Copom mantém Selic em 2% ao ano, informa BC
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira, 20, manter a taxa básica de juros do país, a Selic, em 2% ao ano.
Dessa forma, a decisão da autarquia monetária seguiu a expectativa geral do mercado, divulgada por meio do Boletim Focus – relatório publicado semanalmente pelo Banco Central e que contém projeções para os principais indicadores econômicos do país.
Com a decisão de hoje, a Selic segue no menor nível desde o início da série histórica do BC. Em julho de 2015, a taxa chegou no patamar de 14,25% ao ano.
O que é a Selic?
A tal da Selic nada mais é do que a taxa básica de juros no Brasil. Sua sigla significa Sistema Especial de Liquidação e Custódia.
Dessa forma, a Selic influencia todas as demais taxas de juros no Brasil, como as que são cobradas em empréstimos, financiamentos e, até mesmo, em retorno em aplicações financeiras, como títulos do Tesouro Direto.
A taxa Selic foi criada em 1979, na época em que a economia brasileira enfrentava um cenário (hiper) inflacionário. Por isso, seu objetivo sempre foi conter a inflação, uma vez que sua mudança, determinada pelo Banco Central, está diretamente relacionada ao controle do aumento de preço dos produtos.
Como é decidido se há ou não corte?
O Banco Central tem como missão controlar a inflação do país e, por isso, utiliza o sistema de metas como base, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Para 2021, a meta central inflacionária é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Isso quer dizer que pode variar de 2,25% até 5,25%.
Já para o ano que vem, a meta é de 3,5%, também com intervalo de 1,5 p.p. para cima ou para baixo.
A cada 45 dias, o Copom se reúne para decidir como ficará a Selic. A decisão é baseada em vários indicadores financeiros do país, sendo que, ao fim do encontro, a taxa pode sofrer alguma alteração, tanto para mais quanto para menos, assim como também ficar estável.
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