Raízen (RAIZ4) será impactada positivamente pela PEC dos Benefícios? Empresa explica
Desde que abriu capital na Bolsa brasileira, a Raízen (RAIZ4), empresa resultante de uma joint venture entre Cosan (CSAN3) e Shell, tem apresentado uma proposta de valor diferente: voltada à energia renovável.
A companhia, fundada em 2011, já é a quarta maior empresa do Brasil em termos de faturamento, sendo a segunda maior distribuidora de combustíveis, com 70 terminais de distribuição, de acordo com informações da Raízen.
Com isso, não é segredo que a volatilidade de preço e a demanda variável por combustíveis nos últimos meses, sobretudo em função da guerra no Leste Europeu, tem trazido incerteza à empresa.
As margens da companhia, principalmente no segmento de renováveis, é pressionada nesse cenário. Resultado: queda de 28% das ações no acumulado do ano.

No quarto trimestre do ano-safra, que terminou em 31 de março, o segmento de renováveis, que engloba produção, comercialização, originação e trading de etanol, representou 32,5% do Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização).
O restante ficou com o segmento de açúcar, que representou 9,8%, e o de distribuição de combustíveis, com 57,7%. Num todo, por estar exposta ao preço das commodities, a companhia tem pouco poder de precificação dos produtos e tem enfrentado aumento dos custos.
No período, o lucro líquido da empresa foi de R$ 209,7 milhões, forte queda de 48,3% sobre o reportado sobre o igual período na safra de 2020-2021 — embora a receita tenha crescido 50,1% na mesma base comparativa.
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Com a PEC dos Benefícios, que amplia benefícios sociais até o fim de 2022 e deve injetar R$ 41,25 bilhões na economia, porém, a empresa pode ser favorecida com o maior volume de vendas do segmento de distribuição.
Quem traz detalhes sobre o cenário – e a diz o que esperar da Raízen nos próximos meses – é Phillipe Casale, Head de Relações com Investidores da companhia, na TradeLive desta terça-feira (19).
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