O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), a prévia da inflação do Brasil, subiu 0,72% na passagem de junho para julho deste ano, sendo a maior alta para o mês desde 2004, de acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira, 23, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No ano, o indicador acumula acréscimo de 4,88% e, em 12 meses, avanço de 8,59%. Em julho de 2020, a variação havia sido de 0,30%.
Com isso, o resultado ficou acima do esperado pelos analistas consultados pela Refinitiv, que projetavam expansão de 0,64% no comparativo mensal e de 8,50% na base anual.
A entidade aponta que a energia elétrica foi o maior impacto individual, responsável por 0,21% no índice. No mês passado, a bandeira tarifária vermelha patamar 2 entrou em vigor, a alta foi de 3,85%.
Segundo o IBGE, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta de preços em julho.
O maior impacto (0,33 p.p.) e a maior variação (2,14%) vieram de habitação. Já a segunda maior contribuição veio dos transportes (1,07% e 0,22 p.p.), embora tenha desacelerado em relação ao mês anterior (1,35%).
Na sequência, veio alimentação e bebidas (0,49%), cujo resultado ficou acima do IPCA-15 de junho (0,41%) e contribuiu com 0,10 p.p. no índice do mês.
O grupo saúde e cuidados pessoais (-0,24%), por sua vez, apresentou queda em relação ao mês anterior e contribuiu com -0,03 p.p. no índice geral. Os demais grupos ficaram entre o -0,04% de comunicação e o 0,81% de artigos de residência.
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