais alto dos papéis.
Na TradeLive desta semana, o CFO da CBA, Luciano Alves, conta como a empresa pode gerar valor aos acionistas entre os ciclos de preço das commodities – mesmo que isso não impeça o vai-e-vém das ações.
Essa volatilidade do preço da commodity representa as expectativas dos investidores, já que projeções demonstram uma forte desaceleração global em 2023.
Atualmente, 97% da receita vem de alumínio, 3% de energia e 0,1% de níquel. A empresa se mostra favorável à maior diversificação dos negócios, o que poderia diminuir a volatilidade dos negócios. Entretanto, a empresa está inevitavelmente ligada ao preço da matéria-prima.
A CBA é atualmente a única companhia integrada de alumínio do Brasil, operando desde a mineração de bauxita até a produção de produtos primários e transformados de alumínio, desempenhando também atividades de reciclagem.
Após oito décadas de sua criação, a empresa está em um estágio de maturidade em que os investidores aguardam pagamentos de dividendos mais robustos, algo como Vale e CSN Mineração, guardadas as devidas proporções.
Para saber o que esperar da CBA em termos de endividamento, crescimento e dividendos, acompanhe a TradeLive nesta terça-feira!