Futuro da criptoeconomia depende de regulamentação que não sufoque criatividade, dizem especialistas
A consolidação da criptoeconomia, conceito que vai muito além do Bitcoin (BTC) e aabarca temas desde NFTs até finanças descentralizadas, deve ser amparada pelo avanço de uma regulamentação que não crie amarras ou sufoque a criatividade que tecnologias disruptivas apresentam.
Esta foi a principal visão de Daniel Magabeira, diretor da Binance na América Latina, João Canhada, CEO da Foxbit, e Silvia Valadares, diretora da Centria Capital Partners, durante um painel sobre o futuro da economia criptografada na manhã desta quinta-feira (22), durante o MKBR2022, evento da realizado pela B3 e Anbima.
Para Canhada, o futuro não aponta para a regulamentação da tecnologia, mas sim em direção à criação de um arcabouço legal que dê segurança aos investidores e ao mercado. “É preciso criar um conforto regulatório para ambos os lados, mas não a ponto de inibir o que está sendo criado no setor”, destacou.
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Com opinião semelhante, Valadres afirmou que a história mostra como é impossível frear o avanço tecnológico, e que, diante dessas evoluções, o mais adequado seria buscar formas de melhorar o ambiente para todos os agentes envolvidos.
“Tem que ter uma regulamentação que permita a criatividade. O avanço da tecnologia é inevitável, assim como os debates regulatórios também são inevitáveis”, disse.
Além da questão regulatória, Magabeira destacou a necessidade de os ativos criptos serem vistos como úteis no cotidiano das pessoas, algo que só será alcançado com a educação das novas gerações.
“Se não tiver uma percepção clara do uso prático e a legitimação que permita que a inovação avance sem amarrar, então a criptoeconomia não irá alcançar patamares que teria possibilidade”, afirmou.
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