Quando os investimentos da Engie (EGIE3) vão se converter em dividendos? Empresa explica
O setor de energia elétrica é, para muitos como um reloginho. A previsibilidade de receitas chama atenção especial de investidores que visam dividendos, mas nem todas as companhias do setor se enquadram nessa “fórmula”. E uma das exceções fica com a Engie (EGIE3).
A companhia, que atua nas três frentes do segmento – distribuição, transmissão e, principalmente, geração –, ainda está em alto ciclo de investimentos: o volume previsto para este ano chega a R$ 3,9 bilhões e é voltado para o aumento da operação.
No primeiro semestre, foi injetado R$ 1,5 bilhão, o que indica que a companhia deverá acelerar os investimentos nos próximos meses a fim de atingir a projeção.
O mais recente exemplo de investimento foi a vitória do Bloco 7 no leilão de transmissão da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) no fim de junho. A RAP (Receita Anual Permitida) é de R$ 6,5 milhões e o capex, de R$ 110 milhões. Por ser localizado no Pará e integrado ao projeto Novo Estado, o bloco pode ter sinergias com os demais ativos da companhia.
Do ponto de vista de solvência, a Engie parece estar preparada para alocar recursos no desenvolvimento do negócio. Atualmente, são R$ 4,3 bilhões em caixa, sendo que a alavancagem financeira (relação entre dívida líquida e Ebitda) está controlada, em 2,1 vezes.
O uso dos recursos, da mesma forma, não tem prejudicado a lucratividade da empresa. No período entre abril e junho, a companhia teve um lucro líquido de R$ 395 milhões, número 23,8% maior do que o do mesmo período de 2021.
Os altos investimentos, porém, não significam que a Engie não seja uma boa pagadora de dividendos. Nos últimos 12 meses, foram pagos R$ 2,49 por ação, levando o DY (dividend yield) atual a se aproximar dos 6%.
Em tempos de Selic de dois dígitos, porém, a visão do mercado é outra: quando os investimentos vão se tornar proventos mais vultuosos?
Quem explica essas e outras questões é o gerente de Relações com Investidores da Engie, Rafael Bósio, na TradeLive desta terça-feira (9).
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