Entre a quinta-feira (22) e a terça-feira (27), período que reúne os dois últimos pregões antes do segundo turno e os dois primeiros após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os investidores estrangeiros retiraram R$ 8,86 bilhões da bolsa brasileira. O valor equivale a 88% do aporte recorde de R$ 10,06 bilhões registrado em 5 de outubro, primeiro pregão após o primeiro turno. Foram quatro sessões consecutivas de saídas.
Antes da votação, as retiradas somaram R$ 3,98 bilhões: R$ 1,03 bilhão na quinta-feira (22) e R$ 2,94 bilhões na sexta-feira (23). Após a reeleição, as saídas foram de R$ 2,85 bilhões na segunda-feira (26), dia em que o Ibovespa caiu 13,88% e foi acionado o circuit breaker, e de R$ 2,04 bilhões na terça-feira (27), totalizando R$ 4,88 bilhões em dois pregões.
As saídas registradas em 23 e 26 de outubro foram, respectivamente, a segunda e a terceira maiores de 2026, atrás apenas da registrada em 11 de agosto, de R$ 4,72 bilhões.
Saldo do mês
Com as retiradas, o saldo de outubro recuou para R$ 11,30 bilhões até o dia 27. Até 13 de outubro, o mês acumulava R$ 17,83 bilhões, impulsionado pelo aporte registrado após o primeiro turno. Com a redução, outubro passou da segunda para a quarta posição entre os meses com os maiores saldos positivos do ano, atrás de janeiro (R$ 26,47 bilhões), fevereiro (R$ 15,40 bilhões) e março (R$ 11,96 bilhões). No acumulado de 2026, os investidores estrangeiros registram entrada líquida de R$ 43,33 bilhões.
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