Os fundos listados na B3 (ETFs, sigla para Exchange-Traded Funds) que seguem índices de ações brasileiras do setor financeiro e de ações americanas focadas em tecnologia para o setor de saúde lideraram os ganhos desse mercado em setembro, segundo dados da B3 divulgados nesta terça-feira (11).
No mês passado, o ETF FIND11, que segue o índice BM&F Bovespa Financeiro- IFNC da B3, subiu 3,6%, superando a alta de 0,47% do Ibovespa no período. O ETF também lidera os ganhos no ano, acumulando alta de 19,3%.
Em segundo lugar com o melhor desempenho do mês aparece o ETF HTEK11, com valorização de 2,9%. O fundo acompanha a trajetória do índice Morningstar US Exponential Technologies Healthcare Index, que espelha o desempenho de ações de empresas americanas de tecnologia com foco no setor de saúde.
Entre os fundos listados na Bolsa atrelados a criptomoedas, destaque para o ETF QBTC11, que replica o desempenho do índice CME CF Bitcoin Reference Rate, que avançou 2,6% no mês passado. Os ETFs de criptomoedas atrelados a contratos inteligentes (smart contracts) também tiveram desempenho positivo em setembro.
Além dos fundos de ações e de criptomoedas, os ETFs que seguem índices de renda fixa tiveram desempenho positivo no mês, com destaque para o ETF B5MB11, que subiu 2,3% em setembro. Esse fundo segue o índice IMA-B5, que acompanha o desempenho dos títulos do Tesouro atrelados ao IPCA com vencimento até cinco anos. O IMA-B subiu 0,42% em setembro.
Veja a seguir os ETFs que lideraram os ganhos em setembro na B3:
ETF ligado a hidrogênio verde lidera perdas em setembro
Na direção oposta, o ETF YDRO11, que segue o índice composto por 19 empresas especializadas na produção, no armazenamento, no transporte de hidrogênio e na concepção e fabricação de células a combustível, teve a pior performance de setembro, com perda de 12,2%.
Os fundos QETH11 e ETHE11, que seguem índices de criptomoedas atrelados à plataforma Ethereum, com exposição à criptomoeda Ether (ETH), também tiveram desempenho negativo no mês passado, com quedas de 11,7% e 11,8%, respectivamente.
O ETF QETH11 lidera, inclusive, as perdas no ano, acumulando queda de 65,5% até setembro.
A blockchain da plataforma Ethereum (ETH) passou por um processo de atualização em setembro que mudou a forma de remuneração da mineração (geração de novos tokens) da criptomoeda.
No mês passado, o número de investidores em ETFs na B3 teve leve aumento, de 628 mil, em agosto, para 630 mil. Os investidores pessoas físicas são a maioria, com 532.395 mil cotistas.
Já o patrimônio sob gestão dos ETFs listados na B3 caiu 3,9% no mês, para R$ 39 bilhões.