TradeMap Discovery: Simplicidade deve pautar primeiros passos do investidor iniciante
A decisão de investir suscita uma série de dúvidas, ainda mais para o iniciante que se depara com uma avalanche de informações e opções. Nessa hora, a recomendação é ir pelo caminho mais simples – e sem pressa.
Breno Perrucho, educador financeiro do canal Jovens de Negócio, reforça que é possível ter essa simplicidade em diferentes classes de ativos e, à medida que o investidor ganhe conhecimento, ele poderá buscar alternativas mais sofisticadas.
“O Tesouro Direto já oferece o suficiente para se ganhar mais que poupança. Depois que aprender, aí sim é possível o investidor começar a analisar renda fixa privada”, disse o educador, durante o TradeMap Discovery.
No Tesouro Direto, o investidor terá disponível o Tesouro Selic, que acompanha a taxa de juros, atualmente em 12,75% ao ano; o Tesouro Prefixado, em que os títulos pagarão até o vencimento a mesma taxa; e o Tesouro IPCA, que pagam uma taxa mais a variação da inflação.
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Para Perrucho, esses três títulos já são suficientes para o investidor iniciante, por serem papéis considerados seguros do ponto de vista do risco de crédito. A próxima etapa, ele diz, seriam os papéis privados, como os CDBs ou debêntures.
A mesma analogia o educador faz com a renda variável. Um investidor iniciante pode ter dificuldade em montar a sua primeira carteira de ações. Para ele, a alternativa são os ETFs (sigla em inglês para Exchange Traded Fund), que é um fundo negociado em Bolsa e segue diferentes índices – o BOVA11 é o que replica o Ibovespa.
Perrucho participou do painel “Qual o melhor investimento para você hoje” ao lado de Gabriel Navarro, educador financeiro e criador de um canal de finanças no Tik Tok, que também defende que, para o iniciante, o melhor é simplificar.
“Quem começa do jeito certo, consegue sobreviver”, afirmou.
E para começar do jeito certo, os educadores financeiros reforçam a necessidade de trabalhar o planejamento financeiro e a disciplina.
Sem dívidas
Em resumo, não adianta querer investir se há dívidas corroendo o orçamento e, para conquistar os objetivos financeiros, será necessário abrir mão de alguns luxos no presente.
“Não adianta investir se tiver dívida. Nada vai dar uma rentabilidade maior do que os juros que são cobrados em uma dívida”, disse Navarro.
Em caso de endividamento, a dica é buscar o gerente do banco e tentar renegociar a dívida, buscando uma taxa de juros mais baixa, lembrando que o nível de endividamento do brasileiro está em patamar recorde.
Sanada a dívida, o potencial investidor precisa se organizar para criar o hábito de poupar de forma rotineira.
“A chave é viver um degrau abaixo da sua realidade financeira e assim ter uma perspectiva melhor de vida no futuro”, concluiu Navarro.