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Fed eleva juros dos EUA em 0,25 ponto porcentual; é a primeira alta desde 2018

Fed eleva juros dos EUA em 0,25 ponto porcentual; é a primeira alta desde 2018

Taxa básica americana foi elevada em 0,25 ponto porcentual, para o intervalo entre 0,25% e 0,50% ao ano

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Em meio à pressão inflacionária causada pela invasão da Ucrânia pela Rússia, o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, elevou os juros americanos em 0,25 ponto porcentual (pp) nesta quarta-feira (16). Com a decisão, a taxa básica passa a ser de entre 0,25% e 0,50% ao ano. O intervalo anterior ia de zero a 0,25%.

A taxa estava nesse patamar desde 15 de março de 2020, quando a pandemia de coronavírus ganhou força no mundo e estimulou uma onda de estímulos monetários nas principais economias. O aumento de hoje foi a primeira elevação de juros nos EUA desde dezembro de 2018 (quando a taxa subiu do intervalo de 2% a 2,25% para a faixa de 2,25% a 2,50%).

A decisão era esperada, já que havia sido sinalizada recentemente pelo presidente da instituição, Jerome Powell, que discursa logo mais, às 15h30.

O comitê apontou que subirá os juros nas próximas seis reuniões que ainda acontecerão neste ano, e projetou que a taxa básica ficará entre 1,75% e 2% até o final do ano. Outros três aumentos deverão ocorrer em 2023, segundo as expectativas dos membros do Fomc.

Salto na projeção para inflação, PIB menor

O colegiado elevou sua projeção de inflação para 2022 de 2,6% para 4,3%, e de 2023 de 2,3% para 2,7%. O mercado esperava que essa revisão fosse ser bem menor, para em torno de 3%. A projeção para alta do PIB (Produto Interno Bruto) em 2022 também foi revisada, de 4% para 2,8%.

“A invasão da Ucrânia pela Rússia está causando um tremendo prejuízo humano e econômico. As implicações para a economia dos EUA são altamente incertas, mas no curto prazo a invasão e eventos relacionados provavelmente criarão pressão adicional na inflação e peso na atividade econômica”.

O presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, votou a favor de um aumento maior nos juros, de 0,50 ponto percentual, segundo o comunicado.

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Guerra agravou pressões inflacionárias

A invasão da Ucrânia pela Rússia, e as sanções aos russos aplicadas pelo Ocidente, agravaram um problema que a instituição vinha enfrentando antes – o aumento nos preços de insumos e o efeito disso sobre a inflação.

Desde que invadiu a Ucrânia, a Rússia foi alvo de sanções internacionais que, na prática, colocaram vários obstáculos à exportação de petróleo, trigo e outras commodities produzidas no país, que subiram de preço.

Antes da guerra, este problema já existia, mas por causa da pandemia de Covid-19. As restrições à circulação de pessoas, aplicadas para coibir a disseminação da doença, dificultaram a produção de semicondutores e o funcionamento de fábricas em vários países, o que também provocou alta nos preços de alguns produtos.

Essas restrições à oferta somadas à retomada no crescimento da economia americana fizeram a inflação nos EUA atingir 7,9% nos 12 meses terminados em fevereiro – a maior taxa em 40 anos, muito maior que a de 2% buscada pelo Federal Reserve.

 

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