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Fundo Verde tem ganho de 4,19% em março, mas gestora vê calmaria local como temporária

Fundo Verde tem ganho de 4,19% em março, mas gestora vê calmaria local como temporária

Multimercado registrou o melhor desempenho desde novembro de 2020

Luis Stuhlberger, gestor do fundo Verde

Foto: Divulgação

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O fundo multimercado Verde, gerido pelo conhecido gestor Luis Stuhlberger, teve ganho de 4,19% em março, contra 0,92% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário, o benchmark da renda fixa), registrando o melhor desempenho desde novembro de 2020.

Apesar de a forte alta dos preços das commodities beneficiar a balança comercial brasileira e explicar, em grande medida, a boa performance do real e do Ibovespa, a gestora vê a relativa calmaria do noticiário local como temporária, “à medida que a fase aguda do ciclo eleitoral se avizinha, e a disputa dá sinais que será mais competitiva do que o consenso imaginava até pouco tempo atrás”, diz a Verde em relatório.

A aposta na alta das taxas de juros nos mercados desenvolvidos, na alta das ações no Brasil e a posição comprada em inflação implícita — dada pela diferença entre as taxas dos títulos públicos atrelados à inflação (NTN-B) e as taxas de juros prefixadas — e em opções de petróleo contribuíram para a boa performance do fundo no mês passado.

O fundo mantém essas posições, com a gestora vendo um ambiente de continuidade das pressões inflacionárias, que deve levar os bancos centrais, principalmente o banco central americano, a apertar fortemente suas políticas monetárias.

Apesar da alta das taxas de juros, os mercados de ações têm absorvido bem esses aumentos, o que traz dúvidas, segundo a gestora, sobre a continuidade desse movimento.

A continuidade da guerra na Ucrânia, segundo a gestora, reforça os aspectos estagflacionários da economia, com inflação alta e redução do crescimento.

“Acreditamos que, embora a subida de juros seja necessária, um cenário de menor crescimento se desenha à frente”, aponta a Verde em relatório do fundo Verde AM Mundi Ações Globais FIC FIA.

Correção de ações de crescimento já está perto do fim

O gestora Verde Asset aumentou a posição comprada em ações de crescimento, que dependem mais de investimentos para crescer, no fundo de ações globais, Verde AM Mundi Ações Globais FIC FIA.

Segundo a gestora, a correção de múltiplo desses papéis causada pela alta das taxas de juros longas chegou perto do fim.

A gestora reduziu a posição em ações cíclicas no portfólio, e tem concentrado a alocação em empresas de setores defensivos, como consumo básico e telecom.

O fundo Verde AM Mundi Ações Globais FIC FIA – IE teve queda de 4,90% em março e acumula uma rentabilidade negativa de 18,30% no ano.

A performance do fundo foi afetada pela alta do real frente ao dólar, que impactou negativamente o resultado em 8,35% no período.

O principal destaque positivo  foi o investimento em ações da Exxon, que se valorizou com a
alta do preço de petróleo decorrente das incertezas sobre os embargos à Rússia.

Do lado negativo, a posição em papéis da empresa do setor imobiliário Vonovia foi o principal detrator. “Existe o risco de queda nos preços de casas, uma vez que as taxas de financiamento sobem com os juros. Não compartilhamos esse cenário e mantivemos a posição”, apontou a gestora em relatório do fundo.

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